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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Poeta eu?


O poeta escreve a sena,escreve a sina
O poeta escreve a saga,escreve a sede
O poeta escreve o riso,escreve as lágrimas
O poeta escreve as viagens,escreve as paisagens.
O poeta escreve a vida,escreve o presente
O poeta escreve o futuro,escreve o que sente
O poeta escreve o passado,escreve assim e assado
O poeta escreve a felicidade,escreve o amor.
O poeta escreve o tudo,escrever é sua vida
O poeta escreve chorando,escreve no coração
O poeta escreve a fome,escreve a mesa farta do sim
O poeta escreve as grades,escreve no colo da solidão.
O poeta escreve a fé,escreve o que o que acredita o ateu
O poeta escreve o cordeiro,escreve o lobo mal e o bem
O poeta escreve o diabo,escreve a bondade de deus
O poeta escreve o parasita,escreve o simples eremita.
O poeta escreve a tempestade,escreve a mãe natureza
O poeta escreve o pesado fardo,escreve a sua leveza
O poeta escreve a beleza,escreve a meiga feiura
O poeta escreve a sombra,escreve a claridade.
O poeta escreve o calor,escreve o medonho frio
O poeta escreve o perdão,escreve muito obrigado
O poeta escreve a safadeza,escreve o carinhoso respeito
O poeta escreve a saudade,escreve a triste interrogação.
O poeta escreve

Geraldo Sadil

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Olhos atentos


Seu corpo flertando meu corpo,
meu corpo exala, o mau te quer,
não é medo, é o gosto amargo do fácil,
onde muitos entram, eu nem quero estar.
Bombom babado, conteúdo sem sabor,
obeso ato desaba no horizonte daltônico,
tanto mel doeu a barriga do conquistador,
deitado na UTI em como, chora o que fez.
Voltar não pode, o passado já era,
corre o tigre com medo da tartaruga,
ar puro rejuvenesce o sujo javali,
fera feroz brinca de ruiva Cinderela.
Vento bateu e magoou a janela,
chuva caiu e matou vidas,
fogo queima o pulmão do mundo,
água lava o organismo do eu mendigo.
Gananciosa vontade viaja no trem bala,
sugadores pop nunca erram o alvo,
imbecis enchem de grana o empresário,
que ganhou e ta famoso nos jornais.
Seu corpo quer o meu,
meu corpo convida você para viver,
bem me quer você diz,
meu querer é do bem, digo para você.

GERALDO SADIL

quarta-feira, 29 de maio de 2013

RETRATO DE LUA



A LUA NASCE POR DE TRÁS DA COLINA
LUA CHEIA, HOJE OS SACIS ESTÃO SOLTOS
LUA CHEIA HOJE OS MEUS BICHOS ESTÃO SOLTOS
FACEIRA LUA TE SEGURA.
LUA CHEIA HOJE EU VOU TE CANTAR
NÃO FIQUE ZANGADA COMIGO
DEIXA O MEU SOM TE TOCAR.
TE ABRAÇO COM OS LÁBIOS
TE BEIJO COM OS BRAÇOS
LUZ CHEIA HOJE EU QUERO TE AMAR.
SABES Ó LUA QUE MINHA VIDA É SUA
QUE MEU SER É SÓ SEU.
AMANHÃ É SEXTA-FEIRA, NÃO VOU DAR BOBEIRA
QUE OUTRO PODE CHEGAR.
LUA EU TE CONTO SE VOCÊ PROMETER
QUE NÃO VAI ME ODIAR.
JÁ TE AMEI MUITAS VEZES VENDO SEU RETRATO
QUE SORRIA PRA MIM.
TE ODIEI TANTAS VEZES, MAS VOCÊ LUZ CHEIA
SEMPRE SERÁ DONA DE MIM.
JÁ É MADRUGADA SEI QUE VOCÊ VAI EMBORA
MAIS EU FICO AQUI.
QUANDO VOCÊ QUISER NO MEU CÉU NÃO TEM NUVENS
VOCÊ PODE CHEGAR.

