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sábado, 17 de novembro de 2012

Torquato Neto; um texto da véspera passada


11.2012

  99 ESPECIAL TORQUATO NETO 66

(...)“MAMÃE, CORAGEM” e “O HOMEM CONCRETO”  EIS A “VERDADE TROPICAL” : Dona Canô, mãe dos cantores tropicalistas Caetano Veloso e Maria Bethânia, segue indiferente ao tempo opressor e aos 105 anos de vida realmente implica com a praxe lógica da cronologia humana; exemplo bastante semelhante ao do mais que centenário arquiteto Oscar Niemeyer, que aos 104 vai ao hospital fazer um check up e logo,logo volta ao batente entre projetos ou eventos. Guardadas as preocupações costumeiras de familiares, parentes e amigos próximos, além dos profissionais de saúde que os atendam, obviamente.  

Talvez o jornalista incompletamente formado pela universidade das ruas e redações do brasil Torquato Pereira de Araújo Neto anunciasse algo assim se ainda escrevesse no Jornal do Brasil e pintasse até uma manchetona algo parecida ainda hoje.

DE MARISTA A TROPICALISTA: COM UMA ENCAMINHADA E SÓLIDA FORMAÇÃO EM COLÉGIOS DE IRMANDADES RELIGIOSAS DESDE O INÍCIO NO COLÉGIO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS (NA VULGATA, COLÉGIO DAS IRMÃS) EM TERESINA E EM COLÉGIO MARISTA EM SALVADOR, O ADOLESCENTE PIO EXISTENTE EM TORQUATO NETO PREPARA DO GRANDE SERTÃO NORDESTINO VEREDAS AO JOVEM JÁ CÉTICO EM RELAÇÃO À CARREIRA DE DIPLOMATA OU BUROCRATA PARAESTATAL. //

 E INSINUA EM SI VOCAÇÕES E DONS OUTROS, NESTA TRILHA MAIS QUE LITERÁRIA, MUSICAL OU CINEMATOGRÁFICA; BEM MAIS QUE ISTO: UMA POLIFONIA CULTURAL ECLÉTICA ALIADA AO ENGENDRAR DE REFLETIRES-PENSARES-AGIRES RUMO ÀS EMERGENTES MEGALÓPOLES BRASILEIRAS, O SENTIMENTO E A COGITAÇÃO ORA COMO JORNALISTA, ORA COMO PRECEPTOR OU COLEGA DE ARTISTAS E ATIVISTAS ENGAJADOS EM CONVÍVIO TROPICAL. //

LOGO, NÃO É DE SE ESPANTAR QUE A EMPREITADA DEPOIS BATIZADA DE TROPICALISTA JÁ NASCE EM TORQUATO NETO E MESMO NO GRUPO BAIANO-NORDESTINO AO SUDESTE AGLUTINADO: AUGUSTO E HAROLDO DE CAMPOS, DÉCIO PIGNATARI; HÉLIO OITICICA, TOM ZÉ, CAPINAM, GERALDO VANDRÉ; GILBERTO GIL, CAETANO VELOSO, MARIA BETHÂNIA, GAL COSTA; LUIZ MELODIA, CARLOS PINTO, NONATO BUZAR, PAULO DINIZ, RENATO PIAU; JARDS MACALÉ, WALLY SALOMÃO, IVAN CARDOSO, ...E TANTOS COLEGAS DE CRIAÇÃO QUE FICA ATÉ DIFÍCIL CATALOGAR, ATÉ HOJE, MESMO CONSULTANDO ARQUIVOS E ACERVOS SÉRIOS.//

E PERCEBAMOS QUE CRÍTICOS, DESDE BIÓGRAFOS, PASSANDO POR COLECIONADORES, ACADÊMICOS ESTUDIOSOS E PESQUISADORES, ALÉM DE UMA LEGIÃO DE FÃS OU APRECIADORES – MARGINAIS OU NUCLEARES – TAMBÉM EM MOMENTOS CÍCLICOS E PERIÓDICOS RETOMAM FRAGMENTOS DA VIDA QUE VENCE A MORTE EM TORQUATO NETO. ALIÁS, NA IMAGINAÇÃO DESTES DIAS, HÁ A IDEIA DE QUE É MELHOR QUE SE DIGA PRECISAMENTE: 

