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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Ciranda de beira de rio

Cafundó - Pau D'arco do Piauí

Noite que chega, traz o frio e magia
e a nostalgia de um tempos de canção
Vinham as vozes pelas matas e folhagens
carregando a mensagem
de saudade de monção

Fogueira feita na pedra de lajeiro
o povo inteiro em alegria pra dançar
beira de rio nesta noite de folia
vem trazendo a melodia
para os sonhos rebentar

De lado a lado, esperando o alvorecer
as energias vão fluindo devagar
um novo dia de esperança vai nascer
feito ciranda que chegou para girar

Chega pra roda vem, vamos cantar
a natureza quem vai nos guiar
Chega pra roda vem, vem cirandar
beira de rio seja o despertar

André Café

sexta-feira, 22 de março de 2013

Ciranda do amor secreto


Fogueira queimando,
folia de terreiro que acende a paixão

Lá vem meu amor,
cor mais bonita do alto do meu sertão

Ciranda girando,
laço de fita, alegria e balão

O medo doce em dizer
que era dela o meu pobre coração



André Café





segunda-feira, 18 de março de 2013

Parcelas suspensas no mundo do Ar - Ciranda de Ohm


Pra poder ver teu sorriso
fui na mata encontrei
a flor de paraíso
que eu tanto procurei

Achei entre espinhos
a beleza dessa flor
e ela é meu caminho
pra viver do seu amor

Canta alto passarinho
voa feliz a cantar
está feliz com meu destino
cantando o dia que está pra chegar

Voa felicidade
meu peito é ave bem lá em cima
palpita forte o amor que invade
que me faz dança, rebento e rima

Dona cirandeira, levou o meu amor
hoje caio na roda pra sentir o teu calor
Dona cirandeira, me leve pelo ar
ao som dessa pisada, nos teus braços vou sonhar

André Café









segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Ciranda da alma

xilogravura Ciranda, imagem obtida no site da artista plástica Yole Travassos.

Velho guerreiro da luta vai chegar
com a sabença da vida desse chão
menina nova começa a batucar
pelos caminhos que escolhe o 'cor-ação'

Mulher guerreira sacode o ganzá
lá vem menino, com incenso na mão
ruma de flores pra deusa dessa mar
de braços dados, girando de paixão

Olho no olho num desenho circular
deixando fora, toda sua preocupação
gingando em festa, rodopia a noite inteira
com a certeira ideia de transformação

Vem cirandar bem, vem bem cirandar
a alma pede tempo para se harmonizar
Vem cirandar bem, vem bem cirandar
lado a lado, todo mundo, faz parte deste cantar


André Café


 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Cirandando paixão


Caindo a noite, flamboyant já tá dormindo
o oitizeiro fecha o olho e será fim
tantas estrelas que no céu já vão tingindo
o amor dela que a Lua deu pra mim

Canta poema, na magia seresteira
canta menino que teu bem já vai chegar
canta-se a rua, a cidade a noite inteira
me debruçando, esperando ela passar

Alegra a festa, no coreto já dançou
foi madrugada que na minha mão tocou
e manhãzinha que teu olho em mim ficou,
raiar do dia que a gente se amou

Cirandeiro cirandando paixão,
foi mandinga da tua beleza
Cirandeiro cirandando emoção
deste amor nascido em natureza

André Café

terça-feira, 5 de junho de 2012

Ardor em Ciranda



A lua pinta lá no céu tantas estrelas
tanta beleza pro amor se anunciar
mas que maldeza, coração tá desatino
segue rumo sem destino, sem canção  para cantar

Alumiando as paixões dos namorados
na roda, o samba, faz magia acontecer
é tudo festa, menos eu, desavisado
o amor deixou de lado seu canteiro pra nascer

como menino, revirando a madrugada
passará outra alvorada
com ardor preso no peito

vou prosseguindo, na ciranda faço verso
digo aquilo que é inverso
dessa dor que não tem jeito

Vem minha ciranda, que eu quero cirandar
falar contigo, sobre os segredos do mar
Ó vem ciranda, deixa o dia raiar
se me passo pra essa dança, deixa minha dor passar


André Café

terça-feira, 8 de maio de 2012

Amor em Ciranda - 18º Chapadão

Amor em ciranda

Ciranda margaridas - tela de Monica Santana

Pele rosada com um cheiro de ardor
beleza turva que me enche de pavor
o riso solto com aroma de fulô
dança rodada temperando teu sabor

Vento malino, passeando em tua cor
sol mandingueiro, faz inveja teu calor
de pés descalços, faz zueira sim sinhô
foi na ciranda, que se fez essa magia,
tu vestida em poesia, arrebatando meu amor

Roda ciranda, segurando a minha mão
é boi que gira, com paixão e tradição
roda ciranda, faz poeira nesse chão
na batida da cumbuca, faz tum tum meu coração

Olhar faceiro vez em quando faz temor
quando faz prosa deixa nego em fervor
Ó lua grande eu te peço por favor
que essa pequena desalinhe a minha dor

A cor vermelha no meu rosto ela marcô
foi bem no samba, que fiquei todo rubor
se fez silêncio, todo mundo observô
é fantasia, a mandala contagia
culpa tua minha vida, sacudindo o meu amor

Roda ciranda, segurando a minha mão
é boi que gira, com paixão e tradição
roda ciranda, faz poeira nesse chão
na batida da cumbuca, faz tum tum meu coração

(André Café e Mário lacorrosivo)