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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Estradas perdidas no mundo do Ar V



E saiu, sem que as rédeas da rotina pudessem usurpar seu primeiro voo
sem tempo pra espaço, lugar pra hora
numa pressa demora, torteando os ladrilhos escuros
mergulhou no futuro de sonhos e singularidades

Voando para outro lado de dentro onde o medo não fazia parte.
o viver era o recorrente, não havia espaço para o tédio,
nem solidão, apenas para livre permissão
e permitiu-se ao sabor, ao saber e ao não saber,
ao fazer e ao não fazer

E permitiu-se ao sentir e ao exprimir,
exaurindo canções pelos passos marcados em aquarela,
pelos aromas de tâmaras maduras no fim de tarde
aquilo que não ardia, agora urge em ardência
é o fervor pululante dos sentidos, na vivência do primeiro toque,
da luz riscando a retina, da fluidez no pensar, voar, planar e ressignificar

Ah! Como é bom sentir-se assim livre como pássaro,
a andar de braços abertos,
a sentir a brisa dos ventos
e os cheiros dos mananciais...
livre sem pensar em escolhas,
como a sensação de que este é o meu lugar

Este é o meu lugar, eu sou no lugar, o lugar sou eu

Juscislayne Tavares e André Café

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Estradas perdidas no mundo do Ar IV



Não, não são apenas as respostas
não me basta, o corpo quer, tem sede
por que são essas as saídas?
por que a luz ao invés do medo de não tê-la?
nossas inferências sobre o que teria sido
e por isso melhor assim são tão seguras
ou são mais temerosas que o próprio futuro de nossas escolhas?
não, eu realmente quero entender para que serve este melhor.

O que me importa é viver o momento,
sem reservas, sem demônios,
prefiro este anjo torto , turvo,
mas com rosto sedutor,
que me chama atenção com suas mazelas.
Mazela esta não só personificada como pessoa,
mas como meio que um propósito,
que enche de fluidos esse meu viver

Juscislayne Tavares e André Café

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Estradas perdidas no mundo do Ar III


Uma incessante busca em metrificar os passos
diagnosticar  equívocos e repousos
a analogia de highway
hora curva, hora turva
e nos caminhos descaminhados
me vicio em encontros solitários comigo

Sou o próprio analista de infortúnios
ou maníaco de mesas delirantes
o passivo niilista de alta temporada
ou o cativo anônimo militante

Errante sou em elucidar o erro

André Café

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Estradas perdidas no mundo do Ar II



O tempo passa, a cabeça muda, e me re-conheço,
Passa sem pedir , nem me esperar,
Somo jovens, e queremos abraçar o mundo,
Teremos a oportunidade de desfrutar de cada delícia que esse plano nos reserva?
Terei eu a coragem de vivenciar a minha própria permissão?
parece que o passo mais fácil, o caminho do sentir e viver sem vergonha e medo, é o passo mais profundo e mitificado, temor em tudo dar errado e não encontrar rotas de fuga ou de ar, esses meus processos e estas relações. Por que tudo não se explica em refrões sobre o amor?
Caminho, me transformo e pressinto mais caminhos e transmutações

Vivo meu labirinto, eu olho pro infinito, e não vejo o fim
Tento ver a o sol, mas ainda não tirei os óculos escuros,
Em meio a isso quero que meu medo de se libertar seja maior do que o de se machucar,
e que no topo eu veja um belo horizonte
Sem medo de desvendar o que o vem de longe, o que me reserva
dicotomia que consome horas, dias, planos e sonhos, tomou meu tempo por muitas eras, fez quimera de tantas emoções não vivenciadas, mas o momento é de desmistificar o temor, mesmo que ele ainda pulse dominante no meu ser. nunca me fora prometida a facilidade de ser feliz.
Não sei ao certo o que é isso, não sei se estou num runo certo, incerto que seja, mesmo que os olhos insistam em iludir, o prosseguir é a pedida, que se toma sem gelo, de uma só vez, para que alguma vez, sinta um filete de luz solar, para estar em desalinho, proposital e conspirador, por cima da dor e do medo

Que o rumo, seja leve com direito a brisa.
O futuro me espera,
Que o medo fique pra trás e não se aproxime fingindo ser meu melhor amigo
Que eu viva e reviva,
Pra que se eu morrer e ressucitar mil vezes
Tenha orgulho de ser exatamente a mesma pessoa que se reencontra e se desencontra
Em meio aos segundos, minutos e horas, que a vida me reserva
Porque se a confusão é meu mair inimigo agora
Que se faça a melhor via e oportunidade para que eu enxergue o melhor caminho
Viva a arte de se perder

Juscislayne e André Café

Estradas perdidas no mundo do Ar I



É quando me esquivo de dilemas que mergulho todo no caos
Como andante que não sabe para onde ir, caminho, tropeço...mas para onde? É um beco sem saida
é um beco sob medida para o meu desencontro encantando em meras parcelas de desejo
Que me leva ao encantado mundo do autoconhecimento, olho o caos e ele se faz hoje meu espelho
reflexo de minhas intenções mais desconhecidas, o punho cravado e caído no absurdo, profundo e sereno descaminho
Caos necessário, que me leva ao crescimento,.. Hoje meu mais profundo desejo é que nenhum ser tenha medo do seus anjos e monstros, que eu não tenha medo de me enxergar o que sou e de ser realmente aquilo que quero ser. Que a estrada por mais que seja tortuosa, faça-se bela, pois tudo dependerá do meu olhar.

Juscislayne e André Café