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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Egolatria
Deixe de lado a egolatria.
Abandone os clichês.
Pratique a arte de viver com profundidade.
Seja simplesmente você.
Não institucionalize o ser.
Você não é nada...
Procure agregar pontos positivos.
Acorde para a realidade.
Não pratique a masturbação intelectual.
Faça das fontes literárias o meio libertador para os bestializados.
Através da arte podemos levar a luz para os “descerebrados” pelo sistema alienante.
Despertemos rumo à era das luzes, deixemos o provincianismo e cresçamos.
Autor: Dhiogo Jose Caetano
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Fazer um balanço da sua vida é muito mais que ouvir uma bela música e olhar para o teto.
É pensar e analisar cada palavra já dita, cada atitude feita, espontânea, (in)desejada ou doce/amarga.
É pairar sobre cada momento seu, a cada recorte cronológico e a cada fingimento escondido.
Analisar sua vida vai além da indignação, arrependimento ou vontade. É uma dialética platoniana embebecida de perdas e ganhos enraizada no seu ímpeto ego cada vez mais cêntrico e racional de se analisar.
Mas que a cada balanço da sua vida sua pisqué coletive-se e rompa com o individualismo. Que perceba que o amor e a fraternidade são a liberdade unificada. Sem fronteiras e que perpetue-se para mais além. Seguindo as ondas sonoras da bela música, penetrando no seu eu e mudando sua vivência. Tornando transparente a mudança no meio da cortina poluída de mediocridade!
(Miguel Coutinho Jr.)
terça-feira, 7 de maio de 2013
A Pedagogia do Existir
Às vezes nos confrontamos e isto é fundamental para o nosso crescimento.
As respostas que procuramos estão dentro de nós.
A felicidade mora ao nosso lado...
Mas, negamos a mesma em nome do ego, dos ideais os quais traçamos para percorrer ao longo da existência.
No entanto, a vida tem vida própria e nos reserva inúmeras surpresas.
A felicidade não está plasmada nas conquistas materiais; a arte de viver é além do mundo materialista que se formula a nossa volta.
A vida é efêmera!
E as maiores riquezas que temos são todas perecíveis, não sobreviveram aos efeitos do tempo.
Amanhã entenderemos que éramos felizes, tínhamos tudo e não sabíamos!
Coisas da vida...
Autor: Dhiogo José Caetano
Subversivos
Aqueles que são pagos com o dinheiro “povo” para proteger a nação, matam pessoas inocentes.
Os mensageiros da “palavra de Deus” são enclausurados e por anos preparados para difundir a boa nova, mas grande parte dos mesmos pratica a violação contra crianças indefesas.
No poder os lideres escolhidos pelo “povo” para promover a “ordem e o progresso”. Entretanto, descaradamente aqueles que se diziam homens honestos, realizam a concretização da corrupção, retirando da sociedade o direito da igualdade social. Deixamos de “ser iguais de braços dados ou não”!
A desigualdade transforma-se em um lema escancarado por todo o nosso Brasil.
O direito de ir e vir foi caçado, os militares “estão do lado dos bandidos”.
A guerra foi anunciada; novamente trabalhadores são mortos de forma brutal.
A impunidade, a irresponsabilidade, a bestialização e a censura levam inúmeros indivíduos para os porões do “DEOPS”.
Quantos revolucionários são calados pela mídia e pelos poderosos, pela censura camuflada que corrompe, exila e tortura até a morte.
“Os subversivos estão no poder!”
Autor: Dhiogo José Caetano
quinta-feira, 21 de março de 2013
Espetáculo urbano
O desfecho é bem conhecido por todos, individualizado apenas por algumas variáveis como o onde o quando e o como...
No mais bem que caberia um fundo musical adolescente do tipo Legião Urbana...ou de repente, até o hino nacional.
Eis o ridículo da tragédia humana! Ou seria a trágica da comédia humana? E lá se foi mais umas vítimas!
O cortejo foi veiculado por toda a imprensa, inclusive um bloco inteirinho no Jornal ...e assim mais um espetáculo cuja matéria é o sofrimento alheio.O sofrimento alheio?
Estava demorando! à esta altura o céu está mais alegre:Com os 230 estudantes de Santa Maria.
E assim a vida continua! O Brasil continua! e a Presidenta diz que nunca na estória deste país ...o Brasil teve tanto dinheiro! Poderia dizer também que nunca pagamos tantos impostos!!! Mas o que isso tem a ver, afinal, com o caso de Santa Maria ? E então o louco aqui agora passa a ser este cronista ...iniciante.
O engraçado é que centenas de casos como estes ocorrem todos os dias no Brasil, sem contar os casos aberrantes de pedofilia dos Padres, os professores espancados em sala de aula, a miséria no nordeste, a malária no norte, a prostituição nas BR’s, a guerrilha nas favelas...
Enfim sorte que temos uma programação de TV inteirinha pra nos alienar:o domingo legal que dá casas para os pobres ,a novela nossa de cada dia, o futebol sagrado de toda quarta, a grande família de toda quinta...só pra fincar em alguns exemplos.
Mas, meu caro, ninguém é de ferro então nada melhor que aquela cerveja gelada ou aquele churrasco!
E antes que eu esqueça meus pêsames à família de Fernada Lages! afinal alguém tem que levar isso à sério e não como mais um seriado da vida real,mais um reality show do tipo big brother ou “agora ou nunca”.alguém tem que se revoltar com a polícia incompetente, com a banalização da violência...e com a ignorância política do povo...
