Mostrando postagens com marcador Gabriela Fernandes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gabriela Fernandes. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de março de 2013


estou completamente atraída pelo perigo
e apavorada pelos riscos
se eu derrotar essa inércia
e a desconfiança paralisante e caótica
talvez eu vá lá...
é torcer pra dar certo!

Gabriela Fernandes

CORRENTES



fugere urben
fugere yourself!
a música lava a alma
mas rasga feridas
é dificil crescer
se tens pernas bambas
dancei livremente
pago pela dança
liberto a menina
acorrento a cigana.

Gabi Fernandes

Foi Gabi

© Jesse Peper
http://jessepeper.com/ 

Um microcosmo explodiu e saltitaram músicas diatônicas
num resquício de silêncio mais audível nas ilhas Fiji
meu universo em diáspora, encolheu-se, pra pulular
não foram sinais de alerta das luzes do coreto
não foram sons e sinais de mormaço da noite gélida
a culpa é dela
injetou-me o mais saboroso veneno de vitalidade
me provocou a mais vil e angustiante vontade de dizer, sem eco
misturou-me, desembainhou, fez besteira e a reclamou
pra si, pra vida, pro ato
de fato
foi a coisa mais maravilhosa de uma derrocada
foi o início de uma explosão esquecida
lembrada como mordida quente
no vento de tuas suaves silabadas
foi quase nada, sendo tão tudo
fui eu mudo, sabedor de respostas
sendo que nenhuma serviria
para que o raiar do dia
desvendasse as rotas

André Café

FORGIVE ME


já não sou mais a mesma
andei tropeçando... crescendo...
já não choro por passar um dia sem te ver
nem morro mais de preocupação
já não te chamo quando me machuco
já não vejo mais em ti toda a beleza do mundo
nem te escrevo mais cartas
não te desejo
nem sinto tua falta
não espero teu telefonema
nem te ligo mais aflita no meio da madrugada
meu corpo não umedece mais por ti...
nenhum pedaço dele...

a boca não saliva
os olhos não marejam

FORGET ME!

Gabi Fernandes

terça-feira, 5 de março de 2013



não há nada mais aconchegante nessa vida do que a solidão... o distanciamento...

ainda me lembro daquele quartinho enclausurado... o lençol azul encharcado de penumbra... da tv ligada sem aúdio... do barulho ensurdecedor da minha cabeça que pairava por entre os morros daquela imensa cidade...

hoje a tarde fui dar uma volta. comi só pra calar o corpo. ouvi na praça um saxofone... tocado por um cara que tinha seus 70 anos e fazia aquilo só por prazer. vi lá perto também um rapaz muito apessoado sentado na grama com um olhar distaaante... que logo ali adiante viria me perguntar o preço da cerveja [clandestina], me falar da sua obsessão por brutalismo e me apresentar as mais belas obras de sua acidentada cidade... de barroco a Niemeyer, de cigarro de palha a manteiga do interior... do pequeno parque ao complexo da Pampulha... o edifício Maleta... hoje só resta uma imensa saudade... da enorme promessa daquela cidade... do aconchego da solidão... da ilusão de felicidade.

me restam também as boas lembranças e uma bonita amizade... confesso que ao voltar Teresina me pareceu opaca e depois disso a vontade de ir embora me faz sufocar!!! penso comigo: EU AINDA VOLTO LÁ! mas isso são planos futuros de uma pessoinha afoita que quer descobrir o mundo e engolir tudo o que é belo... de alguem que vê ilusão nos olhos dos outros e não aceita isso muito facilmente. Talvez hoje eu esteja meio neurótica... talvez na esquina dos meus pensamentos tortos eu aponte uma faca pro seu ego através do espelho...

é...

talvez seja só sono... boa noite!

Gabriela Fernandes


e agora inventei de virar madrugada...
o silêncio dando espaço aos pensamentos e contagiando a mente com silêncio... o coração parece que fica até mais calmo... [mentira!]

Gabriela Fernandes

sexta-feira, 1 de março de 2013



mas de repente... "não mais que de repente" o perfume das mais belas flores também trazidos por aquelas indecisas massas de ar me arrebata e tudo o que eu respiro é paz... e uma coragem que me torna imbatível. Enfim...

[...]

Só sei que no fundo... por trás disso tudo... é ela que ela tá sempre ali comandando as marés e os ventos... e passa por mim com a cara mais limpa desse mundo, tentando fingir... querendo ser mero arremate no plano de fundo da noite... uma simples luminária celeste... e a culpa disso tudo é dela!

ahhh lua...

Gabriela Fernandes

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Violão, domingo e chá verde


Tão bela, mais do que quem zela pelo glamour de novela
na vereda da esquina de minha espera
resplandece tua canção lacrimejada de felicidade
em cada nota, um tom de cor e amor
me sinto só, na imensidão sonata que me leva teu cantar
é festejar, defenestrar e sorrir
assimilar, repousar, descair

E assim se fez liberdade na praça do vento
o verde aroma de paz e chá
um mar cacheado de ariscados sentimentos
arriscando se perder em beiras vontades

André Café

quinta-feira, 30 de agosto de 2012




Lembro-me de me deliciar escutando-o balbuciar suas crises existenciais que me deixavam em completo estado de embriaguez sinestésica, era incrível! absolutamente encantador. Eu gostava de confortá-lo e de tentar entender tamanha loucura, tantas lágrimas e tanta inteligência. Lembro que as vezes surgia um imenso medo daquele sentimento e um instinto de proteção ecoava na consciência dizendo pra eu tomar distância, tomar fôlego. Lá no fundo eu sabia e não queria ter noção do estrago, os rasgos, as ranhuras feitas na alma, as mudanças de ideologia, a ruptura com as minhas crenças e com minhas antigas e banais linhas de direcionamento morais.

eu disse adeus com a alma lavada de sangue e as veias molhadas de gozo...!

quarta-feira, 25 de julho de 2012



minha consciencia está prestes a nascer!
e foi gerada pelo meu próprio útero...
sangrento útero...

Gabriela Fernandes

quinta-feira, 19 de julho de 2012



‎'Escreva alguma coisa'...

[mas por que...? pra que...?]

todos temos algo a dizer? será? aliás... temos mesmo que dizer?

filhos da geração 'neo romantica'/ individualista...

me fizeram acreditar que tenho que dizer algo / se expressar!

tuberculose?peste negra?gafanhotos???

NÃO!!

tomamos vallium! e temos facebook... é claro.

Gabriela Fernandes