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segunda-feira, 20 de agosto de 2012
À SOCIEDADE DOS POETAS POR VIR
Menina nascida por anseios
Que multiplica vontade,
Sonhos, generosidade e cumplicidade
No por vir.
Finda as dores de almas sensíveis
tão calejadas pelo cotidiano.
És tão menina e já tão madura!
Estás crescendo e se tornando
num pomar com admiráveis plantações
que hoje colhe sua mais saborosa fruta:
A poesia!
Poetize-me em todos os tempos
Inunda-me com teu mar de almejos e
Acalenta-me com teus gracejos.
Somos poetas por vir
Transbordantes de gozos e
Inquietações perante o mundo.
Camila Karen
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Perda de si
O medo de perder
Pode ser a coragem de prosseguir.
Quem somos nós,
Senão meros tecelões da própria teia.
Senão meros coveiros da própria cova.
A cada escolha há uma abdicação,
A cada abdicação há uma perda de nós mesmo,
E a cada perda há uma morte de si.
Enfeitamos situações,
Buscamos motivos,
Morremos à beira da estrada,
Desistimos de um amor!
O Ser, oh, o Ser é mesmo medíocre.
Mata a ânsia,
Tece a teia,
Cava a cova,
Escarra no sentimento,
E mata a si.
Camila Karen
terça-feira, 19 de junho de 2012
Me perdi no sono
E em sonhos me encontrei sonhando como seria voce .
Me deixou suspensa mas não em coma
Era a vitalidade de ver você do jeito que sempre imaginei.
Lamentável ser sonho,
Uma busca para fazê-lo real
Uma fuga para limítrofe de nós.
Te encontrei no sono
E nos teus sonhos levaste-me para margem da realidade,
Rio que flui para não sei onde.
Fizeste verídico.
É a euforia de tê-lo como sempre quis.
Myrla Sales e Camila Karen
Medo
Quando se tem quase tudo,
Mas não o que precisa.
Tem-se tudo para perder.
O invisível te beija
Você o vê,
E não se arrisca em outro infinito particular.
Tão lúcido a ponto de tornar-se insano,
Inexato como suas palavras.
Você? Uma contradição ambulante!
Inerte aos meus movimentos,
Apenas a me observar.
Camila Karen
"Penso"
Não sei o que penso,
Nem o que vou pensar
Nos dias de melancolias.
Tu também poderias
Existir, ir, ir, ir, ir...
E ir, e vir!
Escolha o sabor do seu pensamento
Amargo ou azedo?
Sinto o peso
De um pensamento penso
Que está penso de tanto pensar.
Suspenso por um fio que também está penso.
Será minha visão ou realmente está?
Tente enxergar por outro ângulo!
Apenas um pensamento!
Camila Karen
sábado, 16 de junho de 2012
“SER”
Simular derrota,para atingir ao topo.
Viver tranquilamente no caos.
Sentimentos de intensas contradições.
Várias contradições ambulantes!
Em um mundo de sentimentos mesquinhos.
Talvez viver insanamente seja uma fuga.
É melhor que deixar-se ser transformado em algo sem vida.
Você prefere ser... Fantoche! Fantoche? Ou, ser Humano.
Mentiras transformadas em verdades...
Ou será o avesso?
Prevalece quem mais abusar da Retórica.
Não há conclusões,
O que existe são meras ideias de algo.
Brindemos à magnífica sociedade hipócrita!
Camila Karen.
sábado, 28 de abril de 2012
UTOPIA ABORTADA
UTOPIA ABORTADA
Usurparam as cores do dia.
O nervo óptico é incapaz de tal percepção...
Tudo que vemos são neblinas
Do frio dia sem vida,
do mundo caquético...
A nudez das palavras
rasga as entranhas dos complacentes,
tornando frestas de luz em vis coitas.
O dia findará.
A penumbra desabrochara as sofisticadas incertezas.
Quem dera o filosofar
fosse a engrenagem dos desencantados.
As horas arrastadas
embairam as endorfinas dos pensantes.
Evasão dos sentimentos...
Os sublimes trovadores
Ganharam a moeda miserável
e descuidadas quantias de sorrisos gélidos.