Falando nisso um detalhe em especial me chamou atenção no caso de Eloá:a fé da pessoas em deus! A senhora recebeu o coração de Eloá, em transplante, e atribuiu o fato à Deus. O irmão da vítima ao falar sobre o caso disse que Deus sabe o que faz. A mãe da vítima perdoa o assassino e diz acreditar na justiça de Deus. Deus! Deus! Deus! Será que as pessoas não vêem que Deus não tem nada a ver com isso ? É Impressionante como a resignação e a passividade religiosas entorpecem estes infelizes, quando na verdade a questão é meramente social!
Mas o fato é que a menina morreu e os coleguinhas aproveitaram pra matar aula.
O certo é que Eloá agora é apenas uma estatística e o povo aproveita pra encenar um pouco de compaixão hipócrita!
Por fim deixemos baixar a poeira de mais um espetáculo urbano como o foi o caso Daniela Perez,o caso Pimenta neves,o promotor Talys Ferri,o Champinha, a Suzane ...o caso da mala, e...como era mesmo o nome daquele caso?! até que finalmente vamos dormir de barriga cheia e cabeça vazia, atentos ao próximo espetáculo...da vida real.
Então deixo estes humildes questionamentos: Até quando vamos fingir que está tudo bem e reeleger políticos inescrupulosos? Até quando vamos preferir discutir futebol ou fórmula 1 à política ou sociologia? Até quando faremos das universidades passarela pra nosso pseudo - intelectualismo e pedantismo? Até quando vamos dar carinho aos gatos e aos cães e negar amor às crianças? Adeus, aos estudantes de Motos em Santa Maria!
Cicero Juão
Transtornos Mentais, Epilepsia, Normalidade...
Doenças mentais, transtornos psiquiátricos ou psíquicos, entre outras nomenclaturas.
Quantos momentos de dor, causados por uma simples desordem neurológica.
Na memória prefiro não refutar as crises de epilepsia.
Nos braços o meu amado irmão sem consciência, com espasmos musculares que sacodem o corpo, confuso, perdendo o controle vesical...
O desespero sufoca a racionalidade, ficamos sem chão naqueles momentos de terror, eternamente memorizados na nossa existência.
Dentre os fatores causadores, a genética, a química cerebral, traumatismo craniano, má formação cerebral, distúrbios metabólicos e outros fatores ainda desconhecidos.
Além dos fatores descritos pela ciência, não podemos desconsiderar o destino que nos conduz a caminhos desconhecidos ao longo da vida.
Queria eu, que o meu irmão fosse curado, deixando de usar diariamente fenobarbital; valproato; clonazepam e carbamazepina.
O meu irmão é epilético tem uma vida relativamente normal, se não fosse o constante tratamento contra esta doença.
Muitas pessoas, o considera diferente, ignorando a sua presença enquanto indivíduo.
Através deste singelo texto, procuro destacar com propriedade o “mito da normalidade”, como irmão de uma pessoa portadora de deficiência física e mental, digo que os mesmos vêem o mundo dito normal por outro ângulo, assim posso afirmar que não existe “normalidade”.
O que é ser normal?
Para construir a instituição família não é preciso de padrões sociais, normas estabelecidas e sim de amor, paciência, diálogo e cumplicidade.
Meu irmão é simplesmente tudo nas nossas vidas!
Meu querido amigo eterno irmão.
Simplesmente Diego.
Quase Dhiogo, mas não é!
Um ser especial.
Portador de necessidades.
Visto como diferente...
Mas todos nós somos diferentes!
Ele é parte de mim.
Meu ser que se divide em dois corpos.
Não destaco a sua diferença.
Pois o amor vai além das nossas diferenças.
Meu querido amigo eterno irmão.
Oh, caçula.
Um ser especial.
Visto como diferente...
Diego quase Dhiogo, mas não é.
Meu amor vai além da sua diferença.
Meu querido amigo eterno irmão.
Autor: Dhiogo José Caetano
terça-feira, 5 de março de 2013
Brasil, país rico é um país LEVÁRESIM...
Segunda a entrevistadora Marília Gabriela (Programa De Frente com Gabi 20/02/2013) o Brasil ano passado arrecadou, um trilhão e meio de reais. O que o governo faz com tantos impostos. Para onde vai o nosso dinheiro?
Pagamos por um serviço e dentro do mesmo, inúmeras tarifas são cobradas, uma, duas, três vezes. É preciso eliminar a corrupção, o “povo” precisa reivindicar indignar com tais atitudes.
Não podemos, esperar um milagre da copa do mundo em 2014. Está sendo gasto uma fortuna para concretizar este projeto; o dinheiro saiu do nosso bolso e amanhã as estruturas construídas serão ineficientes para o nosso uso.
Vejamos o exemplo da África do Sul, alguns meses após a copa, inúmeros hotéis, estádios foram desativados, não influenciando na renda per cap do país.
Deixemos a cordialidade de lado, os devoradores de colarinho branco estão por aí, sugando tudo que é por direito nosso!
O futebol é uma paixão nacional, ideia a qual não compartilho, mas isto não quer dizer que seja viável investir bilhões em infra-estruturas que não mudará a realidade do nosso país.
Após a copa, momento onde Brasil simbolicamente torna-se “hegemônico”; voltaremos a nossa condição de cidadãos brasileiros e estaremos ainda no último lugar no ranking na má distribuição e divisão das rendas públicas.
