Mostrando postagens com marcador amizade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amizade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de junho de 2016

Dia on easy há


Bailarina:
mesmo que dance apenas pra si,
rodopia, resguardando o prazer do ritmo para seu eu,
deixando a ver vontade toda vez que me desarma

Gaitera:
Se não é silêncio, é riso, aconchegante
descontrolado, baile solto e desavisado,
daqueles que o desejo é nunca mais sair de perto,
pois é gratuita a alegria compartilhada

Sereno:
ela é, então, pedaço desse tempo que engana
pois é noite ou dia? chuvisco ou mormaço?
desato um laço e descubro uma centena de nós;
e uma centelha de esperança,
pra quem sabe na próxima dança,
ela me desarme, chamando pra bailar
nesse vasto espaço de mundo
chamado amizade

André Café

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Carta poética para um amigo


Aspirei a fumaça do desespero
e de repente vi corpos no chão
Barulhos
Paaahhh!!!
Lágrimas, gritos.
Mais uma mãe em prantos
Dois meninos, dois jovens
Não é mais um acidente
é mais um pobre, negro e marginalizado ensanguentado no chão!
Liguei a tevê
Mais uma moça trêmula no chão
Não é vitória da seleção
é mais 65% achando normal
A normalidade da violação, do trauma, da imundice humana
Comprei mais um pastel
ali no Centro com caldo de cana
No mesmo momento um ser no meio do lixo
Não era um cão, não era um gato, o fim deste verso nós já sabemos.
Lágrimas, sangue, dor, dor, muita dor
Tanta dor, tanto ódio, tanta, tanta, tanta...
Revolução
Mas apenas um rapaz latino americano
sem porra nenhuma no bolso
com sonhos e revoltas
Um cabelo comprido e uma barba pra fazer
já não se contenta com apenas vinte centavos
Cresce a flor no seu coração
fermentada de amor e indgnação
Démodé e à la vonté menosprezando a riqueza
Sonhando que se ultrapasse o simples pedaço de papel
Em luta horizontal com 2 meninos, uma menina e um homem no lixo
Cantar, cantar, cantar
Não tendo vergonha alguma de ser um eterno aprendiz
Bravo, o grito do oprimido
Bravamente como um ser Valente
Amigo, seu sangue já não contenta a imunologia do capital
Bora, pega tua indignação e "pixa"
"Pixa" a incoerencia da contradição de ser jovem e não ser revolucionário
Avante amigo, avante!!!
(Miguel Coutinho Jr.)

sexta-feira, 21 de março de 2014

Red, coffe and hug


Nesses dias que turvam caminhos,
aparentemente nadas eternos
o  despertar das rotinas
me seguem calados e mornos

Uma outra vida que espera
sem conexões alinhadas
ao contrário de sua fúria
silenciosa descansada

O fulgor vermelho do laço
entre o espaço do esboço
entre o espasmo do asfalto
e o inegável abraço

Tem dias que merecem acasos
daqueles sem coincidências
naquilo que mais se foge ou menos se espera
é lá que adormece a fera
dos corres de sobrevivência

André Café

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

13 ou 14 eras


Eu disse: saudade!
e o vento deu ouvido a angústia
espumando-se nas ondas longes do mar
no passo do encontrar, perdido o que já se foi

Não quis o destino
expiar da gente a dor
mesmo com todo clamor
de um sonho menino
dum tempo de ardor

Mas apesar de revelias
quiçá, esquecimentos
a chama nunca cessou
por tantas 13 ou 14 eras.
se era, não deixou de ser, e será

Um simples olhar faz sentido
e toda nossa alegria dança em volta
eu direi: saudade ...
até o dia da vontade que invade


André Café

terça-feira, 27 de agosto de 2013

The-Jeri


Que assim seja, se tiver que ser
da praia nem sei se vejo
qualquer risco de trovão
o céu cada vez mais limpo
reflete como me sinto
neste mar de coração

Cada volta de jangada um saber
nas águas me protejo
de tudo que é maldição
renova o ar que respiro
e aos poucos de mim eu retiro
um tanto de preocupação

Sopra-me o vento um dizer
modelo areia ao meu desejo
faço rodopio de pião
tiro de coqueiro, assobio
provoco nas moças arrepio
sou filho de provocação

E o meu olhar tudo é nascer:
aquilo que prevejo
se transforma em ação
todo dia é desafio
mas eu sigo arredio
vivenciando inspiração

Marcos Foyce e André Café

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Soneto do Socorro


 
para Bruna Soares

Tua dor é tão séria, latente
Que me inflige de um jeito pungente,
Me fazendo relembrar d'uma época
Ao qual não quero mais voltar.

Pegaste o mesmo trem
O qual fui passageira há um tempo atrás
Cuja passagem pelo túnel se adiantou,
Prolongou e escureceu até demais.

E agora estamos no mesmo barco
Furado e pesado, prestes a afundar
Mas como capitão de embarcação

Cá estou eu do teu lado
Com um bote salva-vidas e um abraço
Na hora em que precisar.

(Hannah Cintra)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Poema para André Café Oliveira



Quando chorei minha dor
tu, urgentemente, soube transformá-la em ardor
suei as lágrimas, cantei os sons do silêncio
quando tu, urgentemente, deu-me os ombros
e o conforto do teu calor
Quando ri minha dor
tu, urgentemente, riu como se eu fosse a flor
e tu o beija-flor
Quando vi o homem que me amparou
ancorei no teu sorriso,
troquei o pranto pelo riso
um milagre que a amizade me apresentou.
Quando tu estiveres no caminho de lá
eu, urgentemente, irei te encontrar,
pra te dizer: eu amo você.

(Rosseane Ribeiro)

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

AOS QUE NÃO VÃO PASSAR





NOS BARES E ESQUINAS DESSA AVENIDA
PASSARAM PASSADOS COM PASSOS APRESSADOS
SEM VITÓRIA E SEM HISTÓRIA BOA DE CONTAR
E FICARAM PRESENTES, OS QUE TÃO SOMENTE
POR BIRRA, POR BRIGA, POR FORÇA DO ESFORÇO
OU POR MEDO MEDONHO DO PASSA REPASSA
NÃO SOUBERAM PASSAR
FICARAM PRESENTES AS DORES-AMORES
AS CORES, SABORES, AS CONTAS ACERTADAS
OS LAÇOS, OS ENLAÇOS, AS MÃOS APERTADAS
AS POR AINDA SE DAR
DAS RUAS E PRAÇAS NESSA PASSARADA
SE FORAM AS CARTAS QUE TU APOSTOU
E TÃO TOLO ZOOU E ZOMBOU E DANÇOU
MAS VOLTOU PRO SEU PAR
FICARAM AS PAZES, OS RISOS ROSADOS
AS CARAS PINTADAS E ATÉ AMARRADAS
INTRIGAS FIRMADAS E ETERNIZADAS
PRA BEM LOGO PASSAR
FOI-SE EMBORA TODO O PRECONCEITO
FICARAM AQUI AS PROMESSAS SEM JEITO
E CHEIOS DE DEFEITOS OS AMIGOS DO PEITO
QUE NUNCA VÃO PASSAR


(ALICE ALENCAR)