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terça-feira, 3 de junho de 2014
Rascunhos de uma poesia perdida
Achei perdido no bosque do velho porto
Dentre folhagens secas sem tom
Respirando o ar tóxico da vida
Sem saber o que era o dom
Lamentava cada passo, pensava que a vida era mesmo assim
Achei de um modo triste, tão calado que não me chegou a sorrir
Parecia buscar a solidão e engraçava-se com a dor
Colhi com luvas finas e dei abrigo entre meus cabelos e um pouco de calor
Foi um apego com braços e pernas abertos e com a alma calada
Sentindo aquele senhor do meu acaso que hoje é ele quem me acalma
Paula A.
Meu querido ex-namorado
Tentei te fazer minha maravilha com céu poente de noites passadas, a única coisa que consegui fazer, foi amassar rasgar o papel e engoli com saliva seca.
Eu quis te por no meu café, mexi com colher de ouro, mas que droga! Ficou amargo.
Querido, eu até colhi rosas de um cemitério perdido, mas nada adiantou porque o vigilante correu com a pá atrás de mim.
Te chamei pra brincar no parque, feito doida empurrei teu balanço e sem querer as correntes romperam, nem quis ver como ficaram aqueles seus restos
Mas eu ainda te amo tanto, só não sei fazer isso direito.
Paula A.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Meu ser
Meu corpo, o meu refugio acolhedor, forma artística, devorador de sonhos e sentimentos profundos.
Me expresso com calma, ânsia e dor, uma forma feroz de sentir calor, pouco tocado por mãos masculinas e femininas, mas muito usado de pensamentos e desejos devoradores. Minha nudez revela meu espaço criativo imaginário que dá vida a uma tensão uma historia contada em silêncio, um sentimento puro que ama de verdade. Revelo na minha pele o que grito com arte, sou artista e meu corpo, dentro de tudo; isso já faz parte.
Paula Santos
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Devorando calmamente minha ira fria, por baixo de meus nobres lençóis úmidos, sem um pingo de amor...
Meu corpo aos poucos estabelece contratos.
Apago a luz do meu quarto, esperando que me chegue com olhos incertos, suando frio, me entregando ao bem maior...
Juntos, abraçados dentro da noite, selamos um pacto silencioso. Insinuado.
Seria nossa brincadeira mais seria capaz de adormecer nossa consciência, apenas dando-se ao prazer. Onde uma vida é certa e os desejos mais secretos se revelam quando tiramos nossas roupas...
Clarão intenso e trovoadas. como a chuva, estamos ausentes um do outro. ilegais labaredas rompem como que gemidos. Celebramos o inevitável, o desejo da curva. a oleosidade sadia.
Observando teus olhos hipnotizados com meus quadris que se movem pra você, fugiríamos por uma noite pra continuar essa relação quase que suja e proibida. Enquanto os pingos de chuva molha a calçada lá fora, tu me aquece com teu sussurros amargos.
O fogo que me consome concentra nos teus seios, de onde acendo meu cigarro. Persigo-te perigosamente assim pelo quarto, pelas ruas. Aceso, incandescente: procurando te possuir.
Paula Santos
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Boca calada moscas voando
Nessa cidade que abriga meus anseios e espreme meus absurdos, não me deixa vê aquilo que meus olhos deseja ter.
A juventude mostra o que sabe, de palestras nas ruas, a poesia em sarau na praça com música no solo. E olha veja só, é o que sei fazer, e nem mesmo me deixam mostrar.
Meus tempos preferidos são da ditadura onde mesmo calados sabiam falar e protestar e tudo que mostro esses anos que me permanece viva não se interessa, me cala a boca e faz-se o silêncio dentro de mim.
Tenho dezenove anos de estrada e nasci no tempo errado nos anos noventa e cheguei a dois-mil onde nem meus cigarros são bons, o amor ate se escondeu para não ter que olhar para uma sociedade frouxa que se manifesta através de desordem e ainda dão banana para o vento, uma variedade que pouco me importa e Bukoswki ainda queria estar vivo até agora, mas ele não está perdendo nada.