Ano passado pagamos um trilhão e meio de impostos, os mesmos deveriam ter como objetivo sanar os problemas da infra-estrutura do país. Mas quando olhamos a nossa volta não encontramos o investimento do mesmo.
Pagamos até o “ar” que respiramos, mas os “gafanhotos” desviam a verba que é nossa; um patrimônio financeiro que deveria atuar na organização da nação Brasil, porém terminam em cofres privados de ladrões que roubam descaradamente e nada “fazemos”.
A corrupção tornou-se algo “normal”, mas a honestidade quando realizada no Brasil, ganha manchetes como uma atitude louvável de um herói.
Desperta Brasil, eliminemos a alienação, vamos a luta, pelos os nossos direitos, pagamos e temos o direto de ter acesso a educação, saúde, saneamento básico etc.
Enquanto, não desmistificarmos a visão que no Brasil tudo acaba em futebol, carnal e mulher bonita, as nossas crianças designadas pelos os órgãos governamentais como a esperança de um futuro melhor; continuaram fazendo parte de uma grande maioria que estão presente nos gráficos de índice de analfabetismo, de usuários de drogas, de mortes causadas pelo tráfico, pelo crime, pela bestialização social; junto com eles se esvai a esperança de um Brasil para todos os brasileiros.
A classe C vem ganhando o seu espaço enquanto consumidores, investidores, e devedores, mas os mesmos continuam nas margens “subalternas do mundo contemporâneo”. Não compartilhando dos direitos adquiridos e afirmados na constituição brasileira, a qual prega um ideal, porém nega uma parte da população, não defendendo todos como cidadãos de uma mesma nação.
“Brasil mostra a tua cara, quero ver quem paga pra gente viver assim!?” Chega! Não podemos nos bestializar diante dos fatos, são nossos pais, filhos, amigos que estão morrendo todos os dias por causa da violência que cresce de forma devastadora.
Retiremos as máscaras, vamos a luta, quem sabe defende um ideal não espera o governo aplicar os seus métodos camuflados para silenciar, dilubriar e focalizar os pontos vulneráveis da sociedade, aplicando uma massa de manobra onde se desenvolve uma política de pão e circo.
Em suma, vivemos em uma pátria amada Brasil, um Brasil que sempre deixou a desejar com seus “patriotas”, os quais vivem na miséria, em um contexto onde um trilhão e meio é arrecado através dos impostos embutidos até no gole de água que bebemos...
Que país é este? Em nome da “ordem e do progresso” gritemos por uma nação igualitária, humanitária; por um Brasil, rico e sem miséria.
Autor: Dhiogo José Caetano
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
A renúncia em nome da ordem, da verdade e do amor
O Papa Bento XVI chocou o mundo com sua decisão, a mídia e inúmeros outros órgãos vinculados a mesma, procuraram descrever essa atitude (idade avançada, saúde debilitada, opressão do poder, perseguição, excomunhão camuflada, um ato heroico, exílio do pontificado em nome do silêncio, da culpa, da verdade, da mentira, da permanência do poder, uma guerra interna que oprime, delibera, excluí em nome do autoritarismo religioso, etc.).
Seria o Papa Bento XVI um herói ou um vilão?!
Quando analisamos o contexto histórico da Igreja Católica, notamos inúmeras rupturas incoerentes, com relação as práticas e dogmas os quais perduraram e perpetuaram ao longo dos séculos; fazendo desta, a maior religião de todos os tempos.
A partir de uma vasta literatura sobre a institucionalização das bases da Igreja Católica, é possível detectar grupos de ideias e idealistas membros da mesma, que implantaram o medo, a construção do imaginário sobre o céu e o inferno. Arquitetando na Idade Média a configuração de Lúcifer, o “demônio” o qual aterrorizaria a sociedade, os obrigado a buscar refúgio no seio da Igreja.
O grande mal se solidifica em nome de territórios, e da hegemonia do poder. O grande pavor se instituía, os homens vivenciavam a dor, a injustiça, a perseguição e a morte em nome da ordem religiosa que ditava as regras, normas e padrões que conduzia a sociedade. A fé sobrepunha à razão. A Igreja era a grande detentora do saber.
O seu poder era incalculável, e os reflexos do mesmo continuam “controlando a massa”, até os dias de hoje.
O Papa Bento XVI em minha opinião não renunciou e sim desmascarou, retirou o lixo debaixo dos tampes. Já era chegada a hora da mudança, tudo ao longo dos séculos sofreu as suas devidas transmutações e a Igreja precisava deste abalo, de um ser instruído e com atitude para enfrentar os dogmas, ressaltando que dentro de um Papa existe um homem, um ser humano, que luta pela humanidade, defendendo a difusão de uma mensagem que não aliena, mas que ensina e liberta.
Os líderes religiosos deveriam pregar e viver a paz, a vida, o amor e a verdade. No entanto, incoerentemente todos os dias; deparamos em jornais e revistas práticas “pecaminosas” como pedofilia, estupro, omissão da verdade, ganância pelo poder, etc.
Em minha opinião o Papa Bento XVI com sua atitude nobre, colocou por terra a ideia que ele seria a figura ou representante de Deus aqui na terra, ele é só mais um no poder, um ser humano, um pecador, que como todos, faz parte de em um plano terreno que pauta no aprender, aprender e aprender. O ato de Bento, o tornou um verdadeiro herói... no momento certo, na hora certa, a decisão certa. A sua renúncia traz camuflada um grito de basta. Chega de tanta hipocrisia!