A eloqüência insana traz devaneios
de quimeras elucidadas pelos anseios.
A ausência de decoro conduzira
a utopia abortada sem trova,
sem rimas, sem versos.
Camila Karen
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
...
Não cante mais a ausência,
Que o descanto desabrochará
Todo desencanto suicidado
No canto dos conceitos,
Que é o canto desconhecido
do desencantado.
Na tua casa há de ter um canto
Onde a asa de tua mente
Voa sobre o desentoante cantar
Descontente de recordações.
Camila Karen
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
QUIMERAS PARTIDAS SEM CANTO
Hão de matar toda utopia,
Esta infame que desgraçara
Parte do que almejara.
Quão petulante és!
E quem permitira esta viagem?
Vais! Que os vermes comam
Todas tuas reminiscências
Hão de defecar em tuas sinas medíocres.
Pouco importará a carnificina afetiva.
Que sequem as salivas da boca inútil.
O funesto acontecimento apodrecera as coerências.
Agora, não passas de cadáver sem conceitos,
Continuando a vomitar as incógnitas sem razão.
Cala-te!
Ah, e essas mãos! Essas mãos calejadas...
Para que servem, senão, para apunhalar
Os ombros que te acalentam!
Guarde suas vísceras à mostra.
Os parasitas as degustaram
E assassinaram tuas certezas.
Escarre em sangue toda maledicência alheia.
Por um lapso de sanidade
Acorde deste viril olhar fantasmagórico.
Os restos decompuseram as descrenças.
Ah, paixão!E a paixão...
Esta maldita destruíra a lucidez,
Arrancara teu pericárdio
E reduzira os anseios à mesquinha angustia.
As injurias bradadas hão de cegar,
Provocando o ostracismo
De tudo que é verídico.
Ah, egocentricidade! Esta vã meretriz...
Deita-se com quaisquer caprichos do próprio ego.
Mate outra quimera.
Vejas quão belo é este corpo em putrefação!
E as larvas...
Ah, essas operárias da decomposição
Hão de devorar as sobras de teus desejos.
Camila Karen
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
ESPETÁCULO LASCIVO
No futuro não distante,
Num lugar onde Afrodite regerá a volúpia,
Encontraremos-nos no palco principal dos bacanais.
Não será festa Dionisíaca,
mas as danças durarão o tempo necessário
que as perpetue em nossas mentes.
Oh, vem, aperte-me!
Se somos feitos de gozo,
então gozemos juntos aos Deuses.
Se somos feitos de emaranhamentos e satisfações,
Então, permita-me desfazer suas amarras
E, prazerosamente, satisfaremo-nos nos instantes insistentes.
Não fuja! Arrisque-se comigo,quero que teu receio repouse em meus [ seios.
Por particularidades, não mostrei tanta intensidade e caso ainda não [ percebeste,
Sou fonte segura e inesgotável...
Sou festa Dionisíaca!
Dou-te a certeza, confie a mim teus sentimentos,
sou o que procuras e queres, permita-se descobrir-me, e então...
Aperta-me, afaga-me, devora-me, passeies pelas coxas!
Oh, oh, vem!
Quando houver poucos óbices,
Encontrar-te-ei no futuro,
E juntos faremos o espetáculo voluptuoso.
Camila Karen
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Picadeiro
| Sexo e circo Charivari - Luana Geiger |
Abrem-se as cortinas.
Que entre o palhaço
Dono do picadeiro!
E a platéia rir roucamente.
A contorcionista,
sua assistente de palco,
contorce-se num trapézio capcioso.
Há um trampolim logo ali...
Uma cabriola,duas cabriolas.
Ambos tripudiam desfeitos de roupagens,
na corda bamba..
E o trapezista eleva-se.
A equilibrista cai no picadeiro,
De cara no microfone, quadril para cima.
E o palhaço rir,
Enaltecido com a palhaçada feita.
O mágico tonto
Tira da cartola uma sucuri,
Sua assistente diz:
O circo deve continuar!
(Apenas para os que gostam
e submetem-se a tal palhaçada)
Camila Karen
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