Mostrando postagens com marcador Fernando Magalhães Alves. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fernando Magalhães Alves. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
SAUDADE DE MIM
A chuva constante,
Há chuva em meu ser.
E um frio,
Tão grande...
Que o vinho não aquece.
No findar do outono,
O inverno castiga
As folhas mortas,
Minha alma, à meia luz.
Existe algo cinza
Em tudo que vejo.
Sinto uma saudade
Do calor de meus dias
Dissipando...
Como as próprias folhas
Que o vento não pode levar.
E a água encharcou.
Sinto saudades do sol,
E de mim,
Que em sonhos,
Padece.
Fernando Magalhães Alves.
terça-feira, 21 de maio de 2013
Tocaia
Era sim seu doutô,
foi lá pelas bandas de São Benedito,
fez-se um silencio danado,
desses que dá meio-dia,
só se assuntava o vento
e o passarinho lá longe, anunciava o evento.
Vinha montado a cavalo,
um jovem, todo garboso,
tinha no bôrso um diproma,
era muito estudioso.
Vinha sorrindo, contente,
com a intenção valorosa,
de fazer um bom governo em sua Cidade formosa.
Mas o político tinhoso,
era de outra opinião,
prometeu o que não tinha,
só restou uma solução:
Calar quem muito falava e abria os olhos do povo...
Um estampido maldito,
veio aumentando o clarão,
calou-se o meu sertão.
Acertando no ouvido,
um jovem caído ao chão.
Os sonhos,
tudo acabado,
foi um silencio danado...
de cortar o coração.
(Fernando Magalhães Alves)
Prontinha
Os mil sussurros
Incomparáveis,
Condenaram-me
Ao óbvio.
Sou teu,
Mesmo sem ser,
Brincando
De se arrepender,
Passeando assim,
Devagar,
Pelo rubor
De teu corpo
Em devaneio.
Teu suor,
Quente,
Arde,
Em mim.
Agora nem é manhã...
É tarde. Literalmente.
(Fernando Magalhães Alves)
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
O trem
Relembro
a estrada
em ferro
infâme,
enquanto
a janela
moldura
meu ser.
Recordo
as árvores,
loucas
apressadas.
O barulho
do ferro,
o balanço
das folhas,
o banzeiro
sem mar,
o trilhar do trem.
O acalento
da alma.
Última estação,
o encontro
do amigo.
O abraço do irmão.
Um bilhete
no bolso.
A viagem de volta.
O adeus com a mão.
Próxima
estação.
Foi assim.
Não foi?
Foi não?
(Fernando Magalhães)
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Janeiros
Por anos a tua companhia...
Moldou-me, fazendo acreditar,
Que existe mesmo esse tal amor...
Dentro de nós em algum lugar.
Por luas, os sóis foram brilhando,
A chuva, o vento dissipando,
As folhas ressecadas,
Outubros enfeitando.
A minha vida,
A tua...
E o tempo foi passando...
Passando.
Poema escancionado,
Teu riso me encontrando.
Meu copo, ainda cheio,
Tua taça, transbordando.
Dá-me tua mão... Amor.
Tua vida em mim, paixão...
Jardim de toda cor,
É flor... Desabrochando.
TE AMO.
(Fernando Magalhães Alves)
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Simples assim
Eis que vem
Vestida,
Cor branca,
Disfarçada de anjo.
Num dia morno,
Desses em que o pôr-do-sol
Refuga o horizonte,
E apenas alguns raios
Em cores frias
Tingem o céu, timidamente
Ao findar do dia.
A natureza moldada
Pelo brilho frio,
Silhuetas de todas as formas
E tamanhos.
Morta, morta natureza.
Ela vem assim,
Com esse beijo mórbido,
De serpente,
Enfeitiçando...
Do mais doce veneno,
Adormecendo aos poucos
Os olhos de alguém,
Que simplesmente
Viaja em literal,
Ouvindo o Rod Stewart
Cantando sailing...
Ouvindo o Scorpions,
Balando still loving you.
Simples assim.
BOA NOITE!
Fernando Magalhães Alves. 02/05/12
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Meu sonho
No silêncio
Da noite,
Refaço
Meus
Planos,
E sem
Desenganos
Espero
Por
Ti.
Nessa
Ânsia
Louca
De ter-te,
E Deter-te
Em
Meus
Sonhos.
Até
Que
Essa
Noite
Se faça
Porvir
TE AMO.
Fernando Magalhães Alves. 27/04/12
terça-feira, 17 de abril de 2012
Quase dia
Nem sei se era noite,
Ou se era dia,
Só sei... Mergulhei
Nessa magia.
E te vi estampada,
Em cada espaço.
E quando cá, dei por mim,
Sem teu abraço...
É que me foge a razão
Como a noite,
Quando se esconde
Da aurora por um tempo.
Ante teu riso, sereno,
Meigo, doce...
Que me invade,
Cortante, aço infame,
Como a saudade que sinto
Em vão momento,
Quando só tua presença,
É importante.
Quando só em ti pensar,
É um alento.
(Fernando Magalhães Alves) 17/04/12
Fome de amor
Meu mundo em horizontes mágicos,
À margem sempre da razão.
Me apaixonar de novo a cada dia.
Aprisionei-me em teu coração.
O teu sorriso, belo, contagia,
E a clausura é doce, tão singela...
Que não resistiria liberto,
A bel contento.
