Mostrando postagens com marcador Manifestações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Manifestações. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de março de 2015

Poesia de protexto

Protexto
Diz a consciência
protesto
(des)mostra a mídia (?)

Procuro o protesto a(o) realizar o protexto

Anônimas(os) embandeiradas(os)
frases, cartazes, faixas, cordões humanos (não presidenciais...)
a propaganda do contra ou a contra-propaganda?

Reformas, protesto, políticas, protexto.

Protexto
Protesto

Será que os protestos tornar-se-ão protextos?

A mídia não cobrirá este furo.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Negra Consciência ... Consciência Negra




A negritude fez a consciência
para a melhoria conseguir
Protestando direitos e reivindicações
Sem preconceito seguir.

O respeito às religiões
o negro no seu lugar estar
e sua cultura preservando
tentanto ao mundo conquistar.

 A dança, o tambor, o brilho
a cultura preservando com amor
não esquecendo suas raízes
exaltando tua cor.

O Hip-Hop, o canto
a dança, a exaltação
faz tua cor semblante
símbolo de expressão.
 ...

Kaire Vinícius Aguiar Quadros [14 anos], Teresina-PI.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Galerou!



Galera é gente de rua e de ladeira,
De sobe e desce de vida,
De peleja e de luta...
Sonha um dia pisar na Lua,
só que céu anda nublado,
Ou então fumaça cobre!

Galera nunca dorme.
Mas sonhou que era branca,
Acordou virando preta,
Suja d'um vermelho sangue,
E desandou-se pela rua!

-Cada passo, uma cor.
E cada pedaço de asfalto,
um Arco-íris.

Galera já levou tapa,
De vagabunda foi xingada
Mas galera não rouba, nem mata.
Galera furta,
FURTA-COR!

Quem é galera, galerou,
A briga comprou, galerou,
A cidade parou, galerou,
Galerou, galerou!
quem é galera, galerou.

-#ContraoAumento .

Laelia Carvalhedo

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012



Murmuram a Deus
homens-Deus como deixou que chegasse a este ponto?
Deus do céu olha pra nós
Deus-Homens como chegaram a este ponto?

As atitudes são suas suas responsabilidades não culpe os outros porque é mais fácil isto é covardia,
acusam dos alunos estarem queimando ônibus
Ladrões vocês queimam nossas casas,
o salario de nossos pais,
queimam a dignidade deste povo humilde,
queimam nosso orgulho com difamações
queimam nossa liberdade de expressão
queimam nossos olhos com esprei de pimenta
queimam até a vocês próprios
As pessoas não enxergam o dinheiro passa tudo passa
O estado somos nos não vocês

Allana Káss

CONTRA O AUMENTO




Teresina no que se tornar-te
nossa desgraça,descrença nossa iniquidade
Meus prantos derramam todos os dias
no rosto de cada aluno cidadão estampa o suor
pela democracia pelo direito
Nos chamam de ladrões.
Se destruímos os patrimônios
vocês tiram muito mais de nos
dignidade,direito
Querem se fazer de bonzinhos vitimas
por trás de pele de cordeiro
lobos famintos
a procura das presas mais fáceis
os humildes
Lutar,lutar,lutar
é só o que estamos fazendo
nos perseguem como se fossemos bandidos
Até quando?Até quando?
Esta palhaçada vai continuar

Allana Káss

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

UNA E PLURAL




Um pouco antes de chegar à rua pude sentir o rouge do meu sangue arder. De excitação talvez. Por ver também vários rostos familiares e obstinados. Sempre os vira passar e hoje os reconhecia. Eles eram um pouco de mim e eu um pouco deles. Fiz de minha voz um coro e de meu corpo uma oferenda para se juntar à multidão. E quando se esta lá, nada mais importa a não ser estar lá. Já tive momentos em que me sentia distante de tudo. Não é agradável. E se fiquei rouca ou cansada, pouco importa. Faria tudo outra vez.


Nadja Lopes

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Indignados



Logo no primeiro dia
Já nos chamaram de vândalos, delinqüentes juvenis
No segundo,
Eu já via nossos rostos expostos e seus perfis
Todos à venda nas banquinhas de jornais
E eu ainda esperava mais.
Não demorou muito ate chagar
Chutes, balas, bombas e spray
Eles diziam que não dava para matar
Mais que se preciso fosse não iriam amenizar
Espalharam seus corpos pela avenida
Impedido os nossos de caminhar.
O que fizemos? Todos chamaram de indignação popular!
Já era o quarto dia consecutivo
O cansaço deveria existir
Mas a vontade de mudar, o fez acometido
De fazer qualquer bobagem.
Passamos por asfaltos, pontes e ferragens
Nada mais perecia segurar.
Eram 30 mil em fúria.
Nômades, pulando de lugar em lugar!
Eles, os grandalhões,
Diziam ser impossível e inútil aquilo tudo
Nossa resposta foi a desobediência, o fogo, a rebeldia
Não adiantava mais acordo ou qualquer coisa que dizia
Ou revogava e voltava atrás.
Ou o grandalhão-mor caia.
Já era o fim da semana
A rotina da cidade foi toda mudada
Ninguém mais passava pela principal
As secundarias agora eram a porta de entrada.
Agora, para eles, sem duvidas éramos vândalos e bandidos
O batalhão, as armas e espadas a nos foram apontados
A eles demos flores, com os punhos desarmados.
A quem dizia ser impossível a vitoria
O povo nas ruas mostrou que tem poder
Fizemos ele engolir essa derrota
Fizemos o estado e o país inteiro ver.
A indignação fez seu papel
Cumpriu nas ruas a sina de nosso povo
Lutar, resistir, vencer! E lutar de novo!

