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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Segundos





Já não sei se consigo dizer quem sou. Aconteceram muitas coisas em muito pouco tempo e eu fui mudnado e mudando ... Aprendi algumas coisas, esqueci algumas coisas. Andei de bicicleta, sorri, chorei, tomei banho na chuva, gritei no meio da rua, escrevi, cantei, sonhei, beijei, abracei, lamentei e até dancei. Cortei e pintei o cabelo, fiz as unhas, arrumei o quarto, li livros antigos e reisquei as paredes. Corri perigo, tive crises de garganta, assisti aos jornais e acabei comentando sobre alguma notícia relevante. Descobri que tudo passa, descobri que enquanto eu for humana eu estarei sentindo e desobri que depois de encontrar o fundo do poço acabamos percebendo que sempre haverá alguém para jogar a corda lá de cima para nos resgatar. Tive falta de ar, dores de cabeça, quebrei o meu óculos ... E acabei percebendo que um segundo é tempo suficiente para que uma grande mudança aconteça. Talvez eu nunca tenha conseguido dizer quem realmente sou e estou qause certa de que jamais conseguirei ... Pelo menos não enquanto os segundos existirem.



(Lana Cristina)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Domingo



Cozinhando em banho maria!
Mas de qualquer forma... Isso é tão confuso
que eu só consigo me imaginar pulando pela janela.
Muito do que se sente, é preferivel que vire apenas link...
porque caso vire algo mais, lá na frente só destroços restarão.
Então deixa tudo como está...
deixa quieto esse amontoado de toxinas que sai do meu coração.


( Lana Cristina)

domingo, 13 de março de 2011

Ciclo encerrado




Para que uma porta se abra é necessário que uma outra porta se feche. É necessário que as coisas deixadas de lado não sejam simplesmente deixadas de lado, mas que sejam realmente esquecidas, é necessário que se tire do que passou a lição que se tem de ser tirada e o que restar apenas como peso mental seja excluído. O fim de um ciclo marca o inicio de um novo, marca uma renovação, renovação em que as mudanças se fazem presentes e a tranqueira do passado é largada na lixeira. É quando o imponderável do sempre curioso caos revoluciona mais uma vez os momentos antes monótonos da nossa vida. O novo ciclo também terá seus altos e baixos, e sempre se espera que os baixos não sejam causados pelos erros por hora transpostos do ciclo anterior.


( Lana Cristina )

sábado, 12 de março de 2011

Olhos, rugas e sorrisos em falta




O coração não sangra. Os olhos não brilham. Novamente me vem aquela sensação de vazio... uma sensação de que eu nunca mais sentirei nada. A boca está seca, os olhos estão fixos nessa tela cheia de imagens, letras e cores. Simplesmente nada acontece. Talvez eu tenha sentido muitas coisas ao mesmo tempo e tudo isso foi me sufocando, sufocando até que a bomba explodiu e se tornou um silêncio profundo. Nada se ouve... é como se o barulho do vento invadisse o meu ser. Eu posso ver o banco, o poste aceso, a árvore sem folhas, o vento tocando a sua marcha fúnebre e o vazio, o simples vazio dominando o todo. Os elementos certos para a cena perfeita no filme do meu estômago chamado coração. Se eu disser que o pulso ainda pulsa... estarei contando uma das minhas maiores e verdadeiras mentiras... O pulso não pulsa, ele está congelado. Os meus glóbulos vermelhos estão no meio de um congestionamento, cada um ali, sem poder se mover... e eu lamento informar, mas não há previsão alguma de quando isso irá passar. Não sei... Talvez eu deva mesmo parar de passar noites e noites me drogando com incensos ao som de Beethoven. Talvez eu deva sair correndo por aí ou até mesmo levar o meu cachorro para passear. São tantas opções que as próprias opções acabam me sufocando e me fazendo ficar aqui, bem aqui. Sem vontade alguma de me mover um centimetro sequer. Mas... é como aquela frase que você sempre usa... “ Você verá de novo, novos olhos brilhantes “... Certo

(Lana Cristina)