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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Canto


Canto;
pra distância ser o tempo de um acorde,
o espaço curto entre as notas,
o milésimo de instante antes do som

Pra quem eu canto?
aos amores; há quem discorde
aos quatro cantos, por várias rotas,
saudoso, mas sem perder o tom

Mando de mim, um bocado
entre tantos versos cantados
pra moça que quase morre ouvindo
enquanto chora, cantando, sorrindo

Para quem tem toda saudade
pra expiar minha ansiedade
a melodia, quem sabe, vai criar
a força para que eu possa voltar

André Café

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

De madrugada, a gente é assim, ar, dor III: mas a disposição nunca cessou


Eu mergulhei tão profundo
sem uma mira definida
mas com fôlego e vontade
pra te encontrar de novo
pra nunca mais sair de ti

Não falta ar, não há pressão
quero ao longe te ver;
distante ou perto,
num certo ponto
ou conto futuro
sendo seu presente
e sentir o que a gente sente
quando somos um laço, no abraço do coração

Que saudade de você

André Café

sexta-feira, 11 de abril de 2014


Saudade é aquela coisinha pequena
que formiga aos poucos de forma serena
Por infelicidade, vai crescendo
vai crescendo, vai crescendo
Chegando ao ponto de lembranças serem tão reais
e os sentidos tão materiais
que o coração aperta
ficando tão alerta
que a mão gela em dose certa
Ah, saudade
firme, forte relembra felicidade
trazendo consigo a ansia do tempo
que parece tão perto, mas é tão distante

(Miguel Coutinho Jr.)

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Assim: saudade


O dia amanheceu assim: saudade
o porquê adormecia
enquanto o alvorecer doía
minhas contas de verdade

O tempo quis e se fez
porto seguro para o mundo
enquanto gume forte e profundo
me rega torpor e morbidez

André Café

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Veio antes


Nem em outubro
ou nunca se viu
que a corrente de nostalgia
foi de um apego assim:
surpresa

Eu que em cada ciclo
me acorrento
realmente me abati com teu ataque
inesperado, mas como sempre
frio, nebuloso
eu que de um passado desgostoso
só tinha lembranças ausentes

Você vei antes
e me deixou depois de tudo
num absurdo de reflexão
na amalgama do coração

André Café

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Outra pitada de suadade


Sentir o gosto do teu cheiro
na ponta da língua
a míngua me vi em choro
no coro dos que cantam alegria

desafinava saudade

Não por ser maldade
mas por ser leito
vívido e presente no peito
quando é ausente, o perfeito
é surpreendente deidade

André Café

Haikai do samba de saudade



Um samba rouco
de um louco amar
de tão longe,
que sangra

André Café

sábado, 27 de abril de 2013

Saudade...

Naquele dia
Nossos olhares se cruzaram
E feito borboletas
A brincar no jardim
Confundiram-se
Perderam-se
Dançaram sem ensaio
Mas em sintonia perfeita
Aquela música
Que por horas
Se fez nossa única trilha sonora
Ficou presa a minha memória
...
Sem despedidas
Fomos embora, nos abandonamos
E feito tantos casais por aí
Nos perdemos um do outro
Nunca mais beijos, olhares
Nunca mais aquela música
Nunca mais dança
Apenas saudades.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Never die.


"Toda noite de insônia
Eu penso em te escrever"
Tantos versos saem
Tantos pensares se esvaem
Tanto se perdeu
Do que se viveu
Eu te escrevi
Te tatuei em mim
Não me arrependo
E, com amor, eu lembro
Que o ciclo se fechou
Que o "nós" acabou
Mas a tua marca
Permanece aqui, registrada
E o meu sentimento
Tão invisível quanto o vento
Não desfalece
Não perece
Não desiste
E não me deixa adormecer.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Mal de Alzh(ência)mer

 Não sei o que me padece,
Os dedos tropeçam frente à escrita,
As linhas aparecem turvas,
E a mão paralisa frente ao papel.
Às palavras, ordem não há,
Dançam baratinadas, desencontradas,
Vagando na imensidão do pensar,
Sem tinta, nem escrita que as defina.

Talvez seja presença de alguma doença,
Quem sabe Mal de Alzheimer,
ou quem sabe só outro mal de ausência:
mais uma vez meu desejo vacila em se abster
na vã busca da prevenção aos males
que a exposição prolongada a ti me causa

Eis que fico na incerteza de saber se saudável é ter
A cura sórdida para uma mente sem lembranças
Ou a febril contaminação por tuas carícias.

O problema é que a cura afeta a poética de ser,
É preciso pulsar por tuas rimas para as palavras formar,
E os antígenos contra o Alzheimer de meus versos
Só encontro na tua virulenta presença.

Hei de então permanecer ao sabor dos males de sua essência
Em prol dos benefícios contra sua ausência
para que possa bailar as letras de meu querer
e retomar as rimas às linhas de seu ser.

Suzianne Santos

quinta-feira, 26 de julho de 2012



Hoje acordei com saudades...
Eram tantas que não couberam apenas no peito,
Logo transbordaram e rolaram sutilmente por minha face...