DE:GERALDO SADIL

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Eu inibido



GUARDO NA BOCA O SABOR
DO BEIJO QUE NÃO FOI DADO.
GUARDO NO CORPO O CALOR
DAQUELE ABRAÇO NÃO ABRAÇADO.
GUARDO AS FRASES DE AMOR
NÃO DITAS POR VOCÊ.
EU SOU O RESTO DAQUELE AMOR
NEM BEM, NEM MAL COMEÇADO.
GUARDO AS REVOLTAS DAS DISCUÇÕES
NÃO DISCUTIDAS POR NÓS DOIS.
NÃO REVELO, GUARDO SEGREDOS
DESSAS MINHAS LOUCAS VONTADES.
SOU NA VERDADE UM PRESERVADOR
QUE NUNCA SOUBE GUARDAR.
O MEDO SIM ME CARREGA NO COLO
E GUARDA AONDE VOCÊ
NUNCA PODE ME ACHAR.
MINHAS VESTES, TECIDOS RECATADOS
DE INIBIÇÕES FOI FEITO MEU MANTO.
É PRECISO TER CORAGEM E ME DESPIR
E JOGAR MINHAS VESTES
EM QUALQUER CANTO.

GERALDO SADIL

quinta-feira, 21 de março de 2013

UM A MAIS


Senhor Manoel vou lhe dar as minhas ferramentas,
me jogue três pingos de água benta que é pra sorte me ajudar.
Amanhã no romper do dia, na hora da Ave Maria, quero estar longe daqui;
meu poderoso Jesus Cristo me perdoe, mas eu acho que a culpa foi desta minha pouca fé;
minha mulher nem um filho me deu e de desgosto morreu neste sertão de pedra e pó.
Eu fiquei só, eu fiquei só.
Cheguei em São Paulo maltrapilho, os pés inchados e o meu jeito acanhado era motivo de riso;
sentei na praça vendo a chuva que caía, lembrei logo de Tereza e chorei como devia;
um flagelado a mais, sem micro solução;
no meio do progresso morre de fome o coração.
Um banquete de riso ouço na televisão,
uma moeda cai sobre mim, adeus doce visão.

DE:GERALDO SADIL
MEU BLOG:http://gsadil.blogspot.com.br/

O SEGREDO DO AMOR


O amor é uma essência universal.
O seu equilíbrio consiste na prática de respeitar,
Conceder,
Renunciar,
Doar,
Viver,
Aprender,
Interiorizar,
Expandir,
Romantizar,
Dialogar,
Romper,
Confiar.
Simplesmente viva o amor, sem perguntar até quando!
O segredo do amor está na arte de desvirginar os portões do ser e da alma.

Autor: Dhiogo José Caetano
— com Geraldo Sadil Musico.

S.O.S


Em nome do Pai e do Filho
um celeiro de trigo ou uma lágrima no chão.
Morre o canto calejado no final de um belo dia,
nasce a fama afinada no início de uma Ave Maria.
Em nome do verde e do vinho
uma certeza no norte ou um espinho no coração.
Corre o suor amarelado nos pontos cardeais dos nossos dias;
vive a face afilada na espera de um novo guia.
Em nome do ser e da paz
um S.O.S. no globo ou um ponto de interrogação.
Treme a flora amedrontada diante da massa nociva, nômade, devoradora;
geme a fauna violentada, nos braços do dia a dia.
Em nome do Pai e do Filho
um celeiro de trigo ou uma lágrima no chão.
Em nome do verde e do vinho
uma certeza no norte ou um espinho no coração.
Em nome do ser e da paz
um S.O.S. no globo ou um ponto de interrogação.
Em nome do Pai, do Ser e da Paz, S.O.S.

DE:GERALDO SADIL

Andanças


Pensamentos correu serras
nas asas do meu sertão.

Pensamento é o eu menino
menino vivendo Amor.
Se escondeu na distância
dona do meu coração.

Cantei léguas contei tanto
notas vividas no som.

Chegou em mim o brilho
de um riso quase certeza.