A fé, Deus, Jesus não são peças de um “tabuleiro de xadrez”, ou ferramentas utilizadas para “silenciar a massa”.
Fico indignado quando vejo líderes religiosos realizando leituras, interpretações incoerentes, distorcidas e sem o uso da lógica, difundindo uma inverdade ao longo da construção da mentalidade religiosa de um período, ou de todos os períodos da história da humanidade.
Assim prega a Igreja, que é pecado a relação entre pessoas do mesmo sexo (homossexuais), não podemos esquecer da proibição do aborto e até de alguns métodos contraceptivos em alguns países, indagar ou investigar a escritura sagrada (Bíblia) também é considerado uma blasfêmia contra a palavra de Deus. Mas, o que dizer das práticas realizadas por inúmeros membros da igreja. Os quais violam crianças, usam o poder em nome da fé, e muitos são aptos da Opus Dei promovendo a “autoflagelação”?
Bento XVI trouxe a boa nova em meio a guerra pelo poder, pela ganância de ter e do autoritarismo de ser.
A Igreja Católica nunca foi o que realmente procurou passar, agora os portões do Vaticano estão abertos, a verdade veio e virá átona, as máscaras, o rituais caíram por terra, a Igreja aparece nua e todos podem ver a sua fase.
O próprio líder renunciou o legado de “mentiras”, buscando a hegemonia da paz e da verdade, tornando possível o surgindo entre os escombros da mesma uma sociedade igualitária e verdadeiramente humana.
Entretanto, vale lembrar-se da famosa frase: “tudo que leva o homem ao apogeu, o levará ao declínio”.
A Igreja Católica inicia um novo ciclo, onde Bento XVI, será sempre lembrado como o pioneiro, que bravamente enfrentou com serenidade, sabedoria e integridade saltando por cima de uma muralha dita intransponível, conseguindo avistar o horizonte, além das grandiosas montanhas que escondiam um novo caminho, e generosamente, ele colocou tudo a prova para nos apresentar a esperança de um mundo melhor.
Autor: Dhiogo José Caetano
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
2013, o Apocalipse foi consumado
“Anunciaram que o mundo iria se acabar...”
Como se a gente pode-se prever o futuro.
O hoje, o amanhã, o futuro não será o mesmo...
É chegada à hora da grande transição, os Maias já previram esta brusca revolução. Tudo irá se dissolver, romper, quebrar...
Vivemos o pleno apocalipse, mas negamos ou dizemos que está tudo bem!
Lá fora a crise financeira, os colapsos na economia mundial, que devora países, pessoas e a razão.
Bombas no nuclear são desenvolvidas na China e em outras grandes potências mundiais. Armas químicas são formuladas para matar.
O homem continua com a matança em nome do poder. Um poder que destrói pouco a pouco o mundo a nossa volta.
Até o Papa pegou a sua bagagem e decidiu ir embora. Nada mais sobreviverá aos efeitos do senhor tempo.
As placas tectônicas estão se movimentando em uma velocidade imperceptível, mas se movem de acordo com sua natureza.
A nossa fragilidade foi exposta e tudo, até mesmo o poder está esfacelando.
No panorama mundial é possível notar que o homem de forma voraz está em diferentes espaços, mas no mesmo tempo lutando por poder e não pela sobrevivência.
Tsunamis, guerras, meteoritos, tempestades solares, aquecimento global, o desequilíbrio do planeta é visível, é preciso rever os nossos ideais.
Estamos vivendo os reflexos das nossas ações, um efeito dominó que arrasta a humanidade para o declínio.
Se destruirmos o planeta, o poder será inviável para conceber a vida. Vivemos em um planeta frágil, na periferia da vasta galáxia; mas nos delegamos superiores, os “reis” do espaço.
Ditamos regras, modos, normas todas instituídas no materialismo, negando a essência humana, a arte coletiva do viver falsamente pregada nos inúmeros discursos políticos.
O mundo tornou-se individualista. Desde o surgimento dos grandes feudos na Idade Média; a propriedade nos fez proprietários, delimitando os espaços, oficializando o poder como ordem suprema.
Precisamos cultivar o mundo, não os micro espaços, pois é necessário o todo para a nossa sobrevivência.
2013 é o momento dos grandes colapsos no seio da sociedade humana. Os protocolos serão quebrados, os portões fechados há séculos se abriram. E no céu veremos o sol do novo mundo.
Seremos obrigados a enxergar a realidade, o mundo alienado será extinto do contexto que envolve o planeta.
Grande parte da humanidade morrerá, para que uma pequena parte aprenda o real sentido da existência terrena. O homem pode até tentar prever o futuro, mas tudo acontecerá na surdina, quando notarmos as grandes transformações terão se concretizados para o bem de todos.
A evolução não se estagnou com a teoria de Charles Darwin, o mundo está em um processo de lenta e longa transmutação.
Não sei por quê? Mas dentro de mim, o sinal que algo irá acontecer, mudando o percurso da história da humanidade.
2013 é o ano das grandes lamentações, do pavor coletivo, das descobertas impactantes e profundamente mortíferas.
É dada a largada para as futuras guerras mundiais, se iniciando a luta pela água, pelo ar, pelo verde que a cada segundo se esvai. A guerra virtual também se inicia, consumindo o mundo contemporâneo, se alastrando até os dias depois de amanhã.
O temido contato com extraterrestres se consumará sem censura da mídia e da NASA, confirmando que não somos os únicos na infinita galáxia. Jesus disse: “na casa de meu pai a várias moradas”.
