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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Queria


Te decifraria em linhas,
Mas minha caneta falha a tinta.

Te daria o tesouro do final das cores,
Mas minhas pernas sofrem de caimbra.

Queria te mostrar a natureza em mil maravilhas,
Mas me falta gasolina.

Te levaria ao ar no velho balanço,
Mas não consigo remendar seus desencaixes.

Te mostraria que a dor passa
E que o futuro vai dar certo,
Mas é incerto cada destino
E meus passos desalinham teu certo caminho.

Tentei gritar teu nome antes de partir,
Mas a rouquidão se instalou em mim
E nada mais posso fazer...

Poderia insistir,
Tentaria persistir, 
Demostraria lhe bem querer,
Te amaria...

Mas a razão desanima em qualquer obstáculo
diante do medo do que aconteceria
Se ao te perguntar se sim, me viesse com um não

Então me resguardo ao tempo verbal
Dos que esperam um dia coragem ter
para desafiar as indecisas conjugações
que teu olhar em meu peito rebulia

Suzianne Santos

domingo, 16 de dezembro de 2012

Mal de Alzh(ência)mer

 Não sei o que me padece,
Os dedos tropeçam frente à escrita,
As linhas aparecem turvas,
E a mão paralisa frente ao papel.
Às palavras, ordem não há,
Dançam baratinadas, desencontradas,
Vagando na imensidão do pensar,
Sem tinta, nem escrita que as defina.

Talvez seja presença de alguma doença,
Quem sabe Mal de Alzheimer,
ou quem sabe só outro mal de ausência:
mais uma vez meu desejo vacila em se abster
na vã busca da prevenção aos males
que a exposição prolongada a ti me causa

Eis que fico na incerteza de saber se saudável é ter
A cura sórdida para uma mente sem lembranças
Ou a febril contaminação por tuas carícias.

O problema é que a cura afeta a poética de ser,
É preciso pulsar por tuas rimas para as palavras formar,
E os antígenos contra o Alzheimer de meus versos
Só encontro na tua virulenta presença.

Hei de então permanecer ao sabor dos males de sua essência
Em prol dos benefícios contra sua ausência
para que possa bailar as letras de meu querer
e retomar as rimas às linhas de seu ser.

Suzianne Santos

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

(Re)modelagens femininas




Entre modelagens à parte,
Umas seguem as orientações em seu rótulo,
imersas nas paredes de sua caixa,
remodelando seus gostos
conforme o consumo posto

Outras se reconstroem diante do que lhe foi imposto,
Definem seu gosto, corpo e rosto
E seguem abrindo janelas,
Brechas de desvio
de sua fôrma fabril fordista

Pórem, esta diferença gera desgosto,
principalmente ao bolso,
restando à sociedade
reforçar seus parafusos,
mostrando que o melhor caminho
é seguir o mesmo curso

Mas quem sente ares diferentes,
Não cabe mais a mesma fôrma.

Por mais que apertem seu juízo,
Sua engrenagem já faz outros giros,
E veem novos caminhos de moldes
contra sua produção em massa,
percursos de um movimento contínuo
de afrouxamento da máquina social
até que possam sair de suas caixas,
até que objetos se tornem sujeitos,
com próprios moldes, gostos e eixos.

Suzianne Santos

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Contágio




Entre brechas espaçadas do dia,
pensamentos dominam o corpo
e virulenta a alma
com tamanha força desmedida
que nenhuma ciência explica
o conteúdo do ar que intoxica

Substância esquisita
que hipnotiza,
suga a mente a realidades distantes
de abalos sísmicos dilacerantes
e embalos desrítmicos valseantes

Em meio à pós e vazios,
perturba noções,
recria conexões,
do que há muito se desapercebia

Só um nome transcorre nas veias,
só um afago neutraliza a mente,
só um ato toma a tento o querer
pelo tato de dois nós entrelaçados,
percorrendo todo o corpo
e perseguindo nos lábios
mais e mais contágio

Entra, internaliza e confisca,
desfalece todo pensar oposto
que tentar produzir anticorpo,
posto que espaço há só para inter-corpos
e o antígeno de perfeito encaixe
é o causador de toda calamidade

E entre dor e gozo,
cabe aos indecisos do gosto
permitir aspirar o vírus
e perceber até aonde
seu corpo a si pertence
e perceber se o ganhador da batalha
é o freio ou o desejo

Suzianne Santos

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Ins-piração



me inflo,
me animo,
me inspiro,
mas depois
só contrario e
me junto aos grilos..

Palavras que voam
e não me sobrevoam,
sendo assim então
deixo-as ao vento,
agora só piro por ação"

Suzianne Santos
01/10/11

quarta-feira, 25 de julho de 2012

FOME



(F)aísca sem fumaça,
(O)rquestra tua sina em mim,
(M)e conduz em teu abraço
(E) sacia com afagos sem fim

Suzianne Santos

foco,foco,foco, cadê você?...



