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quarta-feira, 28 de junho de 2017

Logradouro.

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No Brasil existem diferentes tipos de moradia:
Casas, sobrados
Barracos, palafitas;
Todas com paredes
Telhados e fitas.
Em geral habita gente
Viva, que não morre,
Que vence a fome
Longa e tardia;
O frio, o calor
O estresse, o rancor.

William Feitosa

terça-feira, 3 de maio de 2016

Ocupação


De longe, no alto da ladeira,
Uma cabana ali em construção,
Feita com cuidado
Nas turbulências diárias,
Resistindo no terreno ocupado,
A vontade de criar um vínculo
Da claridade, luz acender.
Arrancando do chão molhado,
A parede pra cobrir seu interior;
Livrando do sol e da chuva
No abrigo do familiar calor;
Pois labuta no monte,
Encharcado de suor,
Enxada, facão
Tirando aos montes
Capim, mato e cipó.
Com esmero e paciência
Que resguardam da dor,
Sem clemencia
A força de levantar a vida.
Está erguida....
Pronta para um vínculo
E assim morar.

William Feitosa

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

LXIX


Tarde ganha de suspiros
Cheias de manha.
Minhas pernas bambas,
De securas mais que brandas.
Deitados nus e sem vergonha
Sem fronha nem colcha
Sua coxa sobre a minha.
O dedilhar caminha ao teu sexo
N’um puro desfrutar
Do louvor de teu corpo,
Que para tanto,
me ruboresce teu suspiro.
De alegria faz, tua rosa
delicada e bela,
O meu espirito.

William Feitosa Júnior

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Laila


Não sou muito de sono,
Pois a noite é triste.
Sem a dama que me arranca solidão,
A hipnose não existe.

Quero me abrigar no escuro sem dor:
O ébano derme de meu amor.


William Feitosa Júnior

Como são


Basta uma história bem contada,
Que arrasta a histeria sem mácula,
Para mexer o vazio das entranhas,
Onde a repulsa ignorante
Expulsa a comoção breve, inoperante.
Por que sou duro em não chorar?
Talvez não me dê a um abraço do par.
Altivez me falta em sentir teu amor,
O amar solidário do beijo que não vejo.
Basta uma ilusória pena retirada
A pluma farsa que derrete ao sol.
Num instante voa, num instante cai.
O sonho livre da emoção ascendida
Esparrama na queda que desfaz a rubra vida.

William Feitosa Júnior

Rotinas e botões


De tanto pensar com eles
Meus botões se soltam carregados,
Injuriados.
Caem ao relento esquecidos;
nem ligo,
E nem me aperto em vê-los.
Sem cabeça para pensar,
Escrevo versos ao amigo
Mas perco sua amizade
Sem ao menos rimar
Nos pobres vocábulos impacientes.
Quero a atenção dos pobres
Dos pobres coitados que pensam
Que pensam na vida.
E não na meta da metáfora incerta.
Mas do percurso duro,
Rico de suas boas rotinas.
Rotina-me, vento invisível orgânico.
Com sua desordem organizada
Retirando-me botas e botões.

William Feitosa Júnior

Canteiros


Qual flor que brota no campo
Reluz vida em meio ao pranto?
Da semente sincera e contente
Dela notei festa e canto.
Não peco em ser displicente
Da lição ensinada à semente
Na qual renuncia, brota esperança
Sem igual denuncia, traga temperança,
De viver a vida embelezada
Em sua pele firme e bronzeada

William Feitosa Júnior