Nem encontraria prazer em outra bela.
Não quero induto, nem natal, nem outra data.
Quero carinho, prazer...
Me vem... Me mata.
Quero de ti o amor,
A qualquer preço, como desses
Que ante a morte enlouquece.
Pois viver sem ti... É calmaria.
Uma vida sem flor...
Nem poesia.
(Fernando Magalhães Alves)
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Meu sol, meu mar, meu ar.
O poder do teu olhar,
Vai bem mais além...
Do que pôde
Meu pequeno mundo
Imaginar.
Na tua ausência,
Sou simples.
Loucura... Tentando te alcançar.
Por isso me lanço...
Em tua busca.
Pelo céu, pelo sol...
Pelo mar.
Então... Me ame,
Eternamente...
Não me deixes
Queimar.
Te amo, meu sol...
Meu mar... Meu ar
Fernando Magalhães Alves
03/04/12 Mato Grosso.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
É hora de amar
Perdestes o sabor do amor,
Se foi de maneira brusca,
Roubado de ti...
Por anos à margem de si
Tentando transcender,
Transcender o sofrer...
Transcender a dor...
Alma emudeceu,
Coração calou.
Porém a arte,
Essa mesma, que ficastes à parte
Apareceu, ressurgiu...
Ressuscitou o amor...
Emudeceu a dor,
Alma transcendeu,
Tudo aconteceu,
Coração saltou...
Encontrou o amor.
Nos olhos de alguém
Que te cativou.
Então vem cá...
Dá logo esse abraço,
Nesse nosso espaço,
Concreto de antes,
Que apenas pra nós
Tornou-se abstrato.
Não adianta lutar,
Contra esse aço,
Que é furor do amor
Da paixão, no encalço.
Em vão tentativa
É vão o pensar
Pois o anjo agora ordenou:
AMAR.
Fernando Magalhães Alves
Ribeirão Cascalheira MT 17/02/12
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
NOITE QUE EMBALA
Silêncio...
Na noite...
Que passa...
E passa
E embala os sonhos...
De quem não dormiu.
Sou eu e os grilos,
Os grilos da noite...
E os da massa cefálica.
Silêncio na noite...
Que passa e repassa
E apaga o passado.
Sou eu e o tédio,
Que não tem remédio...
E ao sono conduz.
Sou eu simplesmente,
Na noite que embala
E nos pede apenas...
Silêncio total.
Fernando Alves Magalhães
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
A PARTE SÓBRIA
Mergulhei mais uma vez no horizonte,
Tentando te encontrar...
Vãs tentativas.
Incansável em meu ébrio pensamento,
Eu queria te ter num vão momento
Em que eu fosse a tua parte...
Complemento.
Ou que eu fosse o teu sol no horizonte.
Embalado em meu álcool,
Vão alento... É que fixo os meus olhos, em teu mundo,
E me faço de escravo a teu contento...
Só para te ter mais perto a cada instante.
Incompleto e escravo da saudade,
Chego a sentir o teu cheiro em qualquer brisa
Chego a ouvir tua voz em toda parte.
Pois o amor que a ti tenho é infinito...
E essa paixão que me aquece,
É sóbria... É arte.
(Fernando Magalhães Alves)
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
A INDECIFRÁVEL FAÇANHA DE VIVER
Você era apenas um pontinho,
De repente salta pro mundo.
Começa a conhecer tudo...
Os vultos, as luzes, as cores...
As vozes, os toques, os aromas...
Sabores.
E você era apenas um pontinho...
Conhece os pés, ah os pés...
O chão, os passos, a água, o fogo... O cair e o levantar...
O vento no rosto,
Andar, correr, pular.
O Frio, calor... Emoção. E sorri desde o primeiro instante.
E você que era apenas um pontinho.
Conhece o medo, a fala, as palavras, os amigos...
Escola, ahh como era maravilhoso a escola.
Os sonhos, os mestres, a paixão, as paixões.
O amor... Ah o amor...
E você era apenas um pontinho.
E conhece o grito, o silencio
A dor, as dores, conflitos...
As lutas, vitória, vitórias.
E às vezes esquecemos de viver o simples viver...
Dos pequenos detalhes.
Da inocência do olhar...
De parar pra ver, enxergar.
E você era apenas um pontinho
E conhece o mundo, as raças, as crenças e as crendices.
O poder, ah o poder...
Que destrói ou nos faz crescer.
E você que era apenas um pontinho...
Pontinho...
Já parou pra pensar quem é você?
Ainda há tempo pra mudar,
Se você quiser...
Se você quiser.
(Fernando M. Alves) 18/01/2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Chuvas e curvas
Não aguento mais o som do meu silêncio...
Do silêncio do sono que não vem.
Não misturo mais saudade com distância,
E nem confundo brinquedo com infância.
Não te procuro mais, em simples desatino...
De sonho de menino,
Menino que já fui.
Não me espere, num simples devaneio...
Pois o meu carro que desce hoje tem freio,
E reconhece o terror de cada curva.
Não me fascinas mais, orvalho de amor...
Que me embriaga, prazer, sabor de uva.
Pois me perdi em faróis de cor neon
E deslizei... Pneu liso, em tom de chuva...
Pra me encontrar no prazer... de outras curvas.
Fernando Magalhães Alves- Cuiabá-MT sexta-feira 13/01/12
Assinar:
Comentários (Atom)