Saudade da infância destemida,
Com a família na fazenda, onde passávamos o dia
A correr, a brincar, a cansar entre primos e primas, amigos e amigas
E, pessoalmente, não deixava escapar as correrias atrás das criações,
coisas de pirraça, coisas de artistas...

Saudade de quando íamos ao Rio Pindaré,
Invenções de meu pai,
Convidava uns amigos pescadores de fato,
E ficava só na espera, aguardando um pirãozinho e um bom caldo...
Panelas e isopor na cabeça,
Crianças mais medrosas pelos ombros, encarando a correnteza...
E eu...? no máximo segurava a mão de um tio e ia flutuando pelo rio...
Saudade desse pequeno gesto de liberdade...

Saudade de como momentos como estes,
Geralmente um dia, faziam minha vida uma completa alegria,
Saudade de como nestes momentos às vezes,
Olhava para o céu ou para o rio, ou mesmo a natureza ao nosso redor,
E imaginava: 'como será meu amanhã? Onde vou trabalhar? O que vou estudar?
O que vou ser quando crescer?'
E o que me levava a pensar sobre isso tudo,
era um simples fato de saber que, provavelmente,
aqueles ricos momentos estariam por um bom tempo, apenas em meu coração, apenas em minha mente...

Hoje sei que
Saudade(s) não mata(m)
Mas, que, deveras, deixa(m) profunda(s) marca(s)

Adália Tov

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Teresini-me de saudade


Teresini-me
Teresini-me com tua chuva
que ensina o mormaço a crescer
Teresini-me com as tuas curvas
o desígnio da natureza se fez
Teresini-me com cantos e a noite
Teresini-me sendo menina sem sina
Teresini-me em conjunto, me faz movimentar
Teresini-me, na esquina ou beira rio
me faz suplantar o real
Teresini-me em luta, em permuta, em colisão
Teresini-me em sexo, me anexo, desanexado em convexo
Teresini-me em lilás, amarelo e azul
ao som do Parnaíba, vem Teresina
com seus tons e risos, barulhos e estremecidos
Teresini-me na espuma, no sumo da boêmia
Teresini-me desde o início até amanhecer
Teresini-me nessa saudade que não passa
Teresini-me em poesia
me faça e refaça em instabilidade
me complete, me fragmente, me extempore
me faço sentir: ciranda; me faça taça de vinho
me faça Teresina
Teresini-me

André Café, ao ler Teresini-me de Victor Marchel

Despedindo-me de São Luís...


Ilha do Amor
Que verso poderia descrever
Que histórico para detalhar
O tempo que aqui morei... momentos que me fez passar

À primeira vista
Tu me foste como algo a desejar
Não me encheste os olhos, nem tão pouco o coração...
Fiquei a te comparar, e a me perguntar até quando estarei neste lugar...

Mas o cotidiano foi me envolvendo
O calor do povo que foi me abraçando...
E as comparações que fui esquecendo...
Fechei os olhos para teus defeitos
Comecei a te apreciar...

Descobri que como você, a vida me deixou buracos a remendar,
Descobri que como você necessito minha esperança alimentar,
Descobri que embora muita vezes sozinha,
Com o sussurrar do teu mar eu poderia relaxar...

Obrigada Ilha do Amor, por me ensinar,
Obrigada por me ajudar e ver as coisas além do que elas são,
A olhar com os olhos do coração,
Obrigada meu Deus por este lugar,
Às vezes chamado Ilha do Amor,
Outras vezes Ilha do Bumba-boi,
E carinhosamente São Luís do "Mará"...

Onde quer que eu for,
vou lembrar
De São Luís,
Ilha do Amor,

Tua história agora faz parte da minha vida,
Os amigos que conheci e que me fizeram acreditar
Melhores dias hão de vir
Para mim e para São Luís do "Mará"...

Um dia eu volto a te encontrar,
Meus pés ainda vão trilhar
O caminho da beira-mar
As praias e praças deste lugar

Enquanto isso vou me embora
Agradecida pelas dificuldades, que me ensinaram muito
Agradecida pelos milagres, que não foram poucos
E pelo o que não vivi, agradeço também,
Pois tudo agora é minha história
Parte da minha memória...

segunda-feira, 25 de junho de 2012


Todos os sábados ficaram triste
Penso porque nesse dia minha vida nao mas me satsifaz
Penso e renego as teorias restabelecidas
Pela minha contra-sociedade
Seria humilde em aceitar que você teve que ir
Quem vai me chamar de minha linda a acordar
Sempre alegre
Mesmo não vendo o sorriso no rosto
Mas a sinceridade estava lá
Queria que minha lágrimas ao cair
Podessem nesse caixão te cubrir
Nao sou impura
Sou apenas crua
Mas com um sentimento a sentir, na míngua, na chuva, na curva da minha vida, eu sempre hei de pensar em ti...
Três semanas sem você, é demais para fingir que a perdi.

Myrla Sales

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Tic Tac


Tic Tac




Distante, eu sei
Essas amarras que me prendem
E não deixam escapar, inerte fico
Queria tanto aconchegar-me em teus braços
As cartas já não fazem mais sentido

Choro, o desespero em infinitas madrugadas
Sono, desconforto em que fico acordada
Que ínfimo tempo, vagaroso a passar?

