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terça-feira, 3 de maio de 2016

Dias de setembro.


No arvoredo dormem a natureza
Que de transparente riacho nos molha.

Do eucalipto em flor toda orvalhosa
De aromas se inebria
Quando de tão úmida o vento que os ares te perfumam.

É a brisa a que nos cerca
No sereno azul estrelar
Que em face do orvalho te seca

Era digna de ti aquelas estrelas
Que no sereno emprestava seus véus
E da montanha seu frescor.

Já orávamos ao Senhor, por aquele Amor, o nosso Amor!

" Araújo. Bruna Caroline"

segunda-feira, 13 de outubro de 2014


Ó minha alma, porque estais tão inquietas?
Por que te deprimes, dentro de mim?
Sarai-me, porque o desejei ardentemente
Sarai-me, porque o desejei perdidamente
Agora me veres neste leito, leito de dores
E se um dia alguém por pena visitar-me
Por ventura direi: que o amei
E peço pra nunca mais voltar.
'Ainda lembro-me do teu olhar'

Araújo, Bruna Caroline

sexta-feira, 11 de abril de 2014


Nunca viste tão florescentes uma árvore,
Ficarei ei a contemplar o suspirar do rouxinol naquele arbusto,
Ouça! Ouça rapaz como estão cantantes ás notas de meu violino,
E ao olhar tua face ao tocar teus lábios,
Iniciam-se nossos ósculos ardentes.
Anda! Acompanha-me? Veja o quão é transparente o rio,
Veja, olhe rapaz entre ás pedrinhas, olhe bem lá fundo,
Veja o quão é clara esta manhã,
O céu diáfano veja,
Ah! Que formosura esta lua.
Olha o ledo passarinho a cantar,
O cair das folhas sobre aquele banco,
O colorir das borboletas, veja, veja meu rapaz.
Que alegre campo!
Brincar por entre ás folhas, vamos?
Ver o cair das pétalas sobre nos,
E sobre nossos corpos exalar o cheiro de rosas,
E lamentar por cujo ‘amor’ que nus tens ao peito,
Vem, vem meu amor sentar aqui pertinho de mim,
Segurar minhas mãos e logo me despedir, vem,
E logo verá que breve o outono está a chegar.
Vem, vem aqui pertinho de mim ficar...

‘Araújo. Bruna Caroline’

No repousar da tarde ao fim do dia,
Acalentada ao balançar naquela rede, estava.
Dedos entrelaçados, peito descontrolado,
E ali guardava o beijo molhado,
No infinito dos teus olhos,
Via-se que era ali feliz junto aquela mulher,
Moça que por ti há tempos venho a esperar,
Me segura ás mãos e deixa lhe, eu te beijar,
E logo aquela moça lembrava-se da definição,
De amor que aquele rapaz lhe dava,
E lhe despertava no peito um querer,
Mais que bem quer, um está preso por vontade,
E lembrara-se de camões em suas cartas,
‘ Anoitecer estrelados, ao balançar de uma rede eu o beijava’.

'Araújo. Bruna Caroline'

Deverias esquecer todas ás lembranças que trago ao peito,
Tal como quando me esqueci de te esquecer nestas noites de invernos,
Deveria não mais te lembrar, mais este amor que cala e consente, ele não me atende.
E lembro-me da última primavera que vivemos, na qual adormeci em teus braços,
Ao calor dos teus beijos e ao teu afago, comparando-me mal ao amor e a fé dos desesperados,
Um estalo vez e outra aos lábios se tocarem, um afago, e sempre a mesma melancolia,
E aquela poesia que me supõe ao peito em teu leito que um dia fora-me dita.
Eis no meu peito sempre trazida.
E porque dos desencontros? Meu caro lamento.

Bruna Caroline

terça-feira, 18 de março de 2014


Quietamente o amo,
Amo o teu sorriso,
Amo o teu silêncio
O vir e o teu partir,
O ti ter e logo despedir,
Amo por te amar,
E de amar teus olhos,
Vejo-me ir,
Dentre os braços carregando mais um adeus,
Resta-me amar a solidão,
E dentre o meu coração levar-te-ei para longe daqui.

‘Araújo. Bruna Caroline’

sexta-feira, 14 de março de 2014


Oh pobre rapaz!
Por que estás tão triste?
Confessai-me a vossa pena,
Eis aqui tão doloroso,
Ver-te em tal sofrimento,
Em leves passos angustiantes,
Deixais o vento levar estás cinza negras,
Que insiste em teu peito ficar,
Não te negas o amor que sentes,
Entrega-te,
E deixes que lhe pegue no colo,
E que ali em teu olhar brote, mares e mares de felicidade,
E que em teus lábios passe um breve sorriso despercebido,
E logo então verás,
Que não é tão difícil ser feliz!

'Araújo. Bruna Caroline'

terça-feira, 11 de março de 2014


E por quê ouço em tais dias tristonhos um soluço,
Não souberas de onde vem, nem o porquê de tamanha visita,
Tão gritante, tão avassalador e logo depois brando,
Tal como o amor, afogado em poesias
Em meio de tanta melancolia,
Viveras a cantar os mais sublimes versos de um coração,
Que já por ti um dia partiras.

' Bruna Caroline Araújo'

Deploro por cujo pranto que por ti tenho tanto,
Há quanto tempo já és testemunho de meu lamento?
De meus amores e rumores?
A ti somente eu o diga,
Dê a mim pio amor,
Para que em meus braços moço,
Afogado de amor vós estejais,
Mande-me todo o teu amor, para que sejais meu agasalho,
Embriaga-me com os teus vaporosos beijos,
Tal como, o suspiro ofegante do teu corpo,
E logo obriga-me a delirar do mais sublime sentir.
Oh vós senhor que por ti tenho tanto amor,
Tira-me a saudade e o ardor que tanto me trago, por ti senhor,
(No peito) dorido de dor!
Olhar-te quero e tocar-lhe os lábios,
E fartar-me de tamanho amor.
Dias tardios e saudosos,

'Araújo. Bruna Caroline'

Uma manhã, eu lembro-me... Recitava-me poesias, ele,
Teu peito sobre o meu,
E logo pude senti-lo avassalador,
Quase adormecida eu estava,
Cabelos encaracolados, soltos e uma blusa entre aberta,
Janela fechada, cheiro de rosas exalava,
Via-se uma manhã plácida e divina,
Indiscreto e a vergonhado tocava-me os lábios,
Ia à face tremula a beija-lo.
A cada toque um afago,
E este mesmo ‘rapaz’ estremecia,
Sereno e ditoso olhava-me,
E ao beija-lo ela, faltavam-lhe palavras a aquele rapaz,
E naquele doce instante o amor que por ti tenho tanto,
Fez-se em mim presente e minha pele respondia,
E logo passou-se uma brisa ‘ventania’
Que agitava as folhas que ali estava o ‘coração meu’
Fazendo-me adorar e contemplar o que eu sofria,
Ora chegava, ora partias,
Vez e outra uma tempestade de pétalas caia,
Para fazer-me acreditar no amor que me dizia,
Oh moço que por ti tenho lhe tanto amor,
Tire-me essa dor,
Por que o meu sentir pertences somente a ti,
Somente. ‘Levai contigo minha pobre Al’ma’ que a ti pertences senhor.

‘Araújo. Bruna Caroline’