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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Desconstruindo Amélia / Parte 2

Resultado de imagem para feminista profana


Quiseram-me Barbie,
Mas Barbie eu não podia ser
Barbies são artificiais e idênticas
E eu não,
Eu era gente.
Quiseram-me prendada,
Domesticada,
Pura e santa,
Rainha do lar.
Mas eu quebrei todos os pratos
E esqueci do sal na comida.
Quiseram-me donzela,
Moldada,
Amélia,
Serva, Outra
E submissa.
Quiseram-me corpo
Quiseram-me tudo e esqueceram-se de mim.
Mas eu não,
Eu fui por onde eu quis
E fui de quem eu quis
(inclusive minha):
Do ler, do ser e do desprender.
Experimentei, senti e tive toda a percepção
Quis desbravar e desbravei
Quis desconstruir e desconstruí
Quis ser aquilo que exatamente fui
E não deixei que me pegassem pelo braço.
Eu me rebelei quando eu quis
Voei por mundos que, de tão meus,
Não quiseram mais nada de mim
Além de me ter em tonalidade própria á minha expectativa
Na incansável sede de repetir
Que uma mulher livre é um exército, meu chapa.


(Mara Raysa 1/08/2017)

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O psiu de cada dia, não nos dê hoje e nem amanhã


Penso que a luta não vai acabar nunca.
Que as mulheres são fortes, mas tal força é capaz de mudar comportamentos como esse?
E penso nas mulheres que pensam o mesmo que eu.
E me sinto mal por quase perder a esperança.
E penso em um possível estupro que possa acontecer.
E penso que já sou violentada antes mesmo.
E penso que quero cuidar dxs minhas/meus irmãs/irmãos que passam por isso que eu também passo.
E penso que eu tenho que pensar.
Pois eu to cansada de ignorar.
Penso que tenho que por ora me relembrar que eu não sou coisa a se brincar.
Me dá seu apoio, irmão.
Não me dê "psiu".
Você não precisa disso.
Eu também não.
"Vem cá", sua violência verbal quebrou minhas pernas.
 Cegou meus olhos.
Mas eu posso te ajudar a enxergar ainda.
Que o machismo não vai te ensinar a caminhar.

Dandara Cristina

quarta-feira, 4 de abril de 2012






O corpo é meu!
Quem disse que pode chegar mexendo!?
Minha roupa curta, minha maquiagem não te dá direitos de nada!
O corpo é meu!
Fazer sexo no primeiro encontro não me faz menos respeitável.
O corpo é meu!
Se não quero fazer isso ou aquilo, RESPEITE!
O corpo é meu!
Não somos nem putas, santas, mercadoria ou inferiores!
Somos gente! Somos mulheres!
O corpo é meu!
Nosso lugar não é só na cozinha e no fogão!
Nosso lugar é nas ruas, no escritório, na luta, na TV, no mercado, em todo canto.
O corpo é meu!
Não importa as convenções, a construção hipócrita da sociedade.
Não somos uma boneca, uma cozinheira, um pedaço de carne, um tipo de cerveja!
Somos gente! Somos mulheres!
O corpo é meu!
Meu direito é igual ao seu.
Posso beber, fumar, trabalhar, amar da forma que for.
Isso não nos faz menos ou mais. O que vocês homens podem, nos mulheres podemos!
O corpo é meu!
MACHISTA! Não me diga que uma mulher amar outra é porque não achou o homem certo!
Quem disse que somos mal-amadas, sapatão, putas, mal comidas?!
Somos feministas! Lutamos pelo que é nosso de direito!
Fique fora do meu corpo Igreja! Eu decido sobre ele.
O corpo é meu!
Fomos queimadas por tentar participar das ciências. Somos bruxas, somos loucas!
Quando lutarmos por direitos e participação no mundo público, fomos torturadas, presas e mortas dentro das fábricas.
Somos mãe solteira, estudante, dona de casa, filha, putas, trabalhadoras!
Somos LUTADORAS!
Somos gente! Somos mulheres!
O corpo é meu!
Mexam-se mulheres! Levantem-se! Inquietem-se!
A mudança disso tudo vem de nos!
Tudo fica igual quando não nos mexemos, não nos mobilizamos!
Sejamos UNAS! Vamos nos unir! Lutar!
Não esperam sentadas!
Não sejamos mais mortas, estupradas, assediadas!
Levantem-se!
Pegue o que temos e vamos as ruas, vamos as lutas!
O chamado para a mudança está aí!
O corpo é meu!
O CORPO É NOSSO!
(Dalila Cristina, 04/03/2012)