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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Entrelaçados
Vim aqui pra lhe dizer, com o mais emaranhado balé de entrelinhas, que seu Eu me faz tão bem, tua calma me apazigua a alma, estar com você me faz feliz; e que ainda que me falte a luz, não me faltará amor a sentir por ti, pois é mais que eu, e derrama pra todo lado, espalha cinzas e gotas d'água por onde quer que passe, lava os olhos e as palmas curiosas, faz sentir na pele a potência das cigarras cantando; e trás no colo um jeito puro se ser, tão forte e insuperável, que não aceita contestação. Sou Eu, e de verdade, disse ele pra mim - o Amor.
(Emanuel Souza)
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Lanterna do Mar
Ao longe na calada da noite o velho barquinho seguia, sua vela não brilhava nem o leme funcionava. Assim como quem espera uma porta qualquer se abrir, ele vagava e o dia não aparecia. Mas no fim daquela noite eis que surgiu a luz que ele buscava. Não era a luz do dia, era a luz do mar acesa em poesia, que caíra em sua rede arrastada ao longo do gélido oceano. Como quem tivera riso o barco sorriu, e assim que o dia veio ele esperou ansioso pela longuíssima noite tenebrosa, a fim de ter novamente em seu seio a luz da porta que se abriu.
(Emanuel Souza)
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Logo ali, onde acabam as curvas
A hora não era a certa, nem o tempo era bom... mas naquele mesmo ar havia um tom que me sorria. Saquei do vento as palavras indiretas, falando aos sussurros, e quase em silêncio meu coração gritava de emoção, num espasmo desses que se tem quando se dá de cara com um anjo. Ah se não fosse tão longa a estrada... seria logo ali, antes da última curva que estaria me esperando o fantasma da felicidade; de pele branca... cabelos negros, a olhar com seus olhos de homicida, e quando um sorriso dela chegasse... despejaria minha alma em seus braços
(Emanuel Souza)
terça-feira, 5 de julho de 2011
Sobre o que me faz querer gritar
Quando falo aos sussurros que todo silêncio está condenado à escuridão, sou repreendido. Hoje sei, pelas marcas na minha própria pele que cada palavra em vão é, senão,a confirmação do que disse antes; e assim sei, mais forte ainda, pelas feridas da minha própria alma, que o silêncio provocado pelo olhar desenfreado de dois olhos apaixonados, é sim o não-sonido abençoado. Que muitos já viveram é fato, mas digo do sei em pensamento, em sentimento, pois em verdade lhe digo, meu olhar nunca esteve de frente com saltitante silêncio. Ainda não sei o que fazer com os saltos que me rasgam o peito... vez por outra escrevo. É o que me cabe.
E tenho cultivado um amor belo, daqueles de filmes bregas, que cheiram a pipoca amanteigada, só pra te dar. Hei de ver nosso silêncio em teu olhar.
(Emanuel Souza)
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