A ficção cientifica hollywoodiana naturalmente ganhará vida através dos efeitos gerados pelo próprio planeta e por outros lançados contra o mesmo.
O medo, a depressão, a insegurança, a morte em grande escala será o mal do século.
O fim se revela próximo de nós, é fundamental renovar, transformar, mas estes fatores se concretizam após a finalização de um ciclo ou de vários ciclos.
É visível que não precisamos de previsões de Nostradamus, de calendários que anunciam o fim; vejamos os mecanismos do planeta e da vida e notaremos o constante movimento que propriamente declara a chegada de uma devastadora mudança, que é regida por leis da natureza que vão além da nossa concepção humana.
Em suma, a evolução é um processo doloroso, mas um bem necessário para sobrevivência da humanidade.
Dhiogo José Caetano
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Aretha Franklin
A magia da musicalidade, a essência da arte e poder da voz eliminaram por completo o “preconceito racial, étnico, sociocultural... o medo de “ser”, os sentimentos insólitos desta existência”. Ressaltando a artista, o brilho da alma que bravamente encanta os homens através de uma voz potente que promove o delírio daqueles que por um instante ouvem esta belíssima interprete; que sutilmente canta com a alma, com prazer, com amor, com tesão...
Dhiogo José Caetano
Uruana, Go
quarta-feira, 25 de julho de 2012
O segredo de se estar vivendo de acordo com a valsa vienense das regras humanas que não precisam estar escritas. Regras fundamentais? Nem sempre. Muitas vezes banais, nada contundente. Estampadas e decoradas de acordo com a sociedade
ocidente, que se faz "superior" por falta de tato para provar se, de fato, está certa. Eu jogo palavras vazias, que não levam a lugar algum o pensamento, mas o que se toca é o sentimento, pois afinal quem nunca se perguntou "POR QUÊ?" em tantas
dessas situações... Ah! Mas eu respondo à essa minha afirmação duvidosa também. Creiam, são muitos aqueles que aceitam a verdade mastigada. E isso não é novidade! Mas estes não vêm ao caso. Afinal, estes mesmos não se tocarão pelo feeling das
palavras aqui linhadas. E aqueles que enfim enxergam? Que bom, pois para ter chegado até aqui já podem ser tratados da mesma forma que um que já está com os olhos abertos para o mundo. E que mundo! Este mundo que te joga sem perdão
para apostar uma única vez na roda da vida, de acordo com suas normas, para desde o primeiro minuto consagrar o grande vencedor. Sorte? Isso não existe. É o próprio sistema que te proporciona o ganho, para enganar, dizendo que alguém é capaz
de mudar de rota, e principalmente, que ele permite que o façam. Sorte será ser o escolhido. E nem sempre é questão de sorte. Talvez oportunidades e relações sejam o foco. E assim vai seguindo até que sua vez de dançar a valsa chega ao fim, a
vida o troca por outro par e o piano é deixado ao pó.
Outro texto desenterrado de anos atrás.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Fugindo da Tristeza
O abanar da Praia do Arrombado
a viagem com verdadeiros amigos
ponto de equilíbrio
físico e mental
A vida nos propõe tudo
curta ao máximo
tire vantagem sempre
sempre mesmo
Solteiro?
deguste do vento
sem estar de coleira
brinque, fique, se enrole,
ou até mesmo,
entrelace os dedos, namore
Casal?
respeito
é a palavra chave
antes de gostar, apaixonar, amar
assim todos os pássaros
voam juntos
Homo Sapiens em geral
lembrem-se:
o curti = o viver
Isso é maravilhoso
Viva intensamente
sem pensar no amanhã
pois o amanhã para você
e para mim
pode não mais existir
Papel fora do bolso
saia, se divirta
vibre para está vontade
durar muito
vontade e saúde
Saúde delicada
amanhã pode não mais tê-la
alegria sempre
sempre, sem exagerar...
Luan Bazílio
Sarney, Cachoeira e o Diabo! Ou: a primeira bondade do capeta!
João Paulo Pereira*
Neste país, este tipo de gente,
Patrão, políticos e presidente,
Se puder, até rouba os afilhado.
Igual o cachoeira, o Palocci
- Bando de bandido já antes da posse! -,
Pois só o que sobra é esses bicho safado.
E é, ao ver que o caso cachoeira vingou,
Que o senador Sarney quase enfartou!?
Quase morre, se quebra, s’internou.
Dizem que ele está no meio do problema;
Outros, que é inveja por não estar no esquema,
E ficou nesse lenga “ vou, num vou”.
E o diabo em raiva e medo, lá no inferno,
Soube do caso e, já botando os terno,
Decidiu: “Vou pra Brasília! Ele quer
Bem me enganar morrendo desse jeito.
Quer, se conheço esse cabra direito,
Dá um golpe, e ficar co’ o meu poder!”
E eis que o Sarney foi pra tal cirurgia,
E o diabo atento o doutor prevenia
- Cuidou, o tinhoso, pra nada dá errado:
Se o doutor errava, ele concertava;
Se o doutor não sabia, a “fera” ensinava.
E num é que salvou o velho safado!?
Foi assim - veja só - a primeira “obra boa”
Que fez o “besta-fera” de salvar esse à-toa.
O diabo traiu, assim, a lei da maldade.
Veio a chacota e a piada, a fama de frouxo;
Mas o que deixa o bicho em raiva e roxo
É o boato em que Sarney “comprou” a Vª Exma. Maldade!
