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terça-feira, 22 de outubro de 2013
Quando o não posso é bem maior que o não devo
E a certeza menor que cansaço
Quando a mente flui n'outros espaços
E medo te faz perder o compasso
É tempo de parar... e respirar
Quando vida parece não está nada fácil
E o futuro te lembra uma grande janela nublada
Quando o passado te cobra uma resposta
E o medo deixa tua coragem largada.
É tempo de parar... e respirar
Talvez a fumaça obstrua tua mente
E a respiração se torne ofegante
Mas talvez nem lembre dos dias descontentes
Porque é tudo uma questão tempo. Perto ou distante.
[Luan Matheus]
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
O meu e o seu, ou vice-versa
Guardo com muito carinho um certo coração
Que ganhei em uma dessas noites estreladas.
Esse não foi fruto de roubo, tampouco uma ilusão.
Peguei com cuidado, embrulhei com alguns sonhos e guardei.
Me perguntaram no dia seguinte:
E a moça ficou sem coração?
De pronto respondi: não, claro que não.
Dei o meu pra ela. Fizemos uma troca, uma transfusão.
Não que seja meu ou dela a posse, nem queríamos que fosse.
Tenho pra mim que assim não seria tão sincero.
São apenas dois corações.
Semelhantes, amantes errantes, enlouquecidos, fascinantes.
Em peitos diferentes, mas no lugar certo.
[Luan Matheus]
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Queria, quem sabe, poder dizer o contrario
Mas as coisas não assim.
Queria as vezes seguir o bonde da vida fácil
Mas estaria no caminho oposto ao meu destino final
Queria pelos um dia que as coisas fossem mais fáceis
Mas as algemas nem sempre prendem os punhos certos
Na verdade, elas prendem bem mais os errados.
E assim eu sigo: caminhando, poetizando, lutando.
Num caminho onde a coerência é ação que rege.
Por mais difícil que possa parecer,
Ou distante que possa estar, mas sempre nesse caminho.
Chegaremos a dias melhores, e há de ser.
Luam Matheus
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Precisa-se de Formatação!
Se abaixe, fogo cruzado!
Cuidado!
No cruzamento onde o começo é o fim
O fim cada vez mais parece o começo
Eu busco respostas e acho mais inquietações
Socorro! Socorro! socorro!
Cade vez mais alto minha cabeça gritava
E eu pedia silencio e o silencio não vinha.
Carregando... 4... 3...2...
Não, não, não!
Pare com isso!
1... Download concluído.
Baixou o tal espirito
Luam Matheus
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Trago
Já que é assim:
Me permites o último trago?
Na verdade nem sei se o aproveitei como devia
E nem mesmo sei se devia
Mas sei que a sensação posterior não é nada boa
Uma mistura e tudo e nada
Um oco mental, um desmantelamento físico
Não pelo trago
Mas pelo que trago com ele
Só espero que tudo isso suma junto da fumaça
Ou ao menos que acabe rápido, como um trago após o outro.
Não adianta mais navegar por rios submersos
Nem sobrevoar áreas pouco habitadas
Não se devolve a fumaça que virou cinza
Nem o palito que virou fogo
Mas se faz mais fumaça da cinza
E mais fogo do palito
Outras fumaças, outros fogos
Melhores, eu espero.
Luan Matheus
Não quero mais essa comida
A cada sussurro
A cada suspiro
A cada pedido de socorro
A cada subida ou descida do moro.
Eu me espanto mais e mais,
Como as coisas deste mundo
Mundo sem freios, de desiguais,
Estão caminhando ao encontro da morte
Nos jogam na rua, como ninguéns, sujeitos a qualquer sorte.
E violam nossos sentidos e direitos.
Amargurados, perdidos. Famintos.
Eles, com fome de sangue, de suor e de dinheiro.
Sugam nosso amor, nosso espírito, nossa vontade.
Sangue-sugas arraigados de vaidade.
Não nos deixam escolha, saída ou solução.
Junta tudo numa receita só,
E nos dão de sobremesa após cada refeição.
Eles falam em educar, ensinar.
Já eu falo em manipular, em alienação.
Pois degusto isso todos dias antes do jantar.
Em frete da tevê, na sala de estar.
Já é tempo de provar outros pratos
Outros sabores, outros amores e outras amoras
Com outros atores, autoras e auroras.
Luan Matheus
A cada suspiro
A cada pedido de socorro
A cada subida ou descida do moro.
Eu me espanto mais e mais,
Como as coisas deste mundo
Mundo sem freios, de desiguais,
Estão caminhando ao encontro da morte
Nos jogam na rua, como ninguéns, sujeitos a qualquer sorte.
E violam nossos sentidos e direitos.
Amargurados, perdidos. Famintos.
Eles, com fome de sangue, de suor e de dinheiro.
Sugam nosso amor, nosso espírito, nossa vontade.
Sangue-sugas arraigados de vaidade.
Não nos deixam escolha, saída ou solução.
