Mostrando postagens com marcador Jamile Castro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jamile Castro. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de outubro de 2014


Vamos abrir uma garrafa de vinho e falar de coisas boas
Pergunto sobre seu dia,
jogo aquele charme e tomo mais um gole...
E você coloca um disco de Roberto Carlos na vitrola antiga
E me tira pra dançar
Envolve seu braço em minha cintura
E me põe junto ao seu peito, sou pequena,
Por isso não encosto meu rosto no teu...
Você me gira graciosamente e me puxa,
Dá um selinho em meu nariz e depois no canto da minha boca...
Eu fico esperando algo mais...
E de repente você me beija
E me perco em ti

Jamile Jah

sexta-feira, 8 de agosto de 2014


Teu cheiro de âmbar
Com notas de folha de cedro
Ficou em minha pele
Fez-me relembrar
Daquele fim de tarde
Ao pôr-do sol que ficamos abraçados
Contemplando a natureza
E você repetindo palavras doces
Que caiam como bálsamo em meus ouvidos
Me acalmando e acalentando
Ah, preciso confessar que foi lindo!
Majestoso, quando olhou pra mim
E me beijou como se fosse a última vez
E de repente me perco em teus braços
E como num passe de mágica nos dissolvemos
Ao vento, nos misturamos às dunas...

J.di Castro

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014


Bom te ter por perto,
Abraçando meu corpo,
Acalentando o espirito...
Sendo singular e querido
Ah, queria não despertar desse bálsamo
Oh doçura de olhar!
Que derrete-me ao fixar estes olhos castanhos
Em minha íris negra
E ao caminhares entre flores
Naqueles campos,
Você tirou o chapéu,
O segurando timidamente e
Olhando para o chão e depois fixamente diante de mim,
Singelo me pediu:
-Quero ficar longas primaveras contigo...
E acalentada com tanto envolvimento
Respondi com uma lágrima tímida no rosto:
-Sim, benzinho que venham
Verões para alegrar nossas tardes,
Invernos para ficarmos entrelaçados,
Outonos para deixarmos ir o que não nos é saudável
E proteger o mais importante,
Nosso belo e eterno amar!
E primaveras para vivermos
Sempre na vida a cantarolar.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Simples


Um bom dia com o frescor do vento
Cheiro de maçã ao relento
Ah!! Se pudesse te ter agora
E pensar que não baterás em minha porta

Meditei e cheguei à conclusão
Amar é suspirar olhando para o teto!!!

Jamile Castro

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O Afeto


Frescor de um amor
Novo, passado, breve
Sempre nos dá ânimo
Para reagir aos meleficios da vida
Breve seja a dor!
Leve só o que for belo
Cante e queira
Que seu amor seja sempre singelo!

Jamile Di Castro

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O TRAJETO


O Trajeto





Uma gentileza de fim de tarde
E oração bendita,
Dedico a ti sua menina bonita!

Branco vestido, sempre a cintar
Tira o fôlego dos rapazes ao passar

Ah Sinhá que fizestes pra ser tão bela?!
Antônio Andorino não para de te admirar,
Espera o bonde das dez da manhã, só pra te observar!
A parada dele seria dantes, 
Mas para contemplar sinhá um pouco mais
Acha de descer na sua estação
Sem que a bela moça perceba anda meio que de soslaio
Respirando e suspirando as essências de Ylang Ylang, Jasmim, 
Neroli di Grasse que menina romântica exala ao vento
As marocas da Rua 13 já estão a bizoiar 
João Andorino e suas andanças atrás de Sinhá tão dando o que falar:
–O que tu fizestes moça para arrebatar o coração deste pobre homem?!

Ninguém nunca descobriu, 
Mas num dia ensolarado como de costume, 
Na mesma hora, local e atitudes, 
Sinhá tropeça no batente da calçadinha da cafeteria
E lá estava Antônio Andorino para levantá-la
Mesmo com os batimentos a mil, o rapaz ajudou-na!
Ela com gestos de agradecimento lhe soltou um sorriso
E perguntou qual sua graça e frisou nunca o ter visto 
Sendo que para Andorino Sinhá era uma bela conhecida
De suas andanças e nenhuma investida, 
Ficaram de conversa, ela iria o cumprimentar 
Para seu caminho continuar
Antônio nervoso e impaciente
Disse a menina que a conhece e a amou desde sempre
Assustada pergunta como isso poderia acontecer:
–Um desconhecido, assim não pode ser!?