Quero sentir seus braços em volta de mim
Abraça-me sempre, quando ficaremos juntos?
Tempo, distância, saudade...
Contextualizam contra nós, conspiram

Quem dirá que será uma tênue lembrança
Simples e leve, somente aconteceu
Natural e belo como os pingos de orvalho.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

E acaba por matar



Faz uma semana que não te vejo,
E piora o meu desejo
Agravando o meu penar.
Essa dor imensa e alcóolica,
Que me assola e apavora,
A saudade trata de piorar.
Não sei te dizer o que eu desejo,
Minha morte ou seu beijo,
Só sei que ainda vou chorar…
Passa noite e dia,
Nessa fria,
E essa chuva tão maligna
que acaba por matar.

Não sei te dizer o que desejo,
Se essa morte ou o seu beijo,
Eita saudade de penar!
Teu abraço eu sinto falta,
O teu cheiro e tua calma,
Eu só quero lamentar…

Se tu não te importa mais comigo,

Diga logo ou eu grito,
Assim não dá pra levar.
Tua indiferença me apavora,
Minha louquice me devora
E a saudade acaba por matar.


Raíssa Cagliari (23/03/2012)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A saudade da menina verde


Pois é só lembrança
mas nem assim tão distante
de tempo e terra cantante
mas trago sempre esperança

Mil madrugadas em qualquer lugar
sorrir e pirar sem medo
mesmo que a vida cobrasse o cedo
queríamos mesmo era celebrar

De tantas conversas, afagos, carinhos
tínhamos de torto jeito feito ninho
regado ao vinho belverde

Saudade do teu silêncio e agitação
de tudo intenso de emoção
esse tempo de menina verde

André Café

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

‎'...Nunca falta nome quando o assunto é ausência'

Ela olhou pra fotografia e disse "Vontade disso de novo". Ao tempo em que meu coração se espantou com o susto e a força dessa frase, vinda de alguém tão frágil, lembrei da saudade e dessa palavra que, dizem, só existe em português. Talvez ela não soubesse ainda dessa palavra e de como a usam vulgarmente por aí. Ela soube na pele, no rosto pintado com todas as tintas que seu irmão carregava consigo, e que sempre fizera questão de compartilhar. Olho seu sorriso timído de menina, e de como ele costumava ser grande no tempo das grandes tintas, e de como agora, por vezes, essse sorriso é confuso por não entender a vida, o tempo, a saudade. Mas ela sente. E repete: "Vontade disso de novo".

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Suave insensatez



Porque não há mais pôr-do-sol ?
Porque não existe no mesmo espaço eu e você ?
Porque só me restaram as memórias e as indagações?
Porque as cobranças, se não existe você nem se quer como meu amigo?
Volta e meia me afogo nesses surtos de saudade
que nada tem a ver com doces recordações
mas somente reminiscências sem gosto, mas com muito peso
me vejo ali, estacionada no meio da vida
aguardando um punhado de afeto
ou mesmo um pecado barato
pra rasgar de mim a tua imagem
Entre esse constantes colapsos,
minha vida continua trilhando um rumo amargo,
a serenidade entre uma lágrima e outra
foram as únicas que me restaram nesse triste tormento.
Fico na esperança de um dia tocar novamente no seu plácido rosto
e dizer ao seu olhar que sempre pertenceu ao meu ...
ele sim irá te dizer compassadamente ...
- Você pertence somente a mim e eu a você ...

Myrla Sales e André Café

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Quarta-Feira


Quarta Feira, é dia de bebedeira
é dia de sorrir, de festejar de cantar
é dia de se estar com amigos, de celebrar a vida
Quarta Feira é meio de semana, é meio de avenida, é meio de vida!
E nessa quarta, tudo já passa, os amigos de antes, amigos distantes
Nada de bebida, nada de cantarolar, só se for só, só se for só
pelo menos aqui comigo é assim, toda quarta é assim
lembro das quartas, que a galera se unia, marcava na praça e pra avenida subia
em frente aquele mercado, bem no meio da avenida, lá rolava a putaria!
Paravam pessoas, buzinavam carros, chegavam os bebuns, e nós unidos no rom!
Bebidas, sorrisos, cantos e gemidos, alegria compartilhada, canções gritadas!
Canções repetidas, as letras decoradas, os refrões cantados só por aqueles, e a música pelos outros, rolava violão, lata de refri, e gaita quando eu lembrava...
a saudade fica, dos que ainda estão, da voz que não mais ouviremos, mas que nunca esqueceremos. A saudade fica, dos tempos de estudantes, dos tempo de teresinense de residencia fixa, dos tempos que agora só podemos reproduzir as vezes. Esse post é pra poucos, pra muitos será sem rima, pra outros terá um grande valor.. nessa hora imagino, aquele banco lá, sozinho, sem o nosso calor, sem o nosso Clamor, saudades galera, saudades enormes, e por aqui vou ficando, daquelas quartas sempre lembrando...