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sábado, 27 de dezembro de 2014

A ruivinha

A ruivinha...

Às vezes, quando somos crianças, lançamos com esmero e apuro incomuns nossos olhares para situações as quais nos deixam curiosos e prendem de verdade nossa atenção. Eu me lembro com saudosa memória de um passeio que fiz aos 4 ou 5 anos de idade com meu pai, por uma rua próxima a minha antiga casa.
Havia movimento na rua, estávamos andando pela calçada do lado da direita e lá na calçada do lado da esquerda eu avistei uma menina mais ou menos da minha idade; ela tinha um toque todo especial: era ruiva! Muito ruiva!! Eu deixei de prestar atenção em qualquer outra coisa para me ligar àquela pessoinha. Instantes mágicos se passaram num piscar de olhos, num pestanejar.
Depois, em outros passeios, vim a descobrir (por conta própria) que a menininha era filha da dona de uma butique que ficava ali próximo, naquela rua mesmo. E eu adorava quando saía a passear com meu pai ou meus irmãos e avistava a butique, só para olhar e flanar aquela menina! Eu tinha 4 ou 5 anos...
Uma vez, estávamos indo na calçada em direção ao mercado do bairro, aquela espécie de feira livre que existe em todo bairro que se preze. Aí eu a vi! Ela vinha na mesma calçada, na direção de nós. Mal pude me conter de encantamento. Quando ela chegou perto, eu peguei na mão dela e fiquei só olhando, encarando-a, de frente, como se fora um flerte infantil! Ela tinha sardas e um sorriso lindo, olhos meio puxados e castanhos claros. É, e é tudo que me lembro daquele encontro que ficou guardado na memória.
Foi o primeiro amor e o amor a primeira vista!
Depois disso, nunca mais eu seria o mesmo. Entontecido e extático, em êxtase, fiquei com aquela cena na lembrança, marcada para sempre em meus pensamentos.
Talvez por isso, a mulher que mais amei, já quando adulto, foi uma ruiva.
E também o meu “santo” bateu com o dela!
Ela me atraiu de imediato, não pude resistir. E fiquei com aquela moça no pensamento...
Será que era ela? A mesma menininha ser aquela moça.
É uma lembrança que trago vívida na minha mente.
(Para Márcia Micaelle de Sá Leal)


João Paulo Santos Mourão

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

melo dramático...


melo dramático (para Allynne, a única das únicas...) a paixão e as desilusões amorosas de um jovem por uma jovem... também fiz outras coisas nesse meio tempo; me espiritualizei e equilibrei com Deus revi velhos amigos/as, senti de novo aquele elã que me cativou sempre nossa vida é um novelo de linha, em que as mãos dadas conseguem tecer lindas relações de estima, momentos felizes e altivez, é o sonoro instante de inclinação de pessoas rumo a conseguir fraternizar-se. nossa vida é um suspiro, aquele suspiro de energia e amor que transforma o nosso dia em algo de realização. a nossa vida é aquela imagem mental, aquele estalo de memória que nos torna tão próximo de quem nós realmente gostamos, mesmo à distância. nossa vida é o amor materializado e a obra de Deus perenizada nas diminutas descobertas que representam grandes assuntos ao cabedal de nosso repositório humano: somos pó das sementes, poeira dos astros, átomos do microcosmo, partículas a viajar suave e perenemente pelo nosso universo conhecido. Nossa vida é um engenho e nós somos os ingredientes dessa dimensão “ a rapadura só faz bem; a cachaça só traz mal ” e você, você sim: é o açúcar mascavo: inigualável especiaria! . 14/01/2014 João Paulo Santos Mourão (JotaPê S.Mourão) 18:00hs. .