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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

À paisana



Nesse cenário rarefeito
De elogios já desfeitos
Dispenso a hostilidade
A qual crês ser minha vaidade

É preciso saber jogar
Esse jogo de quebra-cabeças
Adivinha, palavra cruzada,
Qualquer coisa articulada

Eu falo de mudança
Você pensa em aliança
Penso em aprendizado
Fazes de mim um autuado

Destruição, revide, esquema
Sou agora alvo ou ameaça?
Terei eu sofrido mutação
Ou houve um erro de proporção.

É tanta hipérbole e imaginação
Figuras soltas, desilusão
Se não for mera desfeita
É excesso de imaginação.

Eram cartas sobre a mesa
Ou o jogo é ping pong?
Sejamos ‘racional’
Assim mesmo, sem plural.

O que queres de mim afinal?

(Alice Alencar)

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Traje a rigor



Meu corpo é lança, dança
Ao ritmo que minha mão batucar
Bamboleia moleque a girar
Em qualquer terra, pelo céu e pelo ar

Minha ideologia não cabe no meu bolso
Mas meus sonhos, onde eu quiser
Meus planos, onde eu estiver
Minha mente não é calabouço

O sertão que me pariu,
Nessa pátria-mãe pouco gentil
Me fez sem rótulos mas de posse
De Língua, linguagem e paladar

Não me prendo no que limita
Mas me atenho ao propósito de estar
Pra ser ouvido em terra de coronéis
Sim, é preciso se infiltrar.

Se fores bem vindo, podes entrar!
Vista-se de manha, malícia e elegância.

Alice Alencar