Mostrando postagens com marcador Rafaela Fernandes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rafaela Fernandes. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A insustentável leveza do dia II


Já não tenho a ilusão daquele minuto,
O tempo tem pressa: abro a porto e salto.
A cidade não espera
E os muros falantes ordenam:
"viva seus sonhos"
Todos os dias no imperativo.

rafaela nandes


Enquanto os ciclos não se fecham
Carrego o peso das entrelinhas
Sou refém das minhas decisões.

rafaela nandes


na ânsia pela liberdade,
esquecemos o quanto isso aprisiona.

o importante não é querer,
é ser.

rafaela nandes

quarta-feira, 2 de outubro de 2013


Dolorosamente a palavra sangra
O parágrafo-defunto denuncia o crime cometido
O poeta foi preso sem direito a voz
Na pressa não perceberam que a ideia ganhou vida

rafaela nandes

Eu quero uma mesa de bar onde tudo é possível,



Eu quero uma mesa de bar onde tudo é possível,

Segredos são revelados,
Planos são arquitetados,
Amores são vividos,

E despertar da noite amanhecida com os olhos borrados de ressaca.

rafaela nandes

a insustentável leveza do dia


todo dia só peço mais um minuto
o outro sinal ainda está verde
não quero abrir a porta do carro
não quero abrir a porta para rotina

- tchau, já vou! até mais tarde.

rafaela nandes


aos iludidos: uma boa dose de realidade,
basta de sonhos,
basta de conspirações do sul,
quero novas direções.

rafaela nandes

1987!


queria uns versos para colorir meus fios brancos,
uma melodia para aumentar a distância desse tempo abafado,
quase um quarto de século.

rafaela nandes