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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Um Duque de Copas no caminho

Por marmalade skies, kaleidoscope eyes

Das coisas que estavam no asfalto
mal lembro sob minha pegadas
um percalço no meu caminho
sobretudo um redemoinho
que expôs almas famigeradas

Entre o salto, o cigarro e o grito
traços poucos de vinho e sobriedade
um Duque de Copas no caminho
tantas outras fazendo o desalinho
que restaram incólumes de última verdade

Desligo-me, mas falta-me o fato
que fito da consecutiva rota
em cada parcela penso a existência
dádiva duvidosa, faz a ciência
do mundo niilismo roteado sem volta

André Café

Há ali um Duque de Copas


Canta o tempo sobre dias e querer
é o que move a sede de chão
para esvaziar, para suprimir
passo a passo no encontro do carteado

Há ali um Duque de Copas esquecido
o brinde da eloquente razão da angústia
houve ali uma memória de fúria
haverá senão ternura neste caminho

Canta o tempo como a noite é fria
é o que movimenta o descontínuo continuar
para encontrar, fazer surgir
o enlaço da vida em seu limiar

André Café