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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Hoje de janeiro
Da curva do rio
os versos em ondas
notas intensas, com golpes
de vento;
à margem, quintana;
veste o céu do dia
na noite de seda
e nas janelas, apenas
poema. algum vivo;
outro, por vir.
valdemar neto terceiro
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
Vitória do povo The
, aos estudantes teresinenses
emudece uma voz que
se vai pela rua, não
perde a guerra, mas
sangra na batalha;
não fecha os olhos,
deixa o dia terminar
com tua voz derrubando
muros; não se cala,
deixa, pois tua
voz já ecoa para além
de teus rios, pelos ventos
que sopram ao mundo
o doce desejo da
liberdade.
Valdemar Neto Terceiro
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Meu último verso em vida
o dia é vento
que sopra leve
me faço de
alma e sinto
que o dia
é apenas
passagem de
ida.
Valdemar Neto Terceiro
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Soneto disforme de caeiro

Estudo Cénico
Almada Negreiros
escrevo seguindo a relva
a brisa das páginas passadas
e intento
de estar por cada verso;
indago formas minhas
com suas tortas imagens
de um material desejo
de não ser nada além de parte
dum todo que se desmancha
perseguindo o dito
calado ao sol que é sol
sob os olhos que são meus
versos
em solícito calar de uma verdade.
Valdemar Neto Terceiro
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Conto Mínimo.

Don Quijote
José Guadalupe Posada
Um cristo na calçada
Há uma hora, eu estou morto.
Desfaleci no meio da calçada. Peito aberto, braços estendidos feito que pregado numa cruz de sonhos deitada ao chão. Meus olhos abertos que refletiam o azul daquele céu de março e o correr das pessoas ao meu redor; eu conseguia sentir o sutil bailar das pernas e pés próximos de meus ouvidos. Joelhos apoiados no chão, braços apoiados nos braços. Meus olhos, que fitavam o vazio, estavam mortos. Mas ainda via o vazio azul do céu. As pessoas gritando meu nome (meu nome?). Chorando, clamando, rezando, pedindo perdão. Caindo em desgraça e a começar a rasgar as vestes. Pediam perdão por tudo que fizeram a mim (ou não?). Choravam, estavam nus, rasgavam a pele com suas unhas imensas e imundas de tantos e quantos. Inseriam canetas em seus pulsos e sangravam e dessangravam; o sangue jorrado em meu rosto, nos olhos abertos, outrora vivos (vivos?). Homens se agarravam às mulheres nuas e as amavam; o suor, a lágrima e o sangue. A morte passou despercebida, quando tudo se perdia no doce mistério do amor em vão. As rezas deram lugar aos gemidos e o sangue não mais brotara das carnes rasgadas. O céu 'inda era azul. Deram por si e estavam mortos.
Ergui-me e voltei para casa.
Valdemar Neto Terceiro
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Última das iluminuras
Outra iluminura
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