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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Resumo-me para expandir-me!



Na extensão das minhas afirmações, que contradizem minhas sólidas, impenetráveis, formais instituições, atualizando para meu por vir a vida de um sujeito de facetas.

De todas as faces, de múltiplas fases!

Na consolidação de minha negritude de pele branca, rubra consciência contraposta à hegemonia alienante.

Colorindo meu céu com o arco-íris de uma utopia realista, científica, que molda na medida de cada linha, de cada livro, de cada experiência, minha própria luta de extensão coletiva.

Me afirmo!

Me pontuo com minhas exclamações, postuladas por minhas interrogações, construindo meu sujeito eu, para dissolver-se na construção do meu sujeito coletivo.

Orgulhosamente desconstruo a mim como a frenesia delirante de uma erva realista, posto que de paciência revolucionária, para ver o tato e olfato dos sentidos que inexistem em meu próprio eu de segundos atrás.

Permissão!

Daquilo que nos cabe, daquilo que somos!

Breno Botelho

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Meu povo, minha luta!



Solo seco da caatinga castigada, morre o gado a planta e a alegria,
Céu azul das manhãs iluminadas, no olho a gota que no céu não se anuncia,
Essa gota que emana pelos poros, que alivia a pele seca da agonia,
Esta gota em prantos rasos derramada, que a peleja dessa vida nele imprime,
É a gota da bendita esperança, que um dia há de cessar a tirania.

Como pode essa vida ser levada, resguardada com sorriso de alegria,
Se na alma nordestina tão cantada, vive a dor de tamanha agonia?
Quisera deus ter compaixão não destes filhos, há de haver quem dessa praga se enriquece,
Quem com ouro e prestigio se envaidece, se alimenta da injustiça e covardia.

domingo, 19 de agosto de 2012



Na lida do meu dia, vou sendo tudo aquilo que não desejava ser, quando ainda não sabia o que verdadeiramente me situa enquanto ser.

Breno Botelho

quinta-feira, 24 de maio de 2012

De Vinicius e Roberto.


Encantavam-me as bossas do velho diplomata, só não me cabem mais poesias de whisky sobre as brisas de Ipanema.
Quero versos dos noventa e nove, e não mais dos um por cento.
Casar-me nove vezes, vezes nove, com o novo.

New York, transatlântico e um show no fim do ano, Iê Iê Iê da ditadura.
Aprendi com um marinho e nele me inspirei:
Não falem de meu passado, eu o escreverei.

Ansiando um por vir rubro em nossa expressão, contesto: Se quiser ouvir meu povo, em qual disco devo compra-lo?
A quantas modas aderir para me sentir brasileiro?
Tem dias que eu fico pensando na vida e, sinceramente, não vejo saída.

Breno Botelho

quarta-feira, 2 de maio de 2012



E assim sendo dito pelos Deuses:
O certo é certo e o errado é errado.

E sendo eu um ser aberto
não me enquadro pelo certo,
me contento, sem desalento vou vivendo.

E erro, e prossigo,
e seguindo não me calo,
pois, calado desagrado a minha errônea expressão.

No meu erro desconcerto
desconstruo
desagrado.

E, alerta, digo de bom grado:
Quem comigo é errado
sofrerá de muitos pcados

Mas jamais padecerá
de por certo ser
infeliz viver.

Breno Botelho





Disse aquele que nada sabe
que nada pode.
Perdão

E dizendo, disse-lhe novamente
e novamente
e nova mente.

Breno Botelho

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Não esquecerei



Ainda vaga por aí a lembrança das torturas que vagavam pelas ruas de 64;
Ainda se espreitam nas memórias vociferas a saudade de um gemido, que deveras dor sentia;
Vagam e divagam, a cada dia e hora, em que o silêncio dos inocentes de outrora se transformam em escusa omissão;
A calva testa de aparente inocência, não esconde a indecência que acompanha as suas mãos, apenas os corpos;
Gritemos, pois, para afastar não só o cálice de sangue, mas também o cale-se do esquecimento.

Breno Botelho

É sobre a abertura dos arquivos da ditadura, fiz após o manifesto publicado pelo clube militar nas comemorações do golpe ente ano.