O FATO:
http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-3/artigo/sarney-correu-risco-de-infarto-diz-medico-que-atendeu-senador/
*João Paulo Pereira, excepcionalmente eu, piauiense rubro-negro e comunista. Este é meu primeiro cordel (e gostei de fazê-lo rs).
link original do poema
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Armageddon de Corrupção
Não consigo entender as leis que regem as nossas sociedades, pois os indivíduos que almejam a construção de uma sociedade igualitária precisam enfrentar uma burocracia que se estende de forma alienante e eliminatória.
Enquanto os corruptos mergulham em um mar de facilidades e acessibilidades, promovendo com sucesso a desordem, a desmoralização, a descaracterização social, política, econômica e intelectual.
Um verdadeiro armageddon que devora o povo que constitui uma nação.
Dhiogo Jose Caetano
terça-feira, 26 de julho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
sobre sonhos de pedra.
Ontem, pensando sobre o último post no blog do meu amigo Malcon, cheguei à conclusão que eu sou mesmo uma desacreditada no amor.
Nos meus vinte e poucos anos de idade eu já tive vários relacionamentos, não sou o martinho da vila, mas já tive pessoas, de todas as cores, de várias idades e muitos amores. E cada relacionamento desses me deixou alguns ensinamentos, é claro, a gente sempre aprende muito dividindo o nosso cotidiano com outra pessoa, mas um dia eles acabam, e esse término sempre cria uma espécie de escudo em mim. Alguns relacionamentos, mais intensos e duradouros, deixaram escudos fortes, praticamente de adamantium, outros, leves e efêmeros, deixaram escudos de palha. O que destaco é que todos eles me colocaram um passo a frente na escala do embrutecimento, do egoísmo, do amor próprio.
Não estou aqui fazendo juizo de valor, não cabe a mim julgar se isso é bom ou ruim, estou apenas fazendo uma auto análise (não tenho dinheiro pra pagar um analista) e pensando que um dia eu ja acreditei no amor, já acreditei em passarinhos azuis ao fundo de um beijo de cinema, já acreditei em caixas de chocolate e buquês de rosas, já acreditei em sapatos de cristal e cavalos brancos.
hoje eu acredito em empregos, concursos públicos e na luta diária por uma sociedade mais livre e mais digna.
meus príncipes agora são outros, bem mais reais do que os da realeza de outrora.
Nos meus vinte e poucos anos de idade eu já tive vários relacionamentos, não sou o martinho da vila, mas já tive pessoas, de todas as cores, de várias idades e muitos amores. E cada relacionamento desses me deixou alguns ensinamentos, é claro, a gente sempre aprende muito dividindo o nosso cotidiano com outra pessoa, mas um dia eles acabam, e esse término sempre cria uma espécie de escudo em mim. Alguns relacionamentos, mais intensos e duradouros, deixaram escudos fortes, praticamente de adamantium, outros, leves e efêmeros, deixaram escudos de palha. O que destaco é que todos eles me colocaram um passo a frente na escala do embrutecimento, do egoísmo, do amor próprio.
Não estou aqui fazendo juizo de valor, não cabe a mim julgar se isso é bom ou ruim, estou apenas fazendo uma auto análise (não tenho dinheiro pra pagar um analista) e pensando que um dia eu ja acreditei no amor, já acreditei em passarinhos azuis ao fundo de um beijo de cinema, já acreditei em caixas de chocolate e buquês de rosas, já acreditei em sapatos de cristal e cavalos brancos.
hoje eu acredito em empregos, concursos públicos e na luta diária por uma sociedade mais livre e mais digna.
meus príncipes agora são outros, bem mais reais do que os da realeza de outrora.
(Fernanda Costa)
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Escolhas
A inquietação da mente forja um desconforto duradouro.. Por vezes deparei-me na luta contra os prós e os contras de uma situação. Tomar decisões, seja ela qual for provoca um ciclo de tensão indejesável, por vezes refutável. Ao depararmos com a negociação entre o querer/poder as perguntas automaticamente invadem o interior e começam a embaralhar a plenitude da mente sã, e o lema apenas começa. E se eu trilhar no caminho errado? Decerto sei que a maldita consciência atormentará essa mente e perturbará a quietude plena. Pensar antes de agir é mais que fundamental, é questão de sobrevivência emocional. A escolha inadequada, revela seu fruto logo mais : A culpa, que dilacera, maltrata, mata. As consequências podem até ser duras demais, embora nada mais pode ser feito para mudar, apenas ameniza-se e o tempo é a única borracha para as mágoas!
O homem, a espécie, tem o ingênuo poder de sentir e decidir. Concordo que Razão e Emoção andam juntas, e que as mesmas influenciam de maneira direta nas escolhas de forma que fica mais fácil trabalhar com as duas. Escolher e defender um ideal faz parte de um amadurecimento emocional que permite a nós, pequenos pensantes, ter poder real sobre a espantosa aventura de viver.
(Rosseane Ribeiro)
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
TRABALHO, ACIMA DE TUDO, CRIAÇÃO DE SI MESMO
O trabalho desenvolvido pelo profissional educador, intrinsecamente deve corresponder às perspectivas individuais que aspira na vida dentro de um contexto. Esta asserção pontua uma estrita correlação entre o que exerce e a teoria que realmente aflora quando atua, é patente a práxis. Um especialista da educação gere apenas a teoria? Muitas vezes, notifica-se esse posicionamento de quem não consegue traduzir, por alguma infeliz razão, seu trabalho em efetivação de algum projeto, na incapacidade de vivenciar uma ideia sistematizada que oferecerá aos alunos uma mudança de comportamento ao atingir a aprendizagem, como também porque não se encontra suficientemente bem consigo e apresenta uma resistência ao envolvimento coletivo da equipe.
