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segunda-feira, 2 de maio de 2011
Amor Proibido
Qual a rosa que busca em tenro vale
Sua essência nas águas mais profundas
Sou pra ti ser do amor e sempre inundas
Com um olhar que é só teu ... (mas que eu me cale!)
Quando em ti me lancei (que agora eu fale!)
Foi paixão que aflorou sem ter medida
Mas meu peito é sedento e em seguida
Veio a mim a certeza e o proibido
Pois teu beijo não hei de ver nascido,
Nem tua mão em meu corpo acolhida
(João Rolim)
domingo, 24 de abril de 2011
Nenhum poeta ordinário
Será capaz de sonhar
Sonhos que um dia sonhei
Ou matará um dia
Aquela cria do sonhar:
......O amor que um dia eu matei
Nenhum, nenhum, poeta
Pois mais que sejam repletas
Suas dádivas declamantes
Não será pra mim completa
A descrição: ser amantes!!
Fosse o frenesi
Fosse o que fosse...
A minha mansidão é igual da caatinga
Igual a fulô de dia
Numa noite dum sem fim.
João Rolim
Sonhos que um dia sonhei
Ou matará um dia
Aquela cria do sonhar:
......O amor que um dia eu matei
Nenhum, nenhum, poeta
Pois mais que sejam repletas
Suas dádivas declamantes
Não será pra mim completa
A descrição: ser amantes!!
Fosse o frenesi
Fosse o que fosse...
A minha mansidão é igual da caatinga
Igual a fulô de dia
Numa noite dum sem fim.
João Rolim
Todo cabra valente do sertão
Tem fraqueza guardada e escondida
Uma sina que fere sem medida
O seu peito e o bravo coração
Ou é moça, e chora ao ter paixão
De um belo sorriso de menina
Ou saudade, se for pra ser da sina
De estar longe do povo que o pariu
Estes são pontos fracos que o feriu
Trancafiando sua dor bem na surdina
(João Rolim)
Uma sina que fere sem medida
O seu peito e o bravo coração
Ou é moça, e chora ao ter paixão
De um belo sorriso de menina
Ou saudade, se for pra ser da sina
De estar longe do povo que o pariu
Estes são pontos fracos que o feriu
Trancafiando sua dor bem na surdina
(João Rolim)
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Orvalho
Sinto o orvalho sereno em minha face
Quando o choro me escorre pelo rosto
Não pensei que o amor teria um oposto:
Indo ao chão como o grito em desenlace
Mesmo sendo um poeta que trespasse
Todos males e injúrias deste mundo
Este meu triste peito é vagabundo
Igual todos que choram por amor
Não reclamo, pois sei que essa dor
Nunca deixa esquecermos um segundo
Quando o choro me escorre pelo rosto
Não pensei que o amor teria um oposto:
Indo ao chão como o grito em desenlace
Mesmo sendo um poeta que trespasse
Todos males e injúrias deste mundo
Este meu triste peito é vagabundo
Igual todos que choram por amor
Não reclamo, pois sei que essa dor
Nunca deixa esquecermos um segundo
(João Rolim)
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Sem mais tempo
A poeira que seca tua garganta
Sempre esteve fadada ao descaminho
Dos sem peito de amor e sem carinho
Nem mais chora, nem grita, nem se espanta
A poeira atropela tua saliva
E a saliva de outrém em tua frente
Não há mais quem te cheire o corpo quente
Não há dois: tu sem Dom, e eu sem Diva
Mas consola-me o pó por entre os dedos
Pois eu sei que não sou eu só segredos
Nem eternos segredos tu só és
E ao final: insucessos e injúrias
Pelo amor, que do pó, pariu luxúrias
Foi findando e morrendo no através.
(João Rolim)
sábado, 2 de abril de 2011
De graça, com hombridade

Vivo sempre em um mar-desilusão
Vivo sempre em um mar--a-Deus-dará
Vivo sempre em um mar-do-Ceará
Vivo sempre ao mar-dessa-paixão
Mas ao menos despreso a ilusão
De mentiras, desonras da metade
Sobreponho o certo da igualdade
Vou orando às presses dos carinhos
Vivo sempre no mar de meus espinhos
Superando com graça e hombridade
Eu nasci pra ser célebre curandeiro
Curo o escuro e o raio que é clarão
Nunca hei de ser pouco na missão
Que é salvar corações sem paradeiro
E no peito que o sangue for ligeiro
Remedeio com fúria e com vontade
Pois anseios que assolam a mocidade
São os medos de estar sempre sozinhos
Vivo sempre no mar de meus espinhos
Superando com graça e hombridade
Não supero a distância e me assola
Não supero a vontade do meu peito
Pensamentos de vôo que são sem jeito
Nos meus mundos de enjôo,, não me consola
O meu jeito é sem jeito, um jeito-esmola
Quando alguém de tão longe sem maldade...
Me desperta o silêncio da vaidade
Nessa hora eu me perco nos caminhos
Vivo sempre no mar de meus espinhos
Superando com graça e hombridade
(João Rolim)
segunda-feira, 28 de março de 2011
Um bicho do mato...

