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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

E vive, e volta


Já voltei e vivi,
de campos que tragam a esperança:

O desespero semeia o solo,
e toda cor se acinzenta,
a alma toda arrepia,
e cada flor se lamenta;
do galho se arrebenta,
padecendo de agonia

O vento faz frio e lágrima,
da face, resseca o riso,
nos ombros o peso do mundo,
cabeça perde o juízo,
o corpo em desaviso,
de passamento profundo

As pernas cessam o movimento
a reação se acaba,
toda vontade se finda;
a vida que desaba,
como numa biaba
a beira da berlinda

Já voltei e vivi ... mas que descaminho sorrateiro
Cá estou desconhecido,
o mundo que vi em mim
de tudo estou esquecido
pois já havia partido
da orbe sem meio e fim

E tudo mais uma vez;
o frio que atormenta,
a sede que não cessa,
a fome que desmonta,
o pranto não suplanta,
a dor que nunca passa

André Café





Depressa não


Quis começar pelo fim;
não falar de origens e de fatos
consumados, consequentes;
a boca árida de conselhos pífios
não se amordaça pelo que não se sente

A verdade é que não era pra ser começo,
entorpeço, padeço, peco, pelos lábios arredios
num desafio de inibir o inevitável,
para arrancar de ti a desperança,
ou talvez me reconhecer inefável

Não era, mas fui; acabou e final?
as palavras tolhidas pelo não ser;
um abraço, um laço de distância, de afeto
silenciam o que não seria dito.
outro rito, despido de credo

Minhas mais sinceras vontades
do espelho que fujo, aquela que vai ao longe
diversos caminhos num só espiral
depressa não, qual é o ritmo?
do íntimo cadeado em visceral

André Café


terça-feira, 27 de agosto de 2013

O TRAJETO


O Trajeto





Uma gentileza de fim de tarde
E oração bendita,
Dedico a ti sua menina bonita!

Branco vestido, sempre a cintar
Tira o fôlego dos rapazes ao passar

Ah Sinhá que fizestes pra ser tão bela?!
Antônio Andorino não para de te admirar,
Espera o bonde das dez da manhã, só pra te observar!
A parada dele seria dantes, 
Mas para contemplar sinhá um pouco mais
Acha de descer na sua estação
Sem que a bela moça perceba anda meio que de soslaio
Respirando e suspirando as essências de Ylang Ylang, Jasmim, 
Neroli di Grasse que menina romântica exala ao vento
As marocas da Rua 13 já estão a bizoiar 
João Andorino e suas andanças atrás de Sinhá tão dando o que falar:
–O que tu fizestes moça para arrebatar o coração deste pobre homem?!

Ninguém nunca descobriu, 
Mas num dia ensolarado como de costume, 
Na mesma hora, local e atitudes, 
Sinhá tropeça no batente da calçadinha da cafeteria
E lá estava Antônio Andorino para levantá-la
Mesmo com os batimentos a mil, o rapaz ajudou-na!
Ela com gestos de agradecimento lhe soltou um sorriso
E perguntou qual sua graça e frisou nunca o ter visto 
Sendo que para Andorino Sinhá era uma bela conhecida
De suas andanças e nenhuma investida, 
Ficaram de conversa, ela iria o cumprimentar 
Para seu caminho continuar
Antônio nervoso e impaciente
Disse a menina que a conhece e a amou desde sempre
Assustada pergunta como isso poderia acontecer:
–Um desconhecido, assim não pode ser!?

Ele falou palavras doces, explicou a situação e a chamou para 
Um café na Rua da União, ela atordoada, mas aceitando
Falou suavemente: –Vamos!
Sinhá uma moça romântica, ouviu seu coração 
Ao convite de um simples café, acelerou de satisfação
Tempos por vir Andorino deixou de platonizá-la, 
Bombons e flores eram sua pedida
Aportou seu amor dentro de Sinhá, 
E como âncora fixou estadia por um ano
Céu azul...ondas do mar...briza leve...sol poente
Configurou o casamento, tão idealizado por Andorino 
Sinhá nesta altura estava tão arrebatada de amor 
Que uma singela lágrima saltou de seus negros olhos
Selada união...
O Beijo...
O começo...
E aquele cenário os convidando 
Para um mergulho numa união sem fim...