Junta tudo numa receita só,
E nos dão de sobremesa após cada refeição.
Eles falam em educar, ensinar.
Já eu falo em manipular, em alienação.
Pois degusto isso todos dias antes do jantar.
Em frete da tevê, na sala de estar.
Já é tempo de provar outros pratos
Outros sabores, outros amores e outras amoras
Com outros atores, autoras e auroras.
Luan Matheus
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
A vida, um tanto quando paradoxal
Ora se estende sob meus braços amargos
Ora sob os fartos sorrisos que instem em saltar de meus olhos
E num meio tom introspectivo
Se esconde dentro de mim
Uma covarde, vamos convir!
Mas quem não queria uma dia
No meio de entrelaços,
Entre a historia e varias estorias
Ter um buraco onde se esconder?
Luan Matheus
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Sinto coisas que não sei
Ja fazem dias que quero fazer algo que não sei o que é.
Dias estranhos, de sonhos reais
De realidades distorcidas
De alegria que se junta com tristeza
De valores reforçados e certezas perdidas
A definição disso me parece cada vez mais distante
Mas nem me adormento muito
Sei que é de mentes inquitas que o mundo precisa pra girar!
E enfim, de dentro pra fora.
A poesia gira.
A poesia gruda.
A poesia vive.
E permaneço sem saber o que!
Dias estranhos, de sonhos reais
De realidades distorcidas
De alegria que se junta com tristeza
De valores reforçados e certezas perdidas
A definição disso me parece cada vez mais distante
Mas nem me adormento muito
Sei que é de mentes inquitas que o mundo precisa pra girar!
E enfim, de dentro pra fora.
A poesia gira.
A poesia gruda.
A poesia vive.
E permaneço sem saber o que!
domingo, 20 de novembro de 2011
O paradoxo de um sentimento desnecessariamente necessário
Há quem diga que muito tem
Há quem diga que não
Há ainda aqueles que aprendem a conviver
E os que enlouquecem em vão
Há quem nele veja o prazer
E há quem veja a solidão
Há até quem o ache imprescindível
Como que fosse o gás de ascender o fogão
Há quem diga muita coisa
Há ate quem te negue um cigarro, mesmo que não fume
Mas não há coisa mais desnecessariamente necessária
Que o ciúme.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Não sou um artesão das letras?
Vezes e outra vasculhando meu tão curto vocabulário
Buscando rimas entre o real e imaginário
Percebo que me falta uma ferramenta
Outras vezes falta a junção
E já digo logo: não sou ou sei ser artesão!
Do outro lado um grito forte:
Basta ter coração!
E ainda outra voz: nunca é tarde para começar!
O segredinho é que já comecei.
Mas nunca fui muito adiante!
As letras já me artesanaram
E eu nem mesmo arreparei.
Mas de repente, não mais que de repente
Por um sussurro, uma fala ou um grito.
Descobri-me um poeta por vir
Só não tinha dado fé ainda.
Nasci em um jardim onde o sol nunca deixa de brilhar
Mesmo quando há chuva, trevas ou trovão!
Me disseram um dia: Basta ter coração.
Sou planta de uma semente
Que planta outra semente.
E juntando mão com mão,
Semente, nossa mente e outra semente
Formamos um grande jardim plural e bonito.
[Fruto de uma conversinha sobre artesanato, jardins, flores e sementes, com: Fernanda Arrais Luan Matheus Gisele Morais Laelia Carvalhedo e Alderon Marques]
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Posso te pedir um favor?
Envie noticias para os daí!
Aqui está tudo meio caótico ainda.
O meu sossego não descansa
Minha mente, pálida como meu rosto
Padeci diante de tanta ordem, tanta regra!
O desenvolvimento é palavra da vez!
Tudo, eu disse tudo, é feito a seu favor.
A passos lerdos as coisas andam para um futuro
Um futuro tão incerto, como o presente atual.
Eu preciso urgentemente me mudar!
Sair desse marasmo angustiante
Dessa masturbação psicologia,
Quem não me trás orgasmo.
Eu preciso da desobediência,
Da desordem, do avesso, do revés.
Eu preciso viver. Sem preocupar-me com as balas perdidas
Ou com os assassinos que ninguém vê
(Aqueles que fazem metade dos terráqueos morrerem de fome)
Pra vê se quem sabe assim
Eu consiga significar a mim mesmo!
Porque neste momento,
Não sei mais se sou eu ou se sou os outros.
Se estou vivo, ou apenas penso que estou.
Aqui tudo é tão mentiroso, contraditório.
Que até eu mesmo pareço que sou, quando penso que não sou!
[ Luan Matheus]
terça-feira, 25 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
O oposto daquilo que acaba
é o que começa ou que não tem fim?
A mente humana é repleta de ideias?
Ou as ideias é que são frutos de nossas mentes?
A duvida, faz a busca, a busca faz maior a cada instante.
E maior, e maior, E MAIOR.
Loucura
Enlouquecida!
Para de perguntar ser estranho. Age!
(Luam Matheus)
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
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