Ele falou palavras doces, explicou a situação e a chamou para 
Um café na Rua da União, ela atordoada, mas aceitando
Falou suavemente: –Vamos!
Sinhá uma moça romântica, ouviu seu coração 
Ao convite de um simples café, acelerou de satisfação
Tempos por vir Andorino deixou de platonizá-la, 
Bombons e flores eram sua pedida
Aportou seu amor dentro de Sinhá, 
E como âncora fixou estadia por um ano
Céu azul...ondas do mar...briza leve...sol poente
Configurou o casamento, tão idealizado por Andorino 
Sinhá nesta altura estava tão arrebatada de amor 
Que uma singela lágrima saltou de seus negros olhos
Selada união...
O Beijo...
O começo...
E aquele cenário os convidando 
Para um mergulho numa união sem fim...


J.Di Castro

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Um dia de cada vez



Um dia de cada vez 

Respiro profundamente 

Para estabilizar as emoções 

Decerto funciona 

Mas a agonia, a inquietude 

Toma conta do meu ser 

Espero eu um dia me curar 

Dessa paixão avassaladora que sinto 

E que se transforme 

Em algo melhor e mais maduro 

Pausadamente VI-VEN-DO 

Um dia de cada vez... 

Decerto o amor pode te machucar 

Mas nada além de uma doce ilusão 

Viver e se apegar 

Viver e desapegar 

Construindo este sentimento 

Por quem se deve amar. 



segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Mística Natural




E a brisa passa em minha face
O ar parece ser até mais puro
Transportei-me ao fechar os olhos
Natural e bela paisagem...
Sol ao fundo acalentando o corpo
Cabelos ao vento, a menina bonita
Dançava livremente, descalça
De vestido branco rendado
Contemplando a vida reluzindo felicidade
Os pássaros lançaram pétalas de rosa
Ela girava... Girava na beira do mar
A espera de alguém...
Ao notar a presença
Disparou ao seu encontro
Os braços se encontraram, lábios uniram-se
O céu tocava o mar, que tocava os pés daqueles amantes.




terça-feira, 28 de agosto de 2012

Assim





Pelos estúpidos detalhes que
Meu coração se parte
Pelas inúmeras vezes que falei
E tive o silencio como resposta
E eu quero você
Torno-me inútil em ser
A verdade é que
Não quer me machucar
Mas sinto que somos tolos
E quero você
Das inúmeras vezes que
Nos machucamos com palavras fétidas
Sou ciente que me conheces
Em não querer quebrar o elo
Mas continuamos caindo e sofrendo
Diria violentos desentendimentos
Mas sei de que fazemos parte um do outro
Acredito que você supõe que pode
Atacar-me dessa forma,
Sempre inconstante e disperso
Precioso isso que construímos
E que estar prestes a ser demolido
Minhas unhas corroem as paredes
Decidimos partir, um para cada lado
Eu quero você
Você me lançou nesse labirinto
Não sinto vergonha em dizer que chorei por você querido
Divertiu-se e agora não quer mais
Quero você
E esse querer te dar medo
Eu sei...
Reatamos, e disse você articuloso
Seja cuidadosa querida
Pois tudo será um desperdício de folego
Olhe em meus olhos e diga que não está comigo
Por caridade
Irei morrer, eu não posso querer isto
Olhe em meus olhos e digo nossos caminhos!
Eu levantei e um de nós chorava
Triste situação, mas resolvi
Mas a sua intenção era fazer-me esquecer
Querer...
E o pensamento dele despindo você ou você se despindo
Tarde demais para incinerar tudo aquilo que os consumia
Eu quero você.





segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Cores


Cores




Simples doçura no olhar
Que chega a me acalentar
Espirais coloridos
Transpassam neste recinto
Palpitando o coração
Nessa mera ilusão
Oh!!!
Azul que dizem trazer tranquilidade
Daquele velho poema que 
Cita as brancas, azuis, amarelas e pretas
Brincam felizes as belas borboletas
Sinto-me transportar para 
Um mundo fantástico
Onde dor e desprezo
Não teletransportam até lá!
Azul, amarela e preta
Bailam docemente sem parar
Deixam cair pontos cintilantes
Contornando uma imagem exuberante
Na sincronia de movimentos
Irão bailar até novembro.

domingo, 5 de agosto de 2012

Loucarte






Loucarte

Se eu sinto no interior inquietude
Compareço diante de ti sem exaurir
Mostro-me inerte, sem pestanejar 
Que diabos de ego eu quero demonstrar?