A priori

Há quem diga que
obstinados e organizados
inventam listas de prioridades,
no mínimo, a priori,
a qual minha pessoa é exceção.

Por mais listas e balanceamentos
que se façam,
minhas prioridades
sempre viram
uma página de cabeça pra baixo.

Sem ordem,
destino,
muito menos sentido.
O ínfimo ganha destaque
e o princípio se torna desinteressante.

Então sigo dia e noite,
corrompendo minha ordem e seleção.
Sem voz autoritária,
internamente subordinada

Suzianne Santos
(2011)

terça-feira, 24 de julho de 2012

Entre o desvio e a reta



Nas passadas da vida,
Ela só queria cambalhotar à deriva
no caminho sem trilha
Cresceu com a visão desviada,
Via beleza aonde ninguém mais via
Sentia cores que ninguém mais distinguia
Palavriava frases que ninguém mais entendia
Até cansava em repetir o que ninguém queria ouvir
Mas não cansava de sentir que seu desvio
Era o caminho certo a seguir
Mas todos a renegavam e afirmavam
que andar de costas não fazia bem
e que a moda ‘’od artnoc’’¹
é arcaica Che²,
tinha que seguir o Tche Tche Rere³
e todos cantavam afinados:
- só você não crê,
não seja diferente,
só você não vê,
Seja igual a gente.
O canto ecoou tão harmonicamente,
Que ela não sabia mais o que seria
E no que valia tamanha diferença,
se lá a vida parecia mais tranquila
Adaptou seu passo,
e perdeu as pernas
cantou no coro,
e apenas zumbidos dizia
Assim precisou se mover por cordas,
Injetar pílulas de alegria,
Ver em fullscreen as cores que antes via,
Até que seu desvio fosse normalizado,
Até que não sentisse mais o ar,
Até seu coração não mais pulsar...

Suzianne Santos

¹do contra
²Che Guevara
³''Gustavo Lima e você''

quarta-feira, 4 de julho de 2012

(Cárcere privado)


Não,
 Não saia!
 Fique nas entranhas,
 Frígida,
 Mofada,
 Inebriada,
 Do que livre
Não se permite ser
 Não, saia não!

Senta!
 Se contenha!
 Ilusões são meras paixões
 Que ao diabo encarna
 E à luz não se permite ver
 Contenta a mente pequena,
Se mantenha!
Contenha!

Fecha!
 Lá fora a vida passa
 E que passe o quanto rápido
 Para mais tarde não sofrer!
 Fecha!
 Sofrer veja o quanto é rápido,
fecha enquanto é hábil!
 Se fecha!
 Fecha!

Cala!
 Muda, tremula
 Mão ao medo vai,
 Razão sábia se faz
 Cala!
 Molde a massa da tua mente
 Cala!
 Mata a mente
Cala!
 Se ausente!
 Cala!

Senta!
Contenha a contenta!
 Não discuta!
 Espavoridos gritos
 Não renascem dragões extintos
 Contenha seus instintos!
 Que instintos desvaridos!
 Cala a alma cai!
 Cala!
 Cai

Desarma!
 Carcaça de corpo sem alma
 Se desfaz, refaz e cala!
 Imagem sem ação
 Se desfaz, refaz e cala!
 Transfigurada num nada
 A voz soa melhor calada
 Se desfaz, refaz e cala!

Contenha a contenta!
 Que algumas coisas,
 As belas coisas,
 As vivas coisas,
 À prisão se apresenta
 E nada mais mantenha.
 Cala...


 Suzianne Santos

terça-feira, 26 de junho de 2012

---


Moça, para aonde mira?

que imagem concentra

toda sua sintonia?

Inerte, flutua.

Obliqua, suspira.

O que tanto avista?

Me convida pro seu lugar oculto,

quem sabe eu veja beleza neste mundo.

 

Suzianne Santos

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Aquilo que se perde no ar


Cutucadas a parte,
não te quero separado em inbox
pra te levar em qualquer conexão,
nem em uma line entender toda tua vida.

Teclas à velocidade da mente,
mas o que pulsa permanece ilegível,
e por mais que memórias nas nuvens fique,
é no toque que toco minhas sinapses

Nestes dias vis,
posso downlodear tua voz,
scanear tuas mãos,
comprar teu cheiro,
para trazer um pouco
do teu e meu
que se esvaiu no ar

Ou posso arrombar de vez esta janela
e trazer o sólido
de teus abraços e risos exaltados,
em tempos que somente
a felicidade medirá

Então, cá venha se sentar,
sinta no ar o vírus do contato,
tem mais cadeira ao meu lado,
pra gente prosear sossegado.