Uma pena! Um tristeza uma perda de tempo, o que me resta é navegar nos livros de sessenta e oito e ver aquilo que ainda tá esculpido, ouvir aquelas músicas que chora, e refletir no tempo que eu nem tinha nascido.
Paula Santos
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Diz à lenda que os pensamentos são a sombra da desilusão
Que os santos são tristes que o universo não conspira ao nosso favor,
Caberá nossa cabeça nos guiar sobre a terra porque
O vento sobrevoa entre nossa razão e alguns são levados para sempre
E ficamos um tanto sem ideia.
Andamos sempre apenas com nossas pernas e não deixamos nosso próprio
Caminho suicida se proliferar perante nossa curva da vida irreal.
O relógio aquele tal inimigo dos meus segundos
Me atinge, me espanca a cada tic tac torturador .
O que realmente é isso, bom isso
É a realidade que esta me afetando, e não tenho peito
O suficiente para encarar o fim de uma missão não cumprida
O que eu estou fazendo aqui sentada nesse mundo?
Não sei lidar com as pessoas que circula nessas
Ruas de desordenados
Esperando com a calma minhas mãos fervem,
Meus passos cambaleiam e me levam pra eternizar essa alma suja
O outro lado me espera o mesmo lado que é muito mais
Além das estrelas e da lua, mas bem perto da cabeça de Deus.
Fui viver a eternidade, enfim descansarei em paz!
Paula Santos
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Ontem pela noite
Não que seja fácil embarcar nessas histórias que a vida oferece para aqueles que nela habita.
Algumas tentativas de salto pro alto, e outras que nos balança e nos derruba, Nenhuma pessoa irá te ajudar ao menos que no seu bolso sejam acolhido dinheiro o suficiente para comprar a lei do silêncio e o grito dos mortais.
Tentar viver com olhos insanos de maneira mentirosa, só nos entristece mais, já clamei por várias vezes para que uma noite ou um dia qualquer eu seja arrebatada de forma calma e que ninguém derrame poucas lágrimas por mim que nunca pensei em ninguém.
Quero ser hipnotizada pelo vento da madrugada que nele minha alma seja levada para as águas do rio onde ele corre tranquilo e me mantenha serena por toda minha eternidade que na minha reencarnação eu volte para esse mundo de descoordenados de uma maneira discreta e sólida de preferência uma rocha que nunca se machuca apenas fere os outros sem seus pensamentos .
Mas como isso não é uma oração para Deus me ajudar é apenas um pensamento com forma de literatura, eu encerro acendendo um cigarro e vou fazer sexo, porque é dessa forma que esqueço que sou humana e paro de pensar.
Paula.S
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Sim. Eu me sujei!
Alguém me disse no rádio que as coisas um dia irão despencar
E nisso alguns ventos avassaladores passaram e levaram
Algo que cultivei para guardar e usar quando eu for embora.
Esperei de Deus respostas, ele atendeu meu pedido, e eu não soube
Retribuir com meu reconhecimento.
Devo está sentindo na minha pele o arder de perder as coisas boas
Que já habitavam em mim, quem sabe eu não sabia valorizar
Aquilo que já foi me dado.
Nessa estrada de pessoas arrogantes, eu me encontrei perambulando nela
Me filtrei de maneira discreta, me sujei com orgulho falso
Me tornei o nojo me tornei o nada.
E foi por isso que minha felicidade está sendo tirada de forma silenciosa.
Paula Santos
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Sabedoria da Meia Noite
Eu sempre vivi longe da realidade
Toda vez que eu a encarava, minha sabedoria nunca me explicava.
Restava a única pergunta que nunca foi dita a resposta improvisada.
Isso nos torna loucos nos faz virar pessoas fora do comum,
Mas se isso que estou vivendo é a verdadeira loucura; eu quero me aproximar aos 60 nesse caminho bizarro.
E todos nossos sonhos são como as instruções que temos que segui-los
Para saber viver de forma descrita por Deus.