J.Di Castro

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Escutar



Coração transbordante
Sensações desconhecidas
Talvez de outras vidas
Prazeres ocultos e cinzentos
Visto de outros olhos
Com cores diferentes
Diferentes sentimentos
Novos amores
Velhas intenções
Amigos,
Afetos,
Poesias e canções
Distribuídas aos baldes
Omissão do coração
Por medo ou esperança
Do novo que esta por vir
Se entregar é uma opção,
Valida ou não
Certeza incerta
E agora o que me resta?
Mais que obvio,
Erros que surpreendem
Erros que se repetem
Com novas mascaras,
Novos amores
Quem sabe um dia
De sutil forma
Com tato e afago
O destino se faz enganado
Trazendo a verdade,
Que antes fora mentira
De tudo que ampara
Tornando angustia e ira
Sentimento pulsante
Que morra e renasça
Como nova criatura
Um coração em dois corpos
Longe ou não
Transcendentais
Diferentemente iguais
A procura de algo distante
A seta e o alvo
A busca que busca,
Pelo intrínseco
As entrelinhas evidentes
No espelho d'alma
Verdade ocultas
Redescobertas.

Alex Reis

quinta-feira, 31 de maio de 2012



Des(Encanto)





É ao cair da noite que a solidão
Me consome
O silencio ofuscado pelos grilos
Misturam- se com a brisa do momento
Gélida como a face de cadáveres

Vida, serena, encanta
Sarcástica, medo, esquizofrenia

Me chamaram... uma voz doce...
Não pude identificar, 
Saí, procurei, e quanto mais me aproximava
Lembranças extenuantes se confundiam com
Sentimento de torpor

E retornei ao pranto
Inerente ao meu querer
Mutuamente com a
Vontade de enlouquecer

Angústia pairando minhas ideias
Somente procuro refúgio dessa dor física
Exalo sofrimento puro, sensato em compasso


A luz!
A atitude, estou a esperar
Encontrarei um dia, 
Enquanto não, vivo nesse imenso...
Vazio...
Contínuo...
Ardor. 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Então durante, vazio


E quando eu te amo
tu me adora, demora a vida
mas não lembrarei dela reencarnado
é só este sopro, não há tanto tempo
ao vento, tu joga os sonhos
que maior acaso, senão o de nos conhecermos
a luta perdida, ainda desbravo
por teimosia, por revelia, sem alternativa
e viva, meu eu te amo não reverberou
esgotou, sufocou, sem ao menos eu dizer
te amo, como amiga ... não! por que este muro entre nós?
por que está saindo assim depressa?
ei! espera! deixa pelo menos minha consciência e leva esta ferida
ainda, já foi ...
depois do antes, o nada
então durante, vazio

(André Café)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Do receio e do retorno ao medo da menina



E de tanto conhecer seus equívocos

a menina por um instante livra-se do medo
coloca o pé de mansinho no horizonte


poucas se libertam da esquife
outras muitas observam de um jeito estranho
a sensação da concha parece ser mais agradável
e retorna alucinada
ao ponto de defesa
e deseja ela
os vazios alienantes
pra curar a dor
de vazio anterior ...
mais almas solitárias vagando
mais lenha para o desamor


(André Café)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Desvio












Revestimento Cardíaco renovado
Alvo trocado
Meu outro,você
O mesmo início de empolgação
O mesmo se encontrar ao se perder
O mesmo intuito de paixão
O mesmo pensar repetido
A mesma sensação de estar mais vivo
Clichês e mais clichês
Voltados a um outro você

(Lorenna Nôleto)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Sou dessas.



-Quem aqui é romântica?
Pra começo de história,
Eu nem quero um Amor sóbrio.
Quero um daqueles bêbados:
Amores bêbados me põem um riso na boca.
Não quero um com gosto de café aguado
E pão massa grossa dormido.
Quero Amor de Domingo
Chuvoso, que seja.
-Aceita-se também um quente,
Com cara de samba e feijão.

Eu não quero um Amor esquecido:
O meu tem que ser boêmio, aliás.
Pegar chuva sem brigar
Trovejar caso precise...
E deve falar palavrões!
Ah, e abrir latas de palmito.
-Teremos sempre tira-gosto à mesa.

Quero desses tipos de Amor que fedem a vinho
Com meio maço de cigarro suave
(Sim, suave. O resto não me cai bem.)
Eu quero um monte de defeito
E mais um monte de raiva
E aperto no peito, dos grandes!
Quero isso tudo sumindo num beijo só.

Eu quero um Amor preguiçoso
Estirado na rede, dorminhoco
E um Amor hiperativo
Desses tipos que sacodem a gente!

Eu não quero um Amor de cinema.
(Dizem que tudo ali é questão de beijo técnico)
Quero mesmo é um desses, de verdade,
Escrito com 'A' maiúsculo e tudo.
-Tem, Moço?

