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terça-feira, 4 de julho de 2017
sexta-feira, 24 de junho de 2016
Ciclo da vida
| Arte, menina, ônibus, solidão Vetor |
Estava eu voltando da universidade mal aconchegado na janela de um 365 – vulgo Amarelão ou Circular II – e pensando nas coisas que a gente só pensa quando está na janela de um bus ou sentado na privada do banheiro de casa. Os pensamentos iam e vinham bem como os cheiros e sons dentro daquele ônibus lotado de gente lotada de gente e lutando para ser gente…
Pensava na vida e na morte, nos excessos e nas carências.
Pensava nos porquês da vida: porque, por que, porquê e por quê – nossa língua não é para amadores.
No meu celular estreava o disco “O milagre dos peixes”, do Milton Nascimento com a participação da divindade Naná Vasconcelos.
Álbum visceral, cheio de sonoplastia e de efeitos de mixagem, como o fato dos sons ficarem variando entre um fone e o outro, dando a sensação de que a música atravessa a cabeça. Ecos, gritos, queixas, assobios, gemidos… É uma mistura de contemplação com angústia e melancolia.
Cada faixa era – e ainda é – uma liga metálica conduzindo as infindas energias presentes na obra até a carne do meu espírito.
Então me veio a ideia de escrever, ainda dentro do ônibus, alguma coisa. Qualquer coisa que fosse, porém, imaginando o próprio Milton cantando e Naná musicando…
E deu nisso que agora compartilho com vocês.
PS: logo abaixo do texto está o link de uma música em especial desse álbum, “A chamada”. Recomendo ouvi-la enquanto estiver lendo.
“A gente morre o tempo todo
Enquanto tenta matar o tempo
A todo instante, todo momento
Quando percebe, já está morto
E todo dia, morre um sonho
Um sentimento, matam a fome
Morre a saudade no aperto
De um abraço
Morre o jovem no aperto de um gatilho
Vão-se os trens, ficam os trilhos
Todo dia é dia de morrer
A gente nasce o tempo todo
Enquanto tenta morrer pra sempre
A todo instante, todo momento
Quando percebe, nasceu
E todo dia, nasce um sonho
Um sentimento, nasce uma fome
Nasce a saudade na falta
De um abraço
Nasce o jovem no aperto do gatilho
Voltam os trens por outros trilhos
Todo dia é dia de nascer
A gente morre o tempo todo
Enquanto tenta nascer pra sempre
A todo instante, todo momento
Quando percebe, já morreu
E todo dia, nasce um sonho
Um sentimento, matam a fome
Nasce a saudade no aperto
De um abraço
Morre o jovem no aperto de um gatilho
Ficam-se os trens, se vão os trilhos
Toda morte é feita para nascer”
Todo mundo é assassino por conveniência, matando o tempo por sobrevivência.
Marcus Sousa
Ver também em: Ciclo da vida
quarta-feira, 22 de junho de 2016
venta, paco
aqui não chega o mar
e de você já não há ar
venta lá fora
é cinza agora
choveu no adeus
estranho silente sonoro
na pele o sagrado sentir
sentido que fere
na nuca ainda há
o cheiro do mar
no inverno
aqui não chega o mar
e de você já não há ar
amor
sua pele
você vai
além
laís grass possebon
terça-feira, 7 de junho de 2016
sábado, 4 de junho de 2016
quinta-feira, 13 de março de 2014
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Uma pitada de saudade
Uma saudade
salgada pelas ondas
rompendo o silêncio
silenciando o sentido
Uma saudade
ondas onduladas desordenadas
sinestesiando o espelho
do desconhecido sozinho eu
Uma saudade
num mar morto de maresia
entre o parto da noite em nostalgia
André Café
Cede a sede
Só mais uma noite fria
a vontade tardia
jazia na sede
cede a sede
a cama vazia
o rito escrevia
mordia a rede
sozinho a vontade
mordaça saudade
André Café
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
domingo, 30 de setembro de 2012
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Hugo Trincado - Tempo Dalí
Música: Hugo Trincado
Filme: Ana Clara Ribeiro
Tempo Dalí
Ah! Você se foi
E ainda está por aqui
Impreguinada em toda calma por um triz
Há de ser melhor
Me tenho em prece
E o teto range
Essa conversa já não serve
pra nenhum de nós
Me dê sinal quando o jarro tiver flor
Me dê sinais de alguma espera
Mesmo não tendo seus motivos
Me dê sinal, um riso, ou outra dor.
Ah! Você voltou
E ainda está por aí sufocando outra esquina
O que mudou?
Me dê sinal quando o jarro tiver flor
Me dê sinais de alguma espera
Mesmo não tendo seus motivos
Me dê sinal, um riso, ou outra flor.
terça-feira, 10 de julho de 2012
O Tempo e a Solidão
Deibe Viana é músico de Piripiri-PI, e participará da 3ª Formação Ativista Poética da Sociedade dos Poetas Porvir, que ocorrerá dos dias 13 a 15 julho, naquela cidade. Em breve, ele vai disponibilizar mais músicas na Internet, para download.
terça-feira, 8 de maio de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
Altere
Quando te vejo renascer
No meio do espinheiro,
Do meio da plantação,
Eu faço primavera.
Quando espero florescer
Em sóis de furta-cores,
Que precisam de vários baldes
Para poder enfeitar o mundo.
Acontece pelas ruas,
Com cheiro de novidade,
Com riso de flor vermelha.
Adormece de costas nuas,
Acende minha vontade,
Refaço-me em teu espelho.
Proporções
Eu só queria dividir esta noite
do alto da construção intérmine.
As luzes que atravessam, e o volume
da banda que não posso divisar.
Eu pretendia espalhar-me em todos,
gritar bem forte, ensurdecidas placas,
que o que eu tenho de concreto é um desejo,
esbarra nas paredes como um contragolpe.
Eu antevia os corpos entrelaçados
no vento frio da porta, enclausurados.
Pedindo pra sair, suplício inerte
de um gozo firme e franco, quase-prece.
Implodido na raiz de um pensamento,
baixei o fogo e tomei um gole seco
do fim de uma madrugada que se inicia
de frente para meio mundo de convenções.
do alto da construção intérmine.
As luzes que atravessam, e o volume
da banda que não posso divisar.
Eu pretendia espalhar-me em todos,
gritar bem forte, ensurdecidas placas,
que o que eu tenho de concreto é um desejo,
esbarra nas paredes como um contragolpe.
Eu antevia os corpos entrelaçados
no vento frio da porta, enclausurados.
Pedindo pra sair, suplício inerte
de um gozo firme e franco, quase-prece.
Implodido na raiz de um pensamento,
baixei o fogo e tomei um gole seco
do fim de uma madrugada que se inicia
de frente para meio mundo de convenções.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Antes de oito acordes
O som do tecido deslizando
contra o tom da tua pele, para baixo.
Só digo que te sonhei, e nada mais:
só digo que amanheci em meus lençóis.
O dorso das tuas coxas – delírio!
Gritava meu pensamento, e eu resistia,
Meu subconsciente travou quando entendeu o impossível,
Deu um tapinha no meu ombro e me trouxe de volta.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Uterus power
Faz do útero, coração
Do amor, um filho
Do amigo, um irmão
São tantas quantas se quer
Identidades múltiplas
Unidas em uma única
Mulher.
(Mayara Valença)
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Rosie, the Riveter:
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