Chegou feito brisa suave
unindo o lindo dissonante tom.

Me despertou com palavras
dona do sim e do não.

Musa de cor e de vida
No meu ser fascinação.

Chegou no olhar
Mudou meu olhar
Flor que me deu vida.

Marcas dos momentos ficaram
Pensamentos alados voaram
No cio da vida.

DE:GERALDO SADIL

EU ME AMO


Agora estou arretado,
vou plugar na tomada o foda-se,
estou mandando pro sétimo do inferno
essa tagarela e pobre sociedade
que quer ser dona da minha vida,
quer direcionar minhas nítidas vontades.
Meu querer e gostar são totalmente meus,
desejo e sinto o prazer do fruto ou fruta,
catapulta jogou na distância meu preconceito,
dorme um sono tranqüilo minha consciência,
escancarado e desinibido é o meu dar e ter,
cuido de mim e do que é meu e você vai se fuder.
Amo meu corpo de menino ou menina,
vacinado fui e estou sua fala não me contamina;
sou o que você quer, mas não sou pra você;
quero amor e amar, sentir e dar prazer,
cair nas suas garras enrustidas não vou,
autodidata eu sou e você é um reprimido Mobral.
Minha moral voa nas asas da liberdade,
minha vaidade vai à luta sem nada temer,
não sou avestruz que ao ouvir o mínimo ruído
enfia a cabeça na areia das suas vontades,
joga ao vento suas palavras vazias,
você morre a cada segundo, eu vivo assumindo meu mundo.
Vida, eu vivo a minha;
cuide da sua e dos seus.
Você quer? Então vai e se exploda.

DE:GERALDO SADIL

É ZÉ


Sou uma fera faminta
aqui dentro desta jaula,
minha cabeleira rala
triturada pelo pente,
que vai fundo viajando
no couro que cora a cara,
no carro que corre o corpo,
na fala de uma navalha.
É seu Zé estou morando
aqui no cafundó dos judas,
aonde a palavra absurda
é paz na terra, se é.
Hoje eu nem sei se é domingo,
sábado ou segunda-feira,
estou deitado anotando
os pontos de interrogação.
Tem a faxina do seu Manoel,
o biscate de pedreiro,
tanta coisa para fazer
nem dá tempo de cantar.
Mas calado eu não fico,
abro o bico sim senhor,
que se dane seu governo
sou um livre violeiro
e canto o que eu quiser.
Vai ter que mudar um dia,
o mandão vai ser Maria,
a jaula vai ser aberta
a fera vai dar no pé.
É Zé...

DE:GERALDO SADIL

VOCE SABE? ENTÃO DIZ


SANTA MARIA PINTA O PINTO QUE DANÇOU
NA LINHA DO EQUADOR, COADOR DE COAR CAFÉ,
ONDE ESTÁ A MINHA FÉ.
AVE MARIA VOA QUE NEM GAVIÃO
TROVÃO NÃO ME INCOMODA
RELÂMPAGO SIM, ME APAVORA.
TCHAU, VOU EMBORA ME RECICLAR NA ESCOLA;
DESCOBRI QUE NADA SEI, TENHO QUE MUITO QUE APRENDER.
DEIXA EU COMER?
O QUE NÃO MATA ENGORDA
DEIXANDO A MORTE TRISTE E COM FOME
LOBISOMEM DEU RISADA DESTE TEXTO, POEMA,
SEI LÁ. EU SÓ SEI QUE A METÁFORA
TEM O SEU SIGNIFICADO, PRA QUEM LÊ.
O QUE, O PORQUÊ É UM PONTO DE INTERROGAÇÃO,
IMAGINAÇÃO FELIZARDA.
CORAÇÃO SÁBIO OU IDIOTA
FOI FLEXADO PELO AMOR VIRTUAL
ISSO É BOM OU É COISA DE ANORMAL?
SEI NÃO, VOCÊ SABE? ENTÃO DIZ.
ASSIM SOU EU E ASSIM SOMOS NÓS
VAMOS VIVER A VIDA MINHA GENTE,
TÁ TUDO CERTO, ESSA É A NOVA ERA,
QUEM MANDA É A PALAVRA NORMAL.
POSITIVIDADE SEMPRE, PAZ E BEM PORANTÉ.
VOCÊ REZA E TEM FÉ?
EM QUE? EM QUEM? DIZ AÍ MANÉ.