(Laelia Carvalhedo)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Sonhos














Acordo assustado, pensando que aquilo não foi um sonho, queria muito que fosse um sonho dentro de um sonho, mas acordei, e você não está aqui, e sonho novamente, algumas semanas seguidas, e no sonho, em vez de te curtir, consigo racionalizar que é só um sonho, que você não está mais aqui, do nosso lado, sorrindo, brincando, abraçando... Queria que fosse um sonho, que não houvesse motivos para tal ato, para ninguém fazer o que foi feito, mas a realidade é outra... No sonho eu te pedia pra não fazer de novo, e você não dizia nada, em nenhum dos sonhos você disse algo, só via sua expressão triste... na realidade não era assim, pelo menos não o que parecia a mostra no teu sorriso... teu sorriso eu só lembro o da realidade, no sonho ele não existe.  Queria pelo menos poder matar a saudade dentro de um sonho, mas não dá, sempre tenho que racionalizar nos sonhos, e lembrar que estou sonhando! Vou aproveitar a realidade então, e lembrar dos bons, dos muitos bons momentos que passamos juntos, as vezes até mesmo sem estar perto. A saudade vai ficar pra sempre cumpadre, amigo, irmão. Espero te ver mais em sonhos, e espero sonhar com teu sorriso...

(Leví do Piauí)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Desligando















De longe ouço novamente o som.
Mas... Estou sem coração no momento
Me liga mais tarde, pode ser?
Talvez eu encontre essa parte que faz inteiro

É como mar ou o oceano, saca?
Parece água como todas as outras,
Mas não fosse aquela pitada de sal
Perderia a graça, talvez ficasse às traças.

Pois de fato não estou inteiro
Imerso em um universo que não tem nome
Mas que doe como furo de espinho
E me bate com um braço que não posso ver.

Eu to  agora!
Mesmo que você não queira.
Mas quando eu montar o quebra cabeça
Eu juro que retorno a ligação.

Sabe aquela parte que falta? Aquela peça que completava! Aquela pita de sal! Ela também faltava ao quebra-cabeça. A sorte minha é que peça era mesma. O azar meu era que ou eu ficaria sem coração ou o quebra-cabeça sem a peça que o completaria. Foi quando optei pelo coração. Tão mágico foi que o quebra-cabeça se completou, sem que eu montasse, sem que eu o tocasse, ele se completou. Pura mágica, não sei!


(Luam Matheus)

Paladar


Não diga que você não sente nada
Deve haver um resquício de sentimento qualquer
Se não você não estaria ai parada
Se segurando em uma fé
Algum dia
Será tua doce fantasia
As palavras são doces,meu amor
Mas não se espante com o amargo da dor

(Lorenna Nôleto)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Bandeira







Que o amor me seja a bandeira de uma revolução branda. E que caiba a mim - e

somente a mim - amá-la perdidamente. E assim, quando mais tarde me procure ... que eu

seja um sorriso gentil, e lhe roube o sorriso mais sincero



Que a paz que eu procuro, se reflita no olhar de quem amo. Nos versos que eu leio. No irmão que abraço. E que seja feliz, aquele que canta! Que grita! Mesmo que seja o mais desafinado



Que caiba ao coração, o que não cabe. O pulso, a dor, o amor e o medo. Que caiba ao coração, nossos segredos. Que caiba ao coração, a esperança.



Que os sonhos, não acabem como uma boa noite de sono. Mas que nos inspirem a fazer o impossível. E se possível, voar, como o fez Santos Dumont.



Que os partidos, partindo, partam pra Marte. E que se percam a navegar em concordatas. Adinal, o único partido que deveria existir é o amor. Em todos os tempos gramaticais. Semanticamente corretos ou não. Pois só o amor, sabe o que é verdade. Ainda que eu falasse uma lingua ou não.



Que os namorados ... Bom, aos namorados ... desejo o mais puro desejo! Os sonetos! As trovinhas! Os braços e seus laços! As canções de amor!


E as mãos, a sutil diferença pra não se acorrentar uma alma - como disse Shakespeare.



À pele. Ao credo. A fé afã, eu só exijo respeito.


Ser diferente, não é ser pior nem ser melhor do que ninguém. É apena ser livre!


... e ser livre é bom!



E ao amor ...


Bom ... ao amor, a força que procuro. A sensibilidade que preciso. A paz que tanto quero. A calma que tanto quero. Afinal, nada melhor do que navegar em águas mansas



E os sentimentos, sejam crus e óbvios. E eu te ame para todo o sempre



E por fim,


me seja sábio esperar o tempo que for preciso,


mesmo que pareça em vão


Pois o coração ... Esse um só ... É um presente teu!





(Ismael Alves)





sábado, 19 de março de 2011

Capaz




quando a saudade for demais,

vem meu bem e olha pra trás.

mas não esquece: a nossa

felicidade é a gente quem faz.

te amo muito, e muito te quero.

sei que te amo demais.

te amo muito e muito te espero.

vem que a gente é capaz.

de ser feliz na imensidão.
e ninguém ama demais.

