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domingo, 10 de maio de 2015
Teimosia
Eu descobri uma fonte de força ilimitada
Que tem um gerador imbatível: Teimosia
Não contem para as companhias de energia
Pois vão querer roubar a Teimosia de mim,
Dele, daqueles outros e várias outras aqui
Bem a conheço. Vim de dentro dela
Talvez por isso fiz dela meu berço
Não queria sair e todos à minha espera
Com um berro, Teimosia conheceu meu canto
Certeza é que sou de constituição fraca
Alma forte, mas máquina defeituosa
Teimosia me olhando, mesmo de longe
Não tenho medo de parar no lixo de lata
Quando Teimosia não está teimando tanto
Abre o compartimento de energia que me é favorito
Shiva Teimosia sai de grande força e vai se tornar humana
Energia de amizade ela comigo troca e emana
Mesmo febril e pintada, Teimosia continua a girar
Eu, tola, pensando que ela vai me ouvir, lhe mando sentar
Filha de Teimosia, Teimosiazinha é
Energias diferentes temos, isso dá pra notar
Mas o tempo fez com que o amor entre nós duas faça tudo se completar
Isolda Benício
segunda-feira, 18 de junho de 2012
De nostalgia
Tua lembrança me traz até o cheiro,
tempero de memórias, histórias antepassadas
criavam tecidos na minha existência,
permanência de retalhos que não se explicam.
Como explicar um gostinho bom na boca vazia?
É estranho o pesar mesclado de euforia de um dia
Um dia que me fez perder o fôlego e o sossego. Seria?
A gota fúnebre do fim de tarde, numa mórbida reminiscência.
O cheiro de cada palavra tua me intoxica
Veneno doce interminável, por escolha minha
Deixo cada cor me cegar, me cortar como faca
A cura eu seguro, tenho medo de conhecer o além-dor.
Esquece todos os segredos que compartilhamos,
no deleite da intimidade, quarto mal iluminado?
Clareia minha vista, traz de volta o que deixamos
no limbo iconoclasta de recordações sempre-vivas.
Nesse passo da dança e noite se embrenhando
Enquanto Heaven brincava com minhas dores e alegrias
Melodia maldita, doce e amarga, salgada e anil
Saudade do tempo escorrido e vivido na palma da mão.
Esse universo foi se expandindo, alcançando barreiras
Algumas que deveriam ter continuado intocadas
E nós, astros maiores dessa galáxia, fomos separados
O que me orbita só me deixa mais vazio sem ti.
Sai desse eixo, perde o centro de si,
comprimidos no espaço-tempo, montam discursos
de eternizar o que viveram em futuro próximo,
e perderão a chance de se abrir ao porvir.
(André Café, Isolda Benício e Jorge André, num bar qualquer)
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