Se não nos concentramos ao fechar nossos olhos em momento
De meditação, simplesmente são afastados por nossos erros.
Então vamos aplaudindo nossas virtudes, porque nossa historia
De vida é nossa viagem mais inesquecível e psicodélica que
Deus pode nos oferecer.
#Paula.S
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Com açucar e Pimenta
Com açúcar e pimenta, fiz do nosso amor
Um incrível sabor, melhor que o desejo que arde
Em nós.
Usei as pétalas da flor pra fazer uma bela e minúscula
Saia de roda pra usar quando irmos ao nosso jantar.
Tudo se faz do nosso cobertor, a luz simplesmente.
Se apaga e ficamos um grudado no outro,
Caso a chuva começasse a cair.
É tão bom amor, ouvir de ti palavras meigas que conseguem
Me fazer a mulher mais linda da cidade.
Com açúcar e pimenta, fiz da nossa história
A mais pura realidade, e só de abrir meus olhos e ver que é real
Já me faz a mulher mais feliz da cidade.
Com açúcar e pimenta faço do nosso amor
Uma vida inteira
#Paula.S
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Silêncio alguém esta morrendo.
De repente só vejo vultos na visão ardente.
Me da um pouco de medo mais acho que faz parte da vida.
Será que devo correr pra mais perto, ou continuo onde estou
Nem vai precisar fazer o esforço porque ela vem até a mim.
Tenho certeza de que é uma visão caótica que aglomera meu medo de sair sem olhar pro fundo da escuridão.
Será que devo adiantar minha cova entre sete dias de penumbra no meio da névoa cinza.
Ou esperar para que a morte me toque de maneira fértil.
Não sei apenas me entrego.
Paula Santos
Bem, veja bem
O que será que há de errado com você
Já na te vejo e isso já faz três dias
Não deixou nada na minha caixa de correios
Eu não mito, eu estava aguardando pra saber como você está.
E juro que sinto sua falta.
Nem um telefonema, nem uma chance de ver outro riso seu.
Tive que engolir a seco o desespero de uma despedida
Porque mesmo sem querer saber o porquê
Tive que ouvir das paredes mudas, que você morreu
e não pertence mais a mim.
E tive que deixar o vento te levar pra sentir pela última vez você me tocar.
Paula Santos
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Velho Buk
Maldito sejam seus pensamentos velho desgraçado
Que de pura ironia resolveu me escolher pra ser sua vítima fatal.
Babado de vinho, fedendo a charuto barato, veio com uma literatura blasfemática e conseguiu arrancar-me os olhos me fazendo grudar minha atenção em suas crônicas de um amor louco
Mulheres, não são o suficiente para suas fábulas gerais de seu delírio cotidiano,
Por favor, cale-se diante de sua cova que mesmo descansando me faz chegar ao sul de lugar nenhum.
E agora depois de morto, ainda consegue ser meu amante mais impecável
Ainda me convence me chamando de seu Factóm, e por isso sou obrigada a me exaltar diante de todas as suas obras de um bêbado mero mortal.
Tudo isso é um misto quente de puro amor e ânsia de morrer e topar com você no inferno, assim te direi que você sempre foi um velho puto na minha vida.
E como já te conheço bem BUKOWSKI, sei que vai retornar toda minha ira com um sorriso meigo.
Paula Santos.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Sim ele existe!
Nos confins dos clamores de uma sociedade crítica chego a pensar errado
Por dizer que Deus é nosso ar, nossa calma, tristeza, alegria.
Será que penso errado em achar que Deus não é um homem bonito de cabelos compridos
Barba bem feita e corpo “BRANCO” malhado.
Talvez o que penso é aquilo que me julga.
Quem sabe DEUS me matou centenas de vezes
Pra me fazer cair na vida real, será que vou novamente ser julgada por achar que Deus também é assassino.
Pois no próprio livro diz que só ele da à vida e só ele pode tirá-la.
Será que Deus foi rebelde por criar aquele que nele mesmo cospe
Que pisa em suas leis.