(Hélio Sousa)

Construir nosso castelo





É impressionante ver como nos transformamos...É inegável o quão bobos somos em dados momentos da vida...É relevante o quanto as lascas que a vida nos tira nos deixam mais belos, mais fortes...É inegável que as pedras atiradas em nós são as mesmas usadas para construir nosso castelo... Parece que finalmente a garota boba cresceu! Eu me negava a acreditar em maldades, em desamor em desesrespeito, mas depois de provar o fel do mundo diversas vezes é chegada a hora de crer que ele tem dois lados...Ainda acredito que a maioria das pessoas são boas, mas percebi que a minoria faz estragos ás vezes irreparáveis. É garotinha tá na hora de virar adulta...Pessoas perfeitas não existem, tampouco príncipes encantados... A melhor forma de ter uma boa surpresa é esperar pelo pior!

(Márcia Costa)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Menina Impossível




Sinto a presença da falta
Só voltar meu pensar em ti
Recordo teu olhar, que acalma
Tuas mãos que me procuram
Menina que se move, como uma centelha
Que aos poucos ganha forma e potência
Em doses desregradas, saborosas
De samba, amizade e militância
Me diz: – Bobo
Se diz: - Estressada
Digo: - que foi?
Diz: - nadinha
O tempo brinca de se apressar
Brinca de se atrasar, quando bem quer
Caçoando de mim,
Pra saber se a saudade aparece
Mal sabe o tempo
Que quando tu partes
Deixa comigo a nostalgia
Saudades, vícios, vontades
Certo das incertezas
Certo da tua beleza
Certeza do acaso
Certeza do incerto
Certo do abraço
Certeiro do beijo
Certo do silêncio
Do breve silêncio
Certo do encanto
Certo do riso
Certo das muriçocas
Certo que a saudade vem...

(Victor Marchel)

Atira-me bem no meio




De como fiquei assim, nem mesmo sei, não registrou-se
mas todavia qualquer justificativa retoma-se ao contraditório
seria nem melhor dizer, como também melhor seria não sentir
de como me percebo alheio, solitário, feio, abnegado da felicidade

Alheio aos tempos que me vejo obsoleto; solitário pela morbidez
e da necessidade contínua do calor humano;
feio, sim, por descuido e pela incapacidade de conquista
abnegado pela própria convicção de não conseguir

seguir, pelos descaminhos que enaltecem as fugas
mas que meu corpo refuga, no réquiem desafinado
ao avesso por coptação do consciente que opera insistente
ao juízo desavisado da localização do amor

é ... depois que ela foi embora o manto de estima
anima as minhas dores, que riem em sobressalto
de assalto eu tombei bem no meio do cortejo
em que vejo levado meu corpo em paz

(André Café)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Beijo




O som pulsava bem alto junto com as sandálias e sapatos, mas ele ali parado como se surdo estivesse. Mas apenas se desligara bem no meio do turbilhão de prazeres,
o vestido rodado girando era a única coisa que importava naquele momento
mas e a coragem? como pode ele assim, sair da calmaria e brisa de só observar para
o mar revolto e devastador de ir até lá e correr atrás do sim?
Não, não ele. Tava tão confortável só olhar, admirar a dança enebriante daqueles cabelos castanhos. (...) O sorriso (...) Golpe certeiro que tolheu e destruiu todas as desesperanças.
Ele desbrava e segue em frente, cai na dança dos sentidos, envolve-a com um abraço,
mira a amêndoa cristalina e a festa segue, enquanto o encanto num beijo se espalha

(André Café)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Pétalas




Tudo que aprendi
Uma sucessão de ideias lógicas
E assim me vi
Situação quase histórica
O fervor de tenta ser
Ser com todo fervor
ter,mas merecer
Cada pétala ter
Chagar a flor
A longitude do desejo
Na altitude que é você
Tudo por um beijo
O sol a entardecer
E ao me perder
Não quis voltar
Estrelas sem brilho
Apenas o luar

(Lorenna Nôleto)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Alegoria




O manto quentinho da proteção equívoca
aquece em brados fortes o desespero antes esquecido
espelha-me mosaicamente o futuro que me dista
para contento de fardo tão destemido

afronto-me diante de meus pesadelos retóricos
na insasciável tolice da beleza do ser
estar em paz, viver além
do que mais um protótipo de bem querer

a revelia de tamanha sofreguidão
me disponho a bravar por tantas desventuras
e eis que no âmago do meu decapitar
sou o próprio agente das amarguras

e aqueço-me, me engano a soberba
de que outra forma neste plano jamais iria
me cegar, ensurdecer e menosprezar
meu fútil fim de alegoria

(André Café)