Suzianne Santos

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Vadias ou não vadias – meandros de uma ‘’boca suja’’ ou de uma cultura machista?



Como toda boa história, iniciar com “era uma vez” também é preciso para entender os pormenores de como uma palavra nos é intrinsicamente posta e de como esta pode mobilizar e fragmentar. Assim, tudo começa com um instinto selvagem, que depois, à luz da razão, ganha cores, roupas e atribui valores a diferenças sexuais entre pessoas com mentes iguais.
Cada ser, subjetivo em essência, produz internamente uma racionalidade de acordo com o seu ambiente de interações sociais. Seja na família, na rua ou nas instituições, nosso pensamento e formações identitárias são resultados do que nos é colocado como predominante na balança do certo e errado, e da maneira como questionamos dentro de nós tais aspectos.
Agora, voltando ao inicio da história, era uma vez moças chamadas de Amélia que ficavam em casa tendo que fazer comida boa, se ocorria alguma briga, era feio alguém meter a colher e ai delas se falassem, pois lá vinha mais papinho de mulher que não sabe o que é amar. Suas diversões se limitavam a grupos de boas moças e hoje, já podem se dar ao desfrute moderno de sair sozinhas e beberem, mas pouco, pois é feio mulher bêbada, e se sairem de saia ou vestido curto (que desvairadas) querem ser estupradas e putas lhe cabe a denominação, agora, se forem utéis para mídia, não há problema, pois todos gritas vivas à sociedade das mulheres frutas!...
OPA!! Calma, alguém troca a bateria, que a luz da racionalidade está quase de partida! Essas falas são do cotidiano popular, nas quais não importa o certo e errado de éticas e postulações legais, mas o certo e errado que nossa cultura enraizadamente machista nos traz.
Uma palavra, um gesto e toda a interpretação dos demais sobre isso remete à que sexo me pertenço e me defino. Vadiar masculinamente traz a figura do malandro, homem esperto e com charme a transportar. Entretanto, para a mulher é feio, sujo, é não ter dignidade e respeitar as demais mulheres. Mas por que é feio? Quem disso isso? Por que para um é bom e para outro é mau?
Não é questão de manter uma boca limpa e a boa imagem feminina para sociedade, mas entra em cena a base social, costumes e valores que herdamos de nossos pais, meios de comunicação e de uma sociedade que tem o sujeito masculino como centro da imagem ideal de reprodução social (homem denominado como chefe da família, mesmo quando é a mulher que sustenta financeiramente e afetivamente) e de reprodução sexual (é a mulher que gera vida, mas é o homem que pode ser livre para exercer sua virilidade e escolher o que fazer ou não fazer com seu corpo).
Antes de ser uma questão de sexualidade e de nomes bonitos ou feios, é uma questão cultural e de desigualdades construídas ao longo da história da sociedade. O diferente chama à diferenciação e é mais prático culpabilizar um individuo por sua condição de desigualdade do que analisar o que se encontra à sua volta. A cada mulher que se autodenomina vadia, veja o que está para além do aparente verbalmente para não cometer o erro de responder com violência a violência moral e social que já é posta diariamente no ser mulher.
Não deixe que as falas já contadas tantas vezes em tantas histórias se repitam em sua boca. Falar de luta feminista é falar de luta histórica contra costumes que dualiza tudo em dois sexos, enquanto que o que define são nossos cérebros. A mobilização contra desigualdades de gênero vêm para questionar valores colocados de forma natural que reproduzimos e acabamos agredindo a nós mesmos. Essa história atual não é vadiagem, não é promiscuidade, mas de liberdade e equidade, seja o nome que lhe for dado.

Suzianne Santos

sábado, 12 de maio de 2012

Nós de nós




Lhe acalmava a alma
ouvir aquela rouca voz
romper o silêncio
da insensata surdez.
Dispersamente depressa,
calaram-se duas bocas,
tanto suas,
dando nós,
num enlace do que outrora
se fez ponto de despedida.

Suzianne Santos

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Entre xerox e originais*


Para o cardápio do dia,
lattes que precisa publicações,
mas é preciso ainda mais ousadia
para ir contra sua tirania
de citações e reproduções.

Há que passo um pensamento é
discursivo, reflexivo, analítico
e exclusivo?

Há que tempo produzo?
Ou só reproduzo?
E será que divulgo?

Acadêmica bibliografia,
que me condena copiar,
mas inibe certo meu pensar ,
procurando um artigo
para ter com o que embasar.

Até aonde minha originalidade
mostra minha capacidade?
Até aonde seu conhecimento
permite meu crescimento?
Ensina-me tanto a fundamentar,
mas não prima por me referenciar...

