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segunda-feira, 2 de julho de 2012
Cama
Cama, se entregue e não reclama
O meu desejo não te engana
E te convoca ao meu ter
Venha, não fique ai parado
Tenha uma jeito de me enlouquecer
Me envolva ao seu ter
Me venha me levar pro seu quarto
Me deixe de quatro no ato sem ar
Me pegue pelas costas
Me faça bailar no seu olhar
E faça do perfume o dome amargo
Rasga meu desejo antes do trago
Teu corpo é o cheiro que me embriago
E no entrelaço da pernas me faço
Teu fogo aquece meu descompasso
Junto a ti sou estilhaço de praze
Bia Magalhães, Mário Araújo e André Café
terça-feira, 22 de maio de 2012
Além do fim
Suspensa, reinventa a flor
que venda, a sobra da cor
Chega, vem cá
molha, o teu cheiro em mim
Me dá o teu arder, sim
Mãos além do fim
Suspensa, exala a dor
entenda, me fiz sabor
Chega, vem cá
molha, o teu cheiro em mim
Me dá o teu arder, sim
Mãos além do fim
(Bia Magalhães, Mário Lacorrosivo e André Café)
quinta-feira, 22 de março de 2012
Eu e Tu
Virou eu e tu no mesmo compasso
no mesmo abraço e na melodia do cantar
Comprei um traço e seu descaso
Faz-se em mim pedaços variados no ar
Abriga a tua mão na minha e deixa eu te levar
Pra um mundo bem distante de tudo que há
além de eu e tu, além de nós.
Bia Magalhães para Mário Araújo
quarta-feira, 7 de março de 2012
Felicidade
A música me deixa contente
faz esquecer os arcos
artifícios da rotina
retina me conduz
a melodia seduz
e continua no compasso
o meu samba e o abraço
e a cerveja que deixa
os dentes entrelaçados
sorriso aberto
e o som no ar...
Felicidade não se explica, se escuta!
Bia Magalhães
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Armadilha
Meu abrigo inimigo
Meu cerco de madeira
Evoca-me inteira
Liberdade bem querer
O desejo do meu ser
Libertai- vos do arder
Arranca-me o meu peito
Me encosta contra
As paredes tortas
Construídas sem alinhar
Alienadas
Convertidas contra o ar
Eu vingo o meu andar
O meu jeito de falar
Não absorvo meu oposto
Só meu bem amar
Eu me jogo entre seu jogar
Eu me abrigo no meu pensar
Mas você insiste em me dissipar
Abre a porta veja o sol nascer
Diz que o vejo é o mesmo seu ver
Pupila se dilata e navega nesse mar de Deus
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Cabe além da flor
um amor
que não se sabe ao certo onde
esperar
Vaga o tempo do meu pesar
Em meia volta, um chá de erva
doce
e embala a mera distração de te olhar
Quiçá...saberá um extâse
Sofá e nos jogar a meia-noite
Um ato, um livro, um vinho, um beijo quente
Invade o frio como água ardente
Pernas... águas...
Marcas... sofá.
Beijo... desejo...
Meios, findar.
Bia Magalhães e Mário Lacorrosivo
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Fortaleza
Uma viagem sem tempo
Sem destino, nem lenço que dirá documento
Que dirá um museu, um teatro
Um bar, um copo
Cerveja me dirá
o resultado da tristeza
de colher os frutos da incerteza
Me disseram que era bom
O tempo, o vento
foi bom, mas nada além.
Bia Magalhães
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Um babaca qualquer
Meu senso se extinguiu com essas palavras bacanas
Bacanas provenientes de um babaca qualquer
Um qualquer que arranquei um beijo
Um beijo desejoso intenso
Intenso que virou imenso
Imenso aquele segundo
Segundo que virou eternidade
Eternidade que durou num beijo
Beijo que virou lembrança
Lembrança que me lembra aquele babaca qualquer
Que não sai
Sai da minha cabeça!
Bia Magalhães
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Catarse
Essa noite
Pouca luz
O que seduz?
É aquele passado
Aquele abraço
Aquele carnaval, aquela catarse que a gente tinha
Aquela canção
que ficou guardada
aqui no peito.
Bia Magalhães e Vicente Vince
sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Perdi o que nunca encontrei. Perdi a chave mestra que abre essa minha mente mundana e mentecapta. Nunca achei que o tempo fosse meu amigo, mas também nunca pensei que ele fosse me dar uma rasteira e me derrubar e me ignorar e me fazer lembrar que nessa vida só estamos pra sofrer e perceber que tudo é em vão... Que vida é essa?
Bia Magalhães
terça-feira, 4 de outubro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Meus versos, teus versos
Eu canto com pesar
de um ar com cheiro de maresia
leveza que leva sua pureza
talvez, de escutar, simplesmente.
Eu faço escutar
as belas canções que eu te dou
com meu amor ou minha dor
com meu rancor ou meu ardor
apenas eu te dou o que outro não pode de dar:
os meu versos, que serão só teus
e nada mais.
Bia Magalhães
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
terça-feira, 9 de agosto de 2011
quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Mas quem não erra?
Ser onisciente de tudo, do mundo
Se sou ser inconstante, deixa eu ser assim
Pensante que apavora com o dizer
Que contradiz o Eu ser
Que não agrada quem ama
Deixa eu gritar pra mim
Mesmo que erre e chore com querer
Arrepender de ter dito e feito
Feito rios que deságuam em uma casa
E desmorona na solidão
(Bia M.)
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