Na esfera da coletividade, os elementos da ética que devem ser postos em prática perpassam pela condição básica de respeito ao ser humano - valor ético que deve embasar a reflexão do ponto de vista díspare da sociedade de classes, na qual uns vêem a subserviência como respeito, que produz a reverência ao servir sem indagações; enquanto que outros analisam que é uma honra às limitações do outro, ser parceiro e democrático ao escutar o outro. Uma prática de conduta democrática, em que os direitos valem de fato. Outro componente elementar ético está pautado na solidariedade que traduz um engajamento do esforço do todo.
No ambiente educacional de trabalho principalmente, há de se produzir o empenho na qual a interdisciplinaridade propicie a vida à aprendizagem. Para tanto, uns não podem se valer da agilidade do outro, alegando que seus “talentos” estão aquém do remunerado, ou tornando-se indiferente às ideias surgidas. Como bem enfatizamos, o trabalho individual que se realiza deve ser prestigiado, valorizado e direcionado à coletividade.
Importante mais ainda em tudo isso é trabalhar em harmonia, para fluir e manar todo potencial em latência dos grandes profissionais que adormecem. Caso contrário, há desenvolvimento de hostilidade, e bem sabemos que manifestado tal estado de sensibilidade impregna todo o ambiente; os demais se constrangem e são tolhidos de produzir melhor comprometendo a sua idoneidade no trabalho.
Trabalhar, portanto, com a educação, é questão de opção, senão tão logo, orienta-se e incentiva-se à descoberta da profissão que propicie auto-realização, pois concordando com Marx o homem cria a si mesmo pelo trabalho.
Seja feliz!
(Profª Conceição Oliveira, com colaboração de André Café)
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
POLÍTICA SOMOS NÓS!
O Piauí é um estado que se acostumou em ser tratado como o primo pobre do Brasil, sua periferia, pouco influente e tudo mais... Todos nós que vivemos sentimos o que é ser piauiense, o peso do estigma, a limitação do pouco desenvolvimento. Sofremos com isso e desejamos algo mais, uma realidade diferente, um estado diferente. Temos sensibilidade suficiente para isso. (pressuponho). Mas será que acompanhado a esse “sentir na pele” existe a capacidade de racionalizar, de refletir sobre qual o nosso lugar diante dessa realidade, qual o nosso papel social enquanto uma suposta elite intelectual? Será que assumindo esse papel social nos sentimos responsabilizados e comprometidos pelo e com o nosso desejo de um estado ou de uma região mais desenvolvida?
Responsabilização, papel social, compromisso: são expressões que remetem a um discurso político, a uma postura política. Tema que gera mesmo aversão entre os que se preocupam unicamente e supervalorizam apenas o status de profissional dotado do saber puro.
Responsabilização, papel social, compromisso: são expressões que remetem a um discurso político, a uma postura política. Tema que gera mesmo aversão entre os que se preocupam unicamente e supervalorizam apenas o status de profissional dotado do saber puro.
Assumir postura e compromisso político, não deveria ser enfadonho ou inutilidade, mas sim necessidade, hábito incentivado e valorizado da mesma forma que se incentiva e valoriza a competitividade, o status de elite do saber.
Entendo que postura política não deveria ser opção ou função de uns poucos selecionados e sim obrigação de todos, afinal de contas, todos vivemos as instituições, as profissões, o estado, as relações entre eles, vivemos a política que surge dessas relações.
Entendo que postura política não deveria ser opção ou função de uns poucos selecionados e sim obrigação de todos, afinal de contas, todos vivemos as instituições, as profissões, o estado, as relações entre eles, vivemos a política que surge dessas relações.
E cabe a cada um e a todos pensar sua própria vida, sua própria política. Devemos nós, pensar a nossa instituição universitária, a nossa futura profissão, o nosso estado e a relação entre eles.
Ser político não é nada além de “dar conta” do que vivemos saber o que acontece, por que acontece, as necessidades, as ilusões que vivemos e evidentemente agir.
Nós temos um prato cheio pra discussões políticas, que contemplem as necessidades do nosso estado, da nossa futura profissão, da relação (política) entre elas e o nosso lugar no meio de tudo isso. E só lembrando que não dar a mínima (pra questões políticas), já é uma forma de se posicionar.
Ser político não é nada além de “dar conta” do que vivemos saber o que acontece, por que acontece, as necessidades, as ilusões que vivemos e evidentemente agir.
Nós temos um prato cheio pra discussões políticas, que contemplem as necessidades do nosso estado, da nossa futura profissão, da relação (política) entre elas e o nosso lugar no meio de tudo isso. E só lembrando que não dar a mínima (pra questões políticas), já é uma forma de se posicionar.
(Davi Araújo)
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
A GUERRA NOSSA DE CADA DIA: IMAGENS DO “TERROR” E A LÓGICA HIGIENISTA
A Polícia carioca invade os morros. Quando não expulsa, também mata traficantes, invade casas em busca de extirpar o mal. Só as mães, esposas e filhos choram. Um alívio geral toma conta dos moradores do Rio de Janeiro e, via mídia televisiva, todos ficam aliviados, vêem a possibilidade de paz em suas comunidades que convivem com o tráfico de drogas. A mídia alarde aos quatro cantos: “a boa sociedade está vencendo a má sociedade”, e mais uma vez nesse universo de clivagens o bem vai vencendo o mal, mas me proponho a interceder e pensar um pouco sobre como se constroem essas noções entre nós, pobres mortais, cristãos, e por que ficamos tão aliviados assim com essas mortes dos traficantes.