Tenaz, sempre aquela voz diz-me:
Seja forte, e firme!
Ah! Quero é jogar tudo para alto!
Sem medir as consequências

Bem, ironicamente expeli tudo que cantava
Das minhas entranhas, e
Andei para aquele antigo precipício
O que faço?

Lá de baixo escuto ecos 
Sem me atentar, quase que desconverso
Olho, como quem desdenha daquele 
Vazio de rochas sem fim

Creio que não me merecem 
Nem para pintar de sangue 
Suas frestas e rugas
Desisti...

Voltei daquele lugar que perde
Em ser mórbido para mim
Garimpo outras formas, 
Outras notas de cheiros
Que busco em sentir

Sem oração, sem coração
Concentração!
Tudo remoendo aqui e clamando 
Pra deixar de existir

Captei, observei bem as frestas
Mas o breu que poderia turvar minha visão
Me mostrou que o problema não está ali, mas
Bem debaixo do meu nariz
E ainda me jogo daquele precipício
Mostro-me digna de respeito

Sociopata, caricata...
De segundo plano a antiga voz 
Se faz iludir...
Confio? Ainda me refuto a ouvir.


domingo, 29 de julho de 2012

Rumo


Rumo




Suspirei e encontrei
Um canto no meu coração
Escondido desde então
Com amarras de outro alguém
 
Superei, renasci!
Com encontros e desencontros aprendi
Entrei naquela casa encantada e amanheci
Esse invólucro em que me prendia rasguei
 
Fina flor com espinho ainda me sinto
Aos poucos me torno alguém dócil
Ostra danificada pelas circunstancias
Prefiro me calar, pois sentimento este
Que senti outrora me fez perder o plumo
 
Fase, vida nova?!
Acredito que me encontro com atitudes
Que diferem do passado incerto
Mas, o que se comenta sobre o futuro
A Incerteza de sempre, mas prefiro colocar
Esta expressão para aquele pretérito pérfido.
 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Lipe Camargo


Horas, minutos, segundos, milésimos...
Impaciência, estafa mental
Procurar a claridade em algum jardim florido de Gardênias, tulipas e girassóis
Sorte sua se o encontrar,
No campo das ideias tudo torna-se-a belo
Mas todo exílio tem seus frutos.

Jamile Castro

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Tic Tac


Tic Tac




Distante, eu sei
Essas amarras que me prendem
E não deixam escapar, inerte fico
Queria tanto aconchegar-me em teus braços
As cartas já não fazem mais sentido

Choro, o desespero em infinitas madrugadas
Sono, desconforto em que fico acordada
Que ínfimo tempo, vagaroso a passar?

Quero sentir seus braços em volta de mim
Abraça-me sempre, quando ficaremos juntos?
Tempo, distância, saudade...
Contextualizam contra nós, conspiram

Quem dirá que será uma tênue lembrança
Simples e leve, somente aconteceu
Natural e belo como os pingos de orvalho.

Desamor


Desamor





E com esse tal de amor
Você sente dor que nem sente
Fica tonto, fica bobo
Coração incandescente
Ah amar! Inexplicável amor!
Cego dos dois olhos fica e não percebe
Vendo arco-íris, sorrindo à toa
Borboletas no estômago...

Até um dia tudo findar
Frio, as cores escureceram
O sorriso? Sequestraram!
As borboletas? Morreram!
Desalento, agonia, raiva, dor fina, aguda
Com todos os adjetivos e seus adjuntos
Configurar-se-ão.

quinta-feira, 31 de maio de 2012



Des(Encanto)





É ao cair da noite que a solidão
Me consome
O silencio ofuscado pelos grilos
Misturam- se com a brisa do momento
Gélida como a face de cadáveres

Vida, serena, encanta
Sarcástica, medo, esquizofrenia

Me chamaram... uma voz doce...
Não pude identificar, 
Saí, procurei, e quanto mais me aproximava
Lembranças extenuantes se confundiam com
Sentimento de torpor

E retornei ao pranto
Inerente ao meu querer
Mutuamente com a
Vontade de enlouquecer

Angústia pairando minhas ideias
Somente procuro refúgio dessa dor física
Exalo sofrimento puro, sensato em compasso


A luz!
A atitude, estou a esperar
Encontrarei um dia, 
Enquanto não, vivo nesse imenso...
Vazio...
Contínuo...
Ardor. 