Será que aqueles que seguem religião creem que o inferno existe
De forma mundana, onde nós nos encontramos agora.
Que são as pessoas que se acabam e não o mundo, porque devemos saber que o mundo é infinito.
Meu Deus!!! Eis mais um clamor.
Será que Deus é meu mesmo ou errei em chamá-lo assim.
Talvez Deus possa me castigar me punindo dos votos que faço a minha dignidade
Por escrever e publicar tal blasfêmia que saem da tinta da minha caneta.
Mas sim Deus existe, sim existe ao nosso redor.
E no meio dos gritos de piedade da desgraça de uma pobreza que abrem à boca e dizem
Não saber crer naquele que realmente em nós habita.
Paula Santos
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Sou eu
Há muito tempo mudei de nome, há muito tempo não sei mais quem sou
Se sou nobre ou culta, se sou rica ou meiga,
As palavras não sabem me descrever elas me rodeiam e rodeiam há dias.
Mas nenhuma sabe como fazer pra me escrever.
Sou apenas aquela folha seca que já perdeu o verde
Ou sou a árvore sem fruto?
Talvez eu seja a música tocada ou sou um livro da mesa
Não sei!
Mas o que apenas acho de mim, que sou a poesia solta sem rumo
Mas cheia de amor, mas amor pra quê?
Amor pra emprestar para aqueles que respiram o ódio, a inveja e a dor.
Paula Gabrielle
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Alice
Observei-te no vão dos livros, estava linda de admirar,
Você mostrou que ainda gosta de mim, e eu te retribuí com apenas um oi!
Eu te machuquei e você ainda gosta de mim, ainda gosta.
Sua roupa seu cheiro sua boca, me encanta, me seduz, me contrai, me faz chorar.
Quero fugir com você aos olhos do mundo fingir que ainda há uma chance de viver com você
Paula Gabrielle
Puta
A vida nos ensina a se levantar através de quedas que nos derruba na frente de pessoas que nos perturba com angústia com lágrimas e dó.
Através de protestos do silêncio, eu grito pra que me deixe em paz
Que fuja com todo esse desdém de medo.
Picho o muro daquele karnak, julgando aqueles que odeio
Aqueles que se denominam como humanos.
Que odeio da maneira que eles vivem, da maneira que eles transam, do cheiro do cigarros
Feitos por eles tocados por eles.
Meu Deus porque tive que nascer uma humana? Por quê?
Por que tive que ser mais um deles? Por que eu não nasci uma árvore
Assim eu amaria o próximo
Paula Gabrielle
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Viajei
Vou apertar e acender,
Minha mente vou ativar
Querendo no deleito da natureza descansar
E assim me jogarei no mar.
Paula Gabrielle.
Circo de miséria
Já não há mais tempo para viver
Já não existem mais ruas para correr e nem roupas para vestir.
Foi tudo levado, do circo que era alegria restaram apenas às sombras.
De uma fantasia.
Os palhaços já não sabem mais como rir, jogaram suas pequenas alegrias
Em uma lata de lixo que não dá mais para reciclar.
Não há mais brincadeiras, não há mais amor, só pena sem humor.
As cortinas se fecharam mais cedo e o silêncio devoraram os aplausos
A grande lona que cobria sua cabeça se rasgou.
E a sombra da morte os abraçou.
E infelizmente o circo de miséria acabou.
Paula Gabrielle.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Meu sem sentido.
Depois de seguir nas madrugadas de sonhar acordada
Fui mais além do que pensei, você talvez seja o único
Que não vai me ver chorar no chão.
Quando achei que era tudo perdido adivinhei com convicção
Meu futuro feroz,
Então vou saindo fechando a porta sem falar com mais ninguém
Cultivando meu passos, regando minha alma e reagindo as
Agressões que a vida tem.
Em vão minhas palavras voam, já não tem mais sentindo
De trair a confiança de alguém.
Onde está alguém que amo, onde estão meus sentimentos?
Acho que é o fim, de tantas historias de embriagamentos
E desperdiço de sei lá oque.
Não foi em vão.
Paula Damasceno
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