Tais reportagens fazem parte de um processo amplo e direcionado de implantação e difusão do medo, componente mais do que necessário para alimentar as decisões arbitrárias e, ainda, desfocar a discussão do que seria o nó górdio da Segurança Pública, bem como de outros problemas que, no Rio de Janeiro e em muitos outros Estados - aqui incluo também o meu Estado, o Piauí -, ao invés de buscar apontamentos para elucidar as cadeias geradoras do tráfico de drogas, por suas rotas e pelos grandes traficantes, que não estão nas favelas, tem-se intensificado em colocar os pequenos traficantes, moradores dos morros cariocas, das diversas favelas espalhadas por todos os cantos, ou mesmo os usuários das crakolândias Brasil a dentro, cotidianamente como sendo, se não os únicos, mas os principais responsáveis pela violência urbana e consequentemente por seus efeitos.
A potencialização deste antagonismo é incentivada por uma elite política e econômica que, além de sentir-se atemorizada, necessita obscurecer suas responsabilidades e vinculações históricas com a crise social do País. Aproveitando-se de fatos concretos como o aumento do número de atos infracionais cometidos por adolescentes, ações de traficantes, assaltos e ondas de arrastões, mal explicados e bem explorados com o intuito de semear o medo, estes setores adaptam seus interesses particulares de forma a apresentá-los como legítimos, universais e preconizadores do bem-estar e da Segurança Pública, portanto, do bem viver da maioria.
Com toda essa divulgação massiva de violências, temos o cultivo exacerbado da cultura do medo, servindo de sustentação para a proliferação de uma percepção na qual o mal deve ser extirpado a qualquer custo. O Estado, propondo a resolver esse medo e trazer paz social, ganha aval para suas ações, muitas delas inconsequentes e violentas, principalmente como se tem mostrado ultimamente no Rio de Janeiro, exageradamente mostradas e, em outros lugares, silenciosamente, escondidos.
Na interlocução estabelecida com a sociedade, termos como “violência”, “terror” e “medo” são muito utilizados na retórica da mídia sensacionalista brasileira. Todos os dias há algum acontecimento posto nesse enquadramento semântico que identifica a relação da sociedade com o crime, como uma guerra a ser enfrentada o mais rápido possível, ou seja, o inimigo precisa ser vencido. O crime e esse inimigo, mas não qualquer crime, diga-se de passagem, mas sim o crime dos pobres, diga-se bem. É em relação à violência por eles praticada – os pobres -, que a sociedade encontra-se refém, aterrorizada, afrontada.
O foco dessa guerra continua sendo os pobres que, além de intencionalmente condenados por sua condição de pobreza, são também comumente acusados e quase sempre apresentados nas instâncias e cenários de construções e massificação de realidades, se não como os principais, como os únicos responsáveis pelas violências que assolam as cidades e seus cidadãos, sujeitos sobre quem também para justificar as ações das instituições responsáveis pela “lei e pela ordem”, justificam ações quase sempre injustificáveis, como violências físicas, simbólicas e constrangimentos de várias espécies.
Essas espécies de violências ou violações patrocinadas pelos mecanismos estatais, via de regras gerais são aceitas pela sociedade, ou pela grande maioria desta, pois são colocadas sempre pela lente do medo e do necessário para resolver o que causa o medo, sempre apregoado e transformado em um mercado simbólico, onde, depois de disseminado fica mais fácil justificar ações e violências.
A alimentação desse medo cotidiano cria um mercado simbólico, onde os consumidores desse medo generalizado, mal explicado, porém muito difundido, também são consumidores de um modelo de “segurança”, onde a violência, a truculência e qualquer extermínio podem ser feitos em nome do combate ao terror, mas não de um terror qualquer, mas de um terror gerado pela pobreza e pelos pobres.
Em um País como o Brasil, com um histórico de políticas higienista, que sempre pairou por seu imaginário e suas práticas, a noção da “perigosa” ligação entre pobreza e periculosidade, que embalou e ainda embala suas políticas de ação e de segurança, é muito complicado tudo isso está acontecendo e permanecermos estáticos. Se esse modelo vivido no Rio de Janeiro for exportado para os demais Estados da Federação, teremos um genocídio estatal, generalizado e direcionado, que antes de atacar o problema - que seria o tráfico de drogas -, ataca os afetados pelo problema, construindo sobre eles a noção do próprio problema. Como o Rio de Janeiro, hoje, vive seu próprio “Iraque”, daqui a alguns meses outras partes do Brasil, se essa lógica for exportada, viverão seus próprios “Rio de Janeiro”, pois lembrando da lição nos dada por Hanna Arendet, em seu livro sobre as origens do totalitarismo, ou mesmo Foucault (2003) em seu livro em defesa da sociedade, uma lógica ou prática totalitária, ou fascista, antes de se transformar em prática é transformada em ideia e massificada, para só depois se transformar em prática social.
Marcondes Brito – Sociólogo, Mestrando em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Piauí, na linha de pesquisa de Cultura, Identidade e Processos Sociais. Pesquisa: juventude, identidade e tráfico de drogas.
...E alguém puto com essas histórias todas.
Teresina – Piauí – Brasil
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