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terça-feira, 27 de agosto de 2013

O TRAJETO


O Trajeto





Uma gentileza de fim de tarde
E oração bendita,
Dedico a ti sua menina bonita!

Branco vestido, sempre a cintar
Tira o fôlego dos rapazes ao passar

Ah Sinhá que fizestes pra ser tão bela?!
Antônio Andorino não para de te admirar,
Espera o bonde das dez da manhã, só pra te observar!
A parada dele seria dantes, 
Mas para contemplar sinhá um pouco mais
Acha de descer na sua estação
Sem que a bela moça perceba anda meio que de soslaio
Respirando e suspirando as essências de Ylang Ylang, Jasmim, 
Neroli di Grasse que menina romântica exala ao vento
As marocas da Rua 13 já estão a bizoiar 
João Andorino e suas andanças atrás de Sinhá tão dando o que falar:
–O que tu fizestes moça para arrebatar o coração deste pobre homem?!

Ninguém nunca descobriu, 
Mas num dia ensolarado como de costume, 
Na mesma hora, local e atitudes, 
Sinhá tropeça no batente da calçadinha da cafeteria
E lá estava Antônio Andorino para levantá-la
Mesmo com os batimentos a mil, o rapaz ajudou-na!
Ela com gestos de agradecimento lhe soltou um sorriso
E perguntou qual sua graça e frisou nunca o ter visto 
Sendo que para Andorino Sinhá era uma bela conhecida
De suas andanças e nenhuma investida, 
Ficaram de conversa, ela iria o cumprimentar 
Para seu caminho continuar
Antônio nervoso e impaciente
Disse a menina que a conhece e a amou desde sempre
Assustada pergunta como isso poderia acontecer:
–Um desconhecido, assim não pode ser!?

Ele falou palavras doces, explicou a situação e a chamou para 
Um café na Rua da União, ela atordoada, mas aceitando
Falou suavemente: –Vamos!
Sinhá uma moça romântica, ouviu seu coração 
Ao convite de um simples café, acelerou de satisfação
Tempos por vir Andorino deixou de platonizá-la, 
Bombons e flores eram sua pedida
Aportou seu amor dentro de Sinhá, 
E como âncora fixou estadia por um ano
Céu azul...ondas do mar...briza leve...sol poente
Configurou o casamento, tão idealizado por Andorino 
Sinhá nesta altura estava tão arrebatada de amor 
Que uma singela lágrima saltou de seus negros olhos
Selada união...
O Beijo...
O começo...
E aquele cenário os convidando 
Para um mergulho numa união sem fim...


J.Di Castro

quarta-feira, 25 de abril de 2012

OS AMANTES E A DISTÂNCIA




SÓ A DISTÂNCIA É CRUEL COM OS AMANTES, O BASTANTE, QUANDO ESTES SENTEM SAUDADES E NÃO SE ESTÃO POR PERTO.

DECERTO O CORAÇÃO RECLAMA, EXCLAMA MESMO, PERGUNTA O PORQUÊ DISSO ACONTECER E CLARO, NÃO OBTÉM NENHUMA RESPOSTA!

AMAR É UMA GRANDE APOSTA, IMENSAS DISTÂNCIAS PODEM AMPLIAR O AFETO DE QUEM GOSTA E TORCER PARA UM DIA, O MAIS BREVE POSSÍVEL, ENCONTRAR O QUE DÁ SENTIDO À SUA EXISTÊNCIA.

POR ALDERON MARQUES E ROSSEANE RIBEIRO

DIA 20/12/2012

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Poesia evolutiva de um poeta marginal para uma poesia mulher

Poesia Evolutiva



Ah...Quando somos fetos em borbulhas de amor até dois anos de idade;

ouvimos falar de poesia pela mãe ou pelo pai, alguma visita, enfim,

se é que eles gostam de nos falar disso ou daquilo...

Quando somos ainda meio crianças entre três e seis anos de idade,

lemos, decoramos, declamamos e adoramos poesias com vontade,

se em casa ou na escola nos ensinam isso ou aquilo.

Quando somos crianças até dez anos de idade,

começamos a querer interpretar e saber de fato

o que é que são as poesias. Haja fôlego, espírito intranquilo!

Quando na adolescência e puberdade chegamos,

a vida, o pensamento e algumas poesias ocorrem

alguns vivem, outros pensam, alguém (re)escreve...

Poesias de virar a noite, de romper o dia!

Poesias de flertar a morte, de esnobar a paixão.

Poesias de contar com a sorte, de cair em ilusão.

Poesias de dizer um mote, de cantar o que se sabia!

Mas a poesia hoje é o que nos relembra a humanidade que em cada ser é.

Poesia sentimento, poesia ação, poesia introspectiva, poesia extrovertida...

Poesia pegou em mim, me seduziu, me sacudiu com o raciocínio e senti amor.

Poesia pairou no ar diante de minha incredulidade e me fez contemplação, irrealidade.

Poesia por todos os cantos, de todas as formas, comigo ela mexe; e contigo?

Quando somos mais maduros e velhos, por vezes enviesamos a mente:

a traímos com a prosa seja no livro mais querido, seja na literatura mais lógica e meramente laboral.

Então só de vez em quando a poesia é renamorada e rememorada em um ou dois versículos,

pois sua linguagem, todavia, não é para seres comuns, é para seres sublimes e errantes.

Tenho saudade das poesias que vinham e inspiravam paz, refôlego e toda a vida devir.

Minha sorte, - não sei a sua, não sei a vossa -, é que a poesia, ela de vez em quando reaparece;

traz novidades, reanima meus pensares e suscita idéias de meditação.

O mais importante, como se sabe, é poder ler e escrever para que outrem sinta algo diferente.

Quanto mais diferente você puder sentir-se, isto é o que faz a poesia necessária, plena.

- Nunca perca a poesia! Nunca nos perca, poesia!

Ei poesia, tu sabias que eu te amo quando uma menina acolá me beija e te poetisamos juntos, por sua causa? Pois é, pois é, ora pois não, ora pois não! Mas poesia, aqui entre nós, a gente te vive mesmo sem dizer tudo até o fim, a gente te sente é na língua na língua, amor no amor... você saca o que queremos dizer não é?

(para Márcia M. com todo o amor que houver nesta, nas anteriores e nas outras vidas, pois ela é minha poesia-mulher, apesar de estarmos tão distantes e meio separados hoje – tudo por culpa do mundo dos homens, você sabe disso -, serei teu eterno namorado e poeta marginal)

jpsm