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terça-feira, 3 de junho de 2014
Funeral
Fim
Recomeço
Pânico
Medo
Exílio
Cianótico
Sombrio
Flores
Canções
Lembranças
Recordações
Lamentações
Família
Amigos
Conhecidos
Inimigos
Fé
Hora mais escura
Clarividência
Corpo
Alma
Desconhecido
Espírito
Sentimentos
Angústia
Anunciação
Silêncio
O chamado...
Autor: Dhiogo Jose Caetano
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Metade de um segundo vivo, entre a morte e a sorte
E fim ... e fim?
Formigando-me de dúvidas
entre meio segundo de vida
e outra metade de ... de quê mesmo?
porque metade é metade:
metade de uma laranja
é a metade de um livro
é a metade da meta de não seguir sozinho
Mas sozinho que se nasce,
não é sozinho que se parte?
Parte de mim que se vai e fica metade
Metade de um milésimo,
num máximo de instante,
metade conflitante,
pensando em tudo na vida,
na metade do que foi bom viver,
na metade do que é melhor esquecer,
mas no momento é só o que gira
e angustia no meu pensamento!
quero gritar, mas meio milésimo de grito
não faz arrepio no ouvido de ninguém. E agora?
Multiplico meu instante, meu milésimo de grito
Outrora gritava aflito, agora grita coragem
Se Morte é coisa inexorável
Que a enfrente sem ser covarde
o semblante temeroso se foi
que se aceite essa verdade
vem, me possua Dona Morte
me abrace com toda vontade
E a Dona Morte veio.
Mas pra que tanta pressa, Criatura?
Deixe-se aí, que a Vida ainda lhe atura
Deixe pra vir a mim, quando ela enjoar de ti...
e num misto de alegria e amargura
ela se foi em insensível ternura
e cá me deixou no colo da Vida dura
sem nem eu expressar o que queria
quero praia do outro mundo! quero maresia
Dona Morte me segura
Olha atenta, e sussura:
Calma, que ainda falta metade
e um pouco mais ou menos.
E sumiu ali no sereno, pro próximo dia vivo chegar
Laelia Carvalhedo e André Café
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Réquiem
Quero o descanso
Por sob o campo
Sossego eterno
No seio terno
Da terra fria
Misantropia
Que nunca mais há de findar ...
domingo, 30 de setembro de 2012
Lajem - para Fernanda Lajes (in memorian)
A lajem da (injustiçada)justiça
Do alto daquela lajem,
você vê?
No futuro virá uma mártir,
do viver.
Do topo daquela lajem,
você ouve?
No presente veio um ecoar,
da psiquê.
Do cume daquela lajem,
você sente?
No passado vinha um agir,
do jazer.
Do patamar daquela lajem,
você fala?
No pretérito houvera um terror,
de sofrer.
Da hierarquia daquela lajem,
você crê?
No pretérito imperfeito do
"indicativo" houvera um pendor,
imperativo do sistêmico porestar
de cousas a perder.
Desta lajem
subiu e desceu
Fernanda Lages.
Desta lajem
subiram e desceram
projetos, planos, pessoas.
Desta lajem
subirão e descerão
ideias, pensares, sementes.
Desta lajem
subiriam e desceriam
ações, promoções, demissões.
Desta lajem
sobem e descem
dúvidas, medos, segredos.
Desta Lajem
emérita lajem
subsubida lajem
Cediça lajem
estranha lajem,
renitente lajem.
(Autor:
Leniente poemante couriscado)
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Seven months without you, dad.
Sete meses,
Ou sete dias?
Sete horas mal vividas.
Onde só via a morte.
Até te ver, sete horas depois,
Morto, faltou-nos sorte.
Sinto perda,
Dor, incerteza.
Medo por não estares mais aqui.
Mas sigamos, já se foram sete.
Depois chegam os sete anos.
E muito mais, continuo caminhando.
E a saudade permanecerá.É uma pena, as sete horas,
Ao acordar
Não poder mais te encontrar.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
13.
"I can't get out;I can't jump out
Too much to face;I can't erase..." ♫
Não fugirei,
Não mais.
Não posso apagar.
Não desistirei,
Não mais.
Caminhar, continuar.
Uma força irei
Com tudo atrás
Mesmo que 13 mortes minhas aconteçam,
Mesmo que às 13 horas o céu anoiteça,
Mesmo que eu caia em 13 metros
De um poço qualquer.
Um qualquer foi jogado,
Que em trezentas vezes foi, por mim, amaldiçoado.
Meu passado
Que, agora, condenado
Me pede desistência
Por ter perdido
Muito do meu sentido
Às 13 horas.
Para minha dor iniciada às 13 horas do dia fatídico, uma recapitulação de Thirteen, Megadeth.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Doxomania
Do.xo.ma.ni-a; s.f. Paixão de adquirir, de cobrir-se de glória.
Não basta ser o último oprimido,
o último poeta,
o que vive e intercala as palavras
(doxomaníaca de ser)
em ações e demências...
Não basta ser o detentor de trovas,
o verossímil,
o inatingível
não adianta as palavras mudas saírem de tua boca,
não importa quão limpo sejam teus dentes,
afinal, essa gente crente
só vão acreditar no teu suicídio.
(ou em seu prólogo)
Raíssa Cagliari; 26/04
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