Suzianne Santos 


* para algumas situações particulares, mas ainda presentes no mundo acadêmico

terça-feira, 3 de abril de 2012

"Sinônimo de amor é amar"



Expondo cartas marcadas
cada passo parece infalso
mas ao passo que inspiras,
não deves mais comprimir

Destoe sua sepialidade,
aos clássicos permite-se a palidez
pelo avançado rubor já causado

Multifoque teu olhar compenetrado,
para que queira o que quer
sem desquerer o que se é.

Posto assim nada está errado,
bagagens só produzem saudades
quando algo antes tão distante
se torna uni e nos une,
e só sabendo conjugar 
os sinônimos zérramalhianos,
saberás produzir concreto do abstrato.

Suzianne Santos

terça-feira, 27 de março de 2012

Conversas de vidros e latas



Entre vontades e realidades,
um gosto amargo reflete na boca
amores de vidro:
quanto mais frios forem,
melhor a cerva serve.
Degela queimando tudo
e no fim recicla em lata
esse desejo pueril
de não ver a vida cacteada.
 Mas que não deixe dormente muito tempo,
essa embriaguez só engana os inocentes,
pois o maior desejo de todo ser de lata
é produzir vibrações internas,
numa intensa disritmia
que apenas aqueles que sentiram
a amargues de vidros
reconhecem o valor da doçura
de amores que pulsam.

Suzianne Santos  

segunda-feira, 19 de março de 2012

Constelações de noites frias



No sol poente
dos dias descarnados,
uma rima falsa
prosa em meu coro desafinado.
Feche as cortinas,
em meio a aplausos e ilusões,
Nasça um afago,
em meio a raios e trovões,
o que prende,
o que domina,
o que aspira,
tudo se constrói do nada,
para nada virar tudo,
então que seja levada
 no doce rumor
ou cítrico sabor
a tal da vida
e que assim se permita
fazer do anoitecer
um convite constelado
pra aurora que vai aparecer.

Suzianne Santos

quinta-feira, 1 de março de 2012

Bailarino de meu dueto

 

Poderia fazer aquela música
Há tanto prometida,
Mas, sinto muito, amor,
Se cá me faltam acordes
Que decifrem a sonoridade
Com que acorda meu íntimo
A cada dedilhar no meu ser,
a cada arranjo que arranja
pra fazer mel(h)o(r)dia.

És meu verso mais brega,
És meu dueto favorito,
És de meu pé de serra
que aconchega ao luar
ao tango que me incendeia.

Mas não te queiras perfeito,
Nem de rima e passo seco,
Que minha vida
Precisa de sua companhia
para dar corda à nossa música
e dançarmos desajeitados,
bailarinos descaixados
no ritmo que a vida
nos ensinou a bailar.

Suzianne Santos




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Ciranda poética



Não me importa se teu passo tem hora
Ou é distraído e quer demorar
Não me importa se chora ou se rir,
Se quer gritar ou se quer redimir
Não me importa se teu passo tem hora
Ou é distraído e quer demorar
Não me importa se chora ou se rir,
Se quer gritar ou se quer redimir

Só me interessa o que você preza,
Se o coração paralisa ou acelera,
Se tem saudade ou é só ‘’o mal da idade’’
se quer paquerar ou quer chamegar.
Se tem saudade ou é só ‘’o mal da idade’’
se quer paquerar ou quer chamegar.

Nessa ciranda é a vida que poetiza,
Só me interessa que sinta e se permita,
Saiba apenas viver e respirar
que estará em sintonia.
Por isso, venha,
Que a rima é agora,
Deixe de demora
E venha cirandar
Por isso, venha,
Que a rima é agora,
Deixe de demora
E venha cirandar

Me dê sua mão
Solte o seu refrão
E vamos poemar
Me dê sua mão
Solte o seu refrão
E vamos poemar

Suzianne Santos

Sobre ponteiros e areias



Sobre ponteiros e areias

Qual a distância entre o silêncio e a palavra?
Qual o espaço entre o vão e a porta?
Inteligivelmente o tempo reina soberano 
entre saudades e vontades,
restando ao ser humano
ser refém do ser dominador

Momento certo,
melhor hora,
adequado tempo,
incontrolável demora.

Quando a areia para?
Quando é que fala?
Quando pode entrar?
Quando a hora é agora?

Temporalidades a parte,
a vontade infla
pela majestade renegada,
que deem o cetro à consciência,
que declarem soberania à sapiência.

Se os ponteiros internos cessaram,
no que externos interferem?
que joguem a areia ao vento,
libertem o que não se cala.
Decerto, nada é certo,
mas cabe um pouco de alento,
ao velho tempo.

Suzianne Santos