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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Fuga às musas.



Quando as Musas bateram à minha porta
Eu não as deixei entrar.

Covardia ou coragem?
Não sei.

Coragem prá me afastar
Covardia prá me encontrar.

Mas me olhei no espelho
E não vi a mim mesma.

Um fantasma,
um vampiro?
Quem tomou o meu lugar?

Sem saber o que sentir
transformei-me em estátua de sal.

Não pude evitar...
o mal,
a dor...

Não consegui não amar.
Não consegui não sofrer.
Não consegui não viver.
Não consegui não abandonar.

Mas me abandonei do mundo
e sofri.
Me abandonei do mundo
e amei.
Me abandonei do mundo
e vivi.

E quem pode dizer o mesmo?


                                             nani   2007.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

rio-kai do hipocondríaco



dor de cabeça

unha encravada:

- acho que vou morrer!

Nani

Quem brilhar?



medo
vergonha
fraqueza

tão triste
é a falta de
destreza

que ao se corromper
o coração,
de pedra,
vira pó.

fraqueza
medo
vergonha
de um brilho
que reflete a si mesmo

medo?
só do sol.
quente
vivo
lindo
e só.

só se pode sentí-lo
ao longe.
nada que lhe toca
lhe apetece:
queima
sobra
vira pó.

será tudo feito de pedra?
será tudo tornado pedra,
pó?

pó...
po...
põe...
poe...
poema.

só no reflexo
de um poema
o pó,
em que tudo foi transformado pelo
sol,
pode tocar
o sol … só.

mas a lua
reflete o sol...
prá ciência

porque na foto,
na arte
e na poesia
brilha majestosa
a dilacerante: lua.

que incólume
permite o brilho
porque permite ser
olhada,
vista
poetizada.

a quem chega
o brilho do sol,
que tanto ofusca a visão?

sabiamente,
disso sabe a ciência,
seu brilho
só pode ser visto,
pelo anteparo que é a lua.

mas a lua é isso:
brilho do sol?

talvez fosse,
se assim fosse contada
e cantada
em verso
rima e prosa...

majestade não
se faz
sob a égide de nenhum rei.

quem é o sol?
sua luz não lhe permite
nem ser visto.

quem a lua?
esta, translúcida
ao nascer.
essa, prateada
lá no alto.
aquela, enorme
quase escarlate ao se por.

e se põe,
porque é força,
maré e vento.
se impõe,
porque é lua.

                                                          nani 11 de janeiro de 2012 (para di-ego).

sábado, 7 de janeiro de 2012

rio-kai da capoeira


pernas pro ar
meninacapoeira!


nani - 20 de dezembro de 2011 (presente de natal para nanda).

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

como um sonho de padaria?




dormi:
sonhei que comia um sonho.
acordei:
fui na padaria
e o padeiro disse: "o sonho acabou!"

(Nani)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Sábado de Sol



estrada
casa
rede

ônibus
não-dinheiro
caminhada


acaso...
caso
sol:


gente
fumaça
mar

brilho
mergulho
frescor

azul
reflete amarelo
ah...mar!

(Nani)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

terça-feira, 27 de setembro de 2011

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

constatação.


o menino 
que solta a pipa,
não pensa em nada.

é todo ele pipa,
linha
e vento.

nani. 11 de setembro de 2011.

n dA a dEclArAr?




nada a declarar.
nenhuma satisfação
há...
a dar

só o vento suave
na pele
só o sereno
do verão
do inverno
do outono...

me falta
a prima
vera.

verdade, juro.
verídico.
o veredito então foi dado:
dados os fatos,
que venha a primavera.

então não há
de fato,
dada a sentença,
nada a declarar.

fez-se a primavera.
e a prima,
vera, deveras,
fez-se mulher.

nani 10 de setembro de 2011