quarta-feira, 9 de maio de 2012



Religiões que excluem determinado seguimento da população, que sua ideologia é a melhor, que a de outrem, pode-se dizer donos da verdade, baseadas no divino?!
Se a resposta para esta simples pergunta for sim, onde está o principio da comunhão, o de amar o próximo? Isso funciona da seguinte maneira, o próximo realmente no sentido da palavra tornar-se-á quando partilha dos mesmos ideais. Cadê o chamado livre arbítrio,? Está guardado em algum baú escuro, pois muita gente não deixa fluir, fazer realmente o que seu íntimo necessita. Nós não exercitamos o livre-arbítrio, estamos aonde nos convém estar, onde somos aceitos, porque se eu for X não serei bem recebido. Por isso que substantivos como compreensão, disposição, e afeição não funcionam. Sabe como aparecem? Eu finjo que me aceito e você compactua com esta encenação.
Essas atribulações veem entrelaçadas na cultura, o que pode ser feito ainda para quebrar estes laços, pois existe a globalização, as mídias das mais variadas. Mas se estas mentes somente as aproveitam para alienar, com um discurso mesquinho que és para o teu bem, torna-se claro o sentido religioso tratado, sempre utilizaram o cunho da religião para conquistar território, em consequência doutrinar os conquistados, e não seria hoje que deixariam de usufruir destas artimanhas facilitadoras.
Indigno-me com a inercia da humanidade em querer convencer que segmento A, te salva, que o B não trará benefícios, e que o vazio te coloca numa posição menos humana, a luz no fim do túnel seria, siga, ou não, o que teu íntimo pedir, a minha verdade pode não ser a sua, assim a vida prossegue bela, insossa permaneceria se todos fossem iguais em atitudes, sonhos, e resumindo em vibrações espirituais.
Dito nos Vedas hindus: "Ekam sat vipraaha bahudaa vadanti"; ou seja, "A verdade é única embora os sábios a conheçam como muitas."

Jamile



terça-feira, 8 de maio de 2012

Terço da verdade



Um terço da verdade pendurada no pescoço
Este palco do qual piso, marcado de estilhaços e pés cortados
Crack! Crack!
Esta combinação exterior da insanidade paralela de muitos
Para chegar ao prazer instantâneo e refugiar-se da realidade
Não é combustível para viver

Enquanto o menino procura meios de sair da espolia,
Há outros o induzindo a permanecer na indignidade,
Lhe tiraram a peteca, e agora
Seu brinquedo será a arma da informação!
Sim, cadê Aviãozinho?!

Este observa os outros brincarem, e indignado,
Pois no asfalto de virtudes e de seus bloqueios
Desiludiu-se com a condição imposta a ele
Tudo o que tem contabiliza-se na escuridão de um quarto

Anos passaram, o menino passou de chefe respeitado nas ruas
Para provedor da paz, da renovação, viu o que buscava não seria
Fundamental para seu crescimento, a correnteza,
E o turbilhão da jornada diária o deixara insatisfeito,
Buscara meios, ações, atitudes,
Através de um ser estranho e oculto, que acreditou em seu potencial
Ignorou as mazelas anteriores e partiu

Jamile Castro


terça-feira, 17 de abril de 2012

Essência



Procuro a paz nas estantes de livros,
Procuro achar um motivo pra não perder

O controle que foge destas mãos pequenas
Esclareço motivos, fatos, mas a inquietude pelo saber
Remete-me em constante conflito

Não apenas ser mais sapiens, mas ter recheio nesta bendita carne

Outrora, não só carne, mas espírito, que almeja bons fluidos
Manter o equilíbrio... Equilíbrio natural desta essência.

Jamile Cavalcanti

sábado, 31 de março de 2012

Sinestesia do Amor




Fale! Sinta, reproduza com sons
A delicadeza que você nunca exprimiu
Um simples toque, já basta para
Ditas borboletas da paixão flutuarem aqui

Não me mostre o horror do nosso
Mutável ser cuide-me, abrace-me
Que necessito de oração bendita
Cujas vibrações sentidas são
Inexplicáveis a consciência humana

Venha! Cubra-me de luar anestesiante
Que a sensação externalizada do meu eu é bem vigorante

Ouça o cantar dos meus rastros
Estes vão alegres e em bons compassos
Ah! E as borboletas fui esquecendo
Parecem que estão morrendo!
Por Jamile
Dia 31/03/2012