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domingo, 6 de outubro de 2013

Tinto V


Tártaro tremendo turvo titânico
tua tez tem traços de temor
tintile e tome todo betume
tornado transformador tece a tarde

Tinto, vinho trovador
tanta ternura e tão terrível
tu em túnica, tensiona a travessura
tenta e atenta, a tela estremece

Traçando de tabela o tempo na taverna
tudo talante tocando ao tálamo
estou tácito, mas tenho tantra
tantra taça curtida, tanto tu, tremida

André Café

Suavemente seco (Tinto IV)


Segue o seco sabor da sonoridade
suave surge o sangue etilizado
do fado pesar a ser esquecido
em vidro inflamável, em cálice profundo

Suavemente cômico em tascos de tragédia
as rédeas outrora perdidas na videira
engarrafam-se em heterônimos reais
tais quais as ilusões alcoolizadas

Traga todos os tesouros
triviais, contudo totalitários
tudo tramando até o teu tempo
termo trançado em tinto tormento

André Café

In vitro (tinto III)


Entumecido pesar de meio da garrafa
a felicidade está quase no fim
e assim o anestésico efeito passa
não disfarça mais a sede de pavor

É torpor que não alcanço
apenas o sabor do betume
hidrocarbonizadamente bêbado
trôpego, taciturno alardeado
mas a taça não beija o chão
não ante do corpo

Tomado o tino de ternura e telúrio
tudo toma trejeitos de trevo trincado
tanta tigresa temendo tristeza
tasca-te o tesão no terror enterrado

André Café

Dissabor (Tinto II)


O sumo no copo do fundo
o olho no raso da alma
onera em mim quase nada
tirando-me o meio tudo

Tintila naufragando tinto
um ninho simbólico invadido
a taça é o meu mundo libido
anestésico efeito extinto

Qual sabor tem o âmago da uva?
tira de ti esta tez
estanca o terror da ternura
temperando teu tino transgressor

Tantra tomado tampouco importa
aponta para o tomo turvador
tinta teu tácito trovador
e destampa o tórrido dissabor

André Café

Tinto I


Há quanto tempo tinto
tingindo taças trocadas
tomando o meu tempo turvo
no terceiro trago me curvo
à tua ternura tramada

Do tímido tesão trancado
por terra torpe teoria
a tez trêmula e fitante
traz todo terror conflitante
à tona de uma terapia

André Café

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Tinta cor de tarde (Tinto VI)


O tempo que a têmpora treme
tomando o termo treineiro
do tempo, tonante tinteiro
tardou, temporário que teme

André Café