DE: GERALDO SADIL

CANTO MISTO EM SOL MAIOR


Sossega o facho menina,
sou muito macho,
eu mergulho no riacho,
só para ate ver.
Mas se você não me quiser,
digo adeus e vou embora,
levo aqui na memória,
a saudade de você.
Sou cantador, já cantei a lua cheia,
cantei a linda sereia,
te cantei pra variar,
mas se você não se incomoda,
pinto o sete e ta pintado,
amarro a solidão danada,
e jogo no fundo do mar.
Canto calango, tango, valsa e forró,
canto bonito e afinado,
canto misto em sol maior,
mas se você quer escutar,
canto um conto caipira,
canto a noite e canto o dia,
te canto no popular.
Sou violeiro, sete letras tem meu nome,
já bati num lobisomem,
sou pior que Lampião,
mas se você não acredita,
juro não fico zangado,
te cantei e ta cantado,
dei o nó e ta atado,
canto bonito e afinado,
canto misto em sol maior.

DE:GERALDO SADIL

Uma prova de amor


Olha seu moço
temos o mesmo gosto
não me mande ir embora
que eu quero ficar.
Viajei mais de mil léguas
nessa selva de pedra
procurando meu eu
até me encontrar.
Te dei os meus braços
você quis o meu corpo
te dei o meu suor
pra você beber
te dei o amor dos apaixonados
e você progresso me crucificou.
Olha seu moço ainda é minha hora
portanto você vai ter que me aturar
sou um a mais entre milhões
cantando a vida que ainda tenho para dar.
Te dei os meus braços
você quis o meu corpo
te dei o meu suor
pra você beber
te dou o amor dos apaixonados
e você seu moço onde ficou?

DE:GERALDO SADIL

Um infinito


Diz pra mim o porquê desse medo,
medo que eu observo nos seus olhos,
olhos querendo um ombro amigo,
amigo que te abraça e te guarda,
guarda sem nada exigir dentro do coração.
Coração que bate ao sentir o seu eu,
eu que te leva ao verdadeiro amor,
amor cúmplice que nada tem de egoísta,
egoístas são as palavras das suas amizades.
Amizades que te usa como um mero objeto,
objeto humano carente vive indefesa,
indefesa espera seu sonhado príncipe,
príncipe que chega num jegue manco,
manco desbotado ta o seu presente,
presente distante turvo de fumaça,
fumaça tóxica da descarga do calhambeque.
Calhambeque importado ta exausto,
exausto passageiro quer ser motorista,
motorista dirige com atenção na estrada,
estrada perrengue que dói a mente,
mente que domina o corpo da menina moça,
moça, mulher que abre a porta do seu ser,
ser que exige o gosto gostoso do sentir,
sentir o sentimento da filtrada verdade.
Verdade para quem ainda acredita que existe,
existe no eu e no você.
Você que acreditou em mim que sou seu,
seu tudo e o meu juntos somos um.

GERALDO SADIL

MORRE O HOMEM GERA A FAMA
FIM DA LINHA FICA A CAMA
OBJETO PRA OUTRO CORPO SONHAR.

DE:GERALDO SADIL

sexta-feira, 1 de março de 2013

Brilho de lua



Mistério chegando no anoitecer,
cidade dormindo, acordado o querer.
Brilho de lua, claro é o dia,
verde a esperança, cor da alegria.
Perfume que emana, domina meu ser;
indomável amor o bom tempo chegou;
negras nuvens se foram, o vento as levou.
Raios de sol, é verão, é viver,
é sonho real, é sentir aquecer.
Um chegar, um dançar, um olhar, um sorrir;
lua morena, morena lua, moreno brilho de lua.

Geraldo Sadil