“SUICIDARAM TORQUATO”.//

AQUI ATÉ HOJE É O FIM DO MUNDO! NÃO QUE SEJA UMA PRAGA OU DESTINO FATAL EM INSTANTES DE FEÉRICA HISTERIA MUNDIAL; APENAS DIZER QUE, APÓS 40 ANOS DA MANCHETE DE 19’72 MUITA COISA MUDOU SIM, O BRASIL É OUTRO, ATÉ O PIAUÍ É OUTRO. NESTES 68 ANOS DUM TROPICAL ADEUS TORQUATEANO, DIGAMOS ATÉ LOGO, POIS 68 DIZEM É UM NÚMERO QUE NÃO FINDA EM SI, NESTA HISTÓRIA A SER RECONTADA.// 

NOS JORNAIS DO BRASIL É SEMPRE MPB!.// 

(João Paulo Mourão para o “Sempre MPB” de 11.11.2012)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sobre essa estória de "o fim do mundo é aqui no Piauí"

Pois eu te digo, pessoa estranha ou amiga.
Gosto tanto do Piauí, que até o Cão duvida!
Quiseram fazer daqui pejorativo pra fim do mundo.
O primeiro a reclamar foi este poetinha aqui: Torquato Neto.
Você me pergunta: - E quem é que te garante?
- Êle mesmo se garante!, eu resposteio.

Folheando capas de discos dos idos de fins de '1960 a fins de '1980,
de tudo enquanto se ouça em MPB, muito há letrado por este nosso poeta.
Aliás, muita e vária crítica por êle expressa surtira efeito ante novos e novas artistas:
a turma da época de ouro dos Festivais e campeã de discos da MPB de então
(Elis Regina, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, GeraldoVandré, Mª Bethania, Jards Macalé).

Mas o que desejo dizer aqui é da oportunidade contextual do movimento dos sociopoetas porvir
(apesar da minha incompetência poética e até certa desmesura crítica);
que o Piauí é ninho de grande leva da intelectualidade nacional deste país chamado Brasil,
e também que é cenário de vasta gente de renome em literatura e linguagem, para falar da realidade
sem abstrações metódicas mas com aproximações enérgicas e entremeadas de pautas sociais.

Fazer poesia não é só falar com a alma, com o coração, com a imaginação, com a saudade;
nosso fazer poético vai falando sim, com o espírito crítico, com a mente, com a realidade, com a sensação e [a sensibilidade.
Fazer poesia não só nos encartes de livraria, nos livros de brochura, nas revistas de circuitos literários;
fazer poesia sim nas cartolinas, nos cavaletes de papelão e nas faixas de rua: "a poesia nua e crua" conforme [o citado poeta piauiense acima.

E pra não dizer que não falei das foices, machados, martelos, estrovengas, rifles, espingardas, enfim...
queremos a poesia social que sinta, perceba, associe, pense, reflita, escreva, emita, represente, entenda a realidade de nosso Piauí. Uma palavra é uma arma; mas arma virtual, que pode em seu uso sensato evitar muitas mortes e mortandades. Uma poesia é uma manifesto, uma performance, um agir coletivo: por ela se percebe um mundo em volta que às vezes nos passa despercebido, em esconderijo premeditado por outrem.

Para mim, que vivo aqui, Piauí é lugar de encontro: desde os entes naturais (pedras, rios, matas, raios, ...)
até os culturais (norte-nordeste, meio-norte, Poty-Parnaíba, Capivara-Confusões, Sete Cidades-Morro do Gritador, Lagoa do Portinho-Nascentes do Parnaíba, Chapada do Corisco-Casa da Pólvora, etc.).