Uma pequena homenagem aos amigos da Banda Validuaté, Teresina/PI. Um abraço a todos.
Sou das brenhas o calor da apartação
O chocalho ligeiro da novilha
Avoante trancado na armadilha
Carcará violento do sertão
Obriguei usar chita Lampião
Fui da gripe o remédio lambedor
Ensinei a Da Vinci a ser pintor
E Gonzaga a ser rei dos sanfoneiros
Sou a fé que conduz três mil romeiros
Eu sou bicho do mato, sim senhor!
Sou o beijo roubado da donzela
E sou fogo que cria esse pecado
Sou o Rio Parnaíba esquartejado
E Cabeça-de-Cuia sentinela
Arrastado dos sinos da capela
E poeira do xote dançador
Sou cordel declamado com fervor
Bem no centro da feira em Teresina
Cajuína gostosa e cristalina
Eu sou bicho do mato, sim senhor!
Eu sou vale profundo e bom de terra
A nascente que leva a água santa
A criança que cai e se levanta
E trás paz com uma rosa em plena guerra
Sou poeta que acerta e também erra
Um punhal que dá risco em cantador
A peleja sincera sem ter dor
Numa simples e bela cantoria
Sou pra ti, sol em noite, lua em dia
Eu sou bicho do mato, sim senhor!
(João Rolim)
domingo, 27 de março de 2011
A sina do namorador

Eu, passeando pela praça, todo suadento
Num andamento bem andado, muito matutando
Quirinizando sobre a vida, de sapênça feita
“Se desenfeita minha sina, por não ´tá amando?”
Sou doutorando de solteiro, rabichando as saias
Que ‘ocê me atraia com macumba de vez, sempre em quando
Pois vá pensando que meu jeito você assassina
Minha menina, não sou flor que você ´tá cheirando!
Dou piscadela, pra donzela se desdonzelar
Anamorar, cantarolando uma luxuridade
A claridade de faísca todas nas paredes
E minhas redes balançando de felicidade
Sonoridade de gemidos bem acordeados
E cadeados pelos braços presos de vontade
Na vaidade dos pecados dessa belezura
Uma frescura de suor e de viscosidade
De manhãzinha, ouço a chuvinha pelo meu terreiro
O Juazeiro vem dizer que quer florar mais cedo
Pelo arvoredo, vou contente pela vida mansa
Que não se cansa de beijar e nem pedir segredo
Vou pro folguedo namorar com Sinhazinha Rosa
A caridosa que mais eu, atua nesse enredo
Estalo o dedo, bem faceiro, mostro a posição
Quando o rojão se papocou, eu nem tinha mais medo
“Seu Zé Pequeno, bote um dedo de fogo de cana
Que Mariana vem mais tarde pra nós se amarrá
E se juntá ela mais eu, não fica nada em pé
Nem buscapé tem mais quentura que meu namorá
Me traga um taio desse umbu, pr’eu tirá esse bafo
Já engarrafo, tomo outra, pode pendurá
Meu naturá é ser danado, como diz meu pai
E se ela cai, daqui não sai, inté eu lhe deixá”
Volto pra casa, bem contente, todo lambuzado
Pra ser amado por Maria de compadre Zé
Se cafuné não me derruba, não derruba nada
Nem punhalada de compadre, quando ele der fé
Mas no sopé do meu terreiro tem um canto escuro
Que me misturo com Maria que nem dois relé
Meu pangaré me dá guarida, provando amizade
E a docidade de Maria vira um picolé!!!!
(João Rolim)
Do sertão
Pra ser homem, ser macho do sertão:
Tem que ter um cangote a se beijar
Tem que ter um café, um cochilar
E uma rede gostosa no oitão
Ser de vera e querer ser simples João
Com Maria esperando em furta-cor
Ter esmola de poesia pra compor
E lhes dar com sinsera e boa lua
Não fazer presepada sem ser sua
Ser feliz: declamar num mar em flor
(João Rolim)
sábado, 26 de março de 2011
Ser Por Vir

Uma vez me contaram uma história
De um pequeno, sedento grupo e são
São de mágoas, tristeza e ilusão
Mas doentes de amor, paixão notória
Pra ser épico, soneto em verso e glória
Não precisa ser grande e sim completo
Ser assim: de uns poetas do afeto
Ser um sim, nunca um não nem um talvez
Ser Por Vir, ter na sina a sensatez:
Sociedade inteira, em mesmo teto.
(João Rolim)
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