Se lutar por seus direitos é sinônimo de vandalismo e delinquência. Então, podem me chamar de vândalo.


domingo, 4 de setembro de 2011

AMOR NO ATO




Era para ser só um amor de primavera. Primitivo ao estado das coisas e flores que se viam nas ruas. Ponto. O problema foi do embaraço que me trouxe a dúvida. Que me perseguiu por muitos anos de primaveras reprimidas. Tudo pronto par explodir. No boom dos olhares que nos observavam.
Calma. Foi o que me disse. Como num alívio, recuei a tal repreensão (ou insatisfação?). Eu mesma. Eu mesma ali sem resposta para nada. Como se a língua tivesse sido tolhida a teu sinal.
Eram os dedos? Que tremiam... em uma contagem regressiva. E faziam de mim um instante de completa ignorância. Sem ter mais o que fazer. Como fazer. E deitar-me no chão como se fosse a opção escolhida. CALMA. Outra vez, agora mais claro. Peguei o “si” que ainda sobrava de mim e guardei no bolso como se fosse a ultima parte de nós.
Adentrei por entre caminhos rarefeitos. Quase a me sufocar. Só para saber se o “si”, o cair em si, era suficiente.
Me perguntei. O que foi mesmo que você falou que calou todas as minhas células?
Era primavera. E eu buscando o inferno que poderia haver por entres as rosas. Eu finalmente explodi? Foram as larvas minhas vestes por este tempo? Ou as cinzas a escorrer em meu corpo? Porque assim. Dessa forma: na iminência de mais oxigênio. Pareço refém da menor partícula que respiro.
E isso passa? Pergunto a esse desejo. Caliente demais para posicionar-se. No desconforto do milionésimo ato, permanece em mim aquela primeira imagem. Teus olhos me pedindo calma, e teus lábios tentando me acalmar.
Eu não vim aqui para falar de amor. Foi o que você me disse. Eu ainda insólita. Tentei burlar minha escuta. Encaixando esse  quebra-cabeças que se formava em um universo só meu.
Essa era bem eu. Tentando ser uma oura que nunca imaginara. Guardaria esse outro para uma próxima primavera.
 Não era eu em chamas.

L.D

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

#Contraoaumento




Contra a falta de discernimento
Contra o descontentamento
Da população
#contraoaumento
Contra o estouvamento
Por parte desse excremento
Que governa a nossa nação
#contraoaumento
Contra o fardamento
Contra o espancamento
Da tropa de choque sem noção
#contraoaumento
A favor do argumento
A favor do desenvolvimento
Da melhoria deste mundo cão

(The_edu)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Hoje eu inalei uma parada...

por Raimundo Neto e Lucas Vieira

Hoje eu inalei uma parada ali que me deixou com os olhos vermelhinhos, vermelhinhos. Não, não é o que você está pensando. Foi o spray de pimenta - tido como arma 'não letal' - utilizado nessa segunda pela Tropa de Choque de Teresina, numa manifestação contra o aumento da passagem dos ônibus pra $2,10. O spray de pimenta age de forma inflamatória e lacrimogênea, atingindo as mucosas dos olhos, nariz e boca, provocando irritação profunda, tosse e outros efeitos colaterais. E olha, dissipa no ar que é uma beleza. Durante as várias intervenções da polícia sobre os manifestantes, pude ver velhinhas, crianças, mãe com recém nascido no colo e outras pessoas que aparentemente não tinham nada haver com o movimento, correndo para fugir do fiel amigo das Tropas de Choque. Vi também um ponto de ônibus com umas 25 pessoas apenas esperando sua condução dissipar por completo em menos de 20 segundos, devido a uma única borrifada do spray por um dos policiais. Esse mesmo ponto de ônibus que, iguais a muitos outros nessa cidade, já vi diversas vezes bem mais de 25 pessoas se apertando, se espremendo pra procurar um rastro de sombra que seja. Em uma cidade, muitas vezes insuportavelmente ensolarada e calorenta, essas paradas de ônibus parecem uma piada. Mas piada mesmo, um verdadeiro deboche é o próprio sistema de ônibus: alto custo, sem integração, não cumpre a demanda. Todos os dias pessoas são oprimidas, tratadas como coisas nesses ônibus e na sua espera. Tanto desrespeito gera uma raiva. Uma justa-raiva, digamos assim. A raiva que, de tão grande, arde. Arde! E ardendo assim, tolhidas e tolhidos do seu direito de ir vir, do seu direito de ter acesso aos (poucos) serviços que a sociedade oferece, essas pessoas resolvem gritar, manifestar, protestar na esperança de que suas vidas não sejam ainda mais golpeadas pelos interesses de patrões e empresários. Mas não é uma esperança que espera, é uma esperança que leva ao agir, inspirados nos exemplos das mais diversas lutas que, por conta delas, fez com que ao longo do tempo, os governos, as polícias a temessem. Assim, utilizam de várias formas de pressão para que que suas vidas possam mudar um pouco, serem tratados como verdadeiros humanos e um dia, de fato, poderem, autonomamente, dar direção a suas vidas. Mas o que arde mesmo, o que arde é ver que toda essa opressão pode ser ainda maior, e que ao simples direito de protestar, somos recebidos com spray de pimenta. Pimenta, uma especiaria, um tempero há muito utilizado na culinária mundial, sendo utilizado para uma repressão que, com certeza, não iremos engolir. Não vamos escolher o tempero em que seremos devorados. Não vamos deixar ser devorados!