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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Cume


O cosmo de tanto em tanto flui poema,
Energia circula em nuvens vastas, alto da montanha,
Gira o pião, imensidão tamanha,
Assanha todos os desejos de temas.

Inscrito na pedra da resiliência,
ganha viço no som de flautas, de rebeldia,
Sabedoria de feiticeiros, colar de sonho,
Expressa quanta melodia para a cadência.

Vale o fluxo de pensamentos,
Esforço abafado de quem tenta
Sair de bateria renovada.

Que bate calada um outro verso,
Sobrado de mil casas, resto do terço,
Encerra de sobressalto a liturgia.

*música a partir do André Café Oliveira

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O meu olho vendo teu olhar

Monique Veloso

Me transporta todo dia
como se fotografasse um instante de terras do nunca;
lugares que jamais fui, lá estão, em doses de memórias

Do lado de cá do real, estamos:
meu olho mira o transfigurar de sonhos
que seu olhar gira, prum retalho de histórias

A sensação de alívio
que me faz agradecido, por acordo nunca firmado
mas que gera essa amizade, numa vida de escalpos e inglórias

André Café


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Turvas cores, cores do nada



Imagine imagens turvas 
Ofuscando a mente e calando palavras
Calando com nada
Apenas imaginando 
Na curva
Daquela imagem turva
Toda a cena vivida (ou criada)
Imagens embaçadas
De foco alterado
De vidro em fumaça
De cor serelepe
Brincando com a retina
Dando imaginação à vida
Servindo de estepe
Ao nada
Que é viver de realidades prontas.