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sexta-feira, 1 de março de 2013

Breve Consolo (Erótico)



A intenção estava no gesto
No olhar secante em meu corpo
Não havia sentimento
Apenas o desejo carnal
A busca feroz pelo prazer
Ser sensual era preciso
Meus seios duros apontavam
A direção exata e propícia
Minha tumidez exaltava
O cheiro máximo do prazer
Estava necessitada, louca
Fui consumida
Profundamente penetrada
O fel veio na hora exata
Jorramos juntos sem receio
Gotas brancas embelezava
O meu ventre liso
Fui breve e fria
Na minha rápida consolação.

(Ítalo Lima)

quinta-feira, 21 de junho de 2012








Desejo e não canso de amar e querer.
Quero gozar teu corpo infinitas vezes. Como não pude da outra vez.
Tão longe e tão perto.
Quero tanto que chega a doer.
Quero de um jeito que não me sai da cabeça.
Forte e quente.
Não tiro teu toque, teu sabor, teu cheiro de mim. Ficou de um jeito que não sai.
E mesmo que saísse ficaria marcado em mim
Seu corpo
Sua voz
Toda essa vontade
As unhas cravadas em minhas costas
Os pedidos impensantes de mais e mais
O sorriso
O suor
O beijo
O gozo
E a certeza de que vai voltar.

Doda Pereira e Bernardo Moraes

terça-feira, 1 de maio de 2012






Seria pedir demais só um pouquinho de você?
Pedir aquela noite incompleta de volta?
Queria te sentir mais uma vez.
Te sentir de verdade.
Não terminamos tudo.
Temos muito o que fazer ainda.
Não te provei por inteiro.
Você não descobriu metade dos meus segredos.
Não desvendei todos seus mistérios.
Vamos nos reencontrar, com mais calma agora.
Só quero terminar o que começamos.
Não te peço mais que isso.
Fiquei com teu sabor e teu cheiro em meu corpo.
Quero saber do que você ainda é capaz.
Do que somos capazes juntos.
Não se faça de durão, nem de rogado.
Pode vir, sem medo e sem pudores.
É só falar, é só chegar, é só me apertar, é só querer...
Só quero você um pouquinho....
.... só uma noite....
(Doda Pereira, 01/05/2012)

quinta-feira, 26 de abril de 2012







Teus negros olhos
Teus lábios fartos
                          que chamam por mim
                          que clamam por meu corpo


Meu corpo ardendo e pedindo
                                              buscando teu afago
                                              querendo teu amparo


Procurando incessantemente
Teu corpo

                teu corpo
                               procurando o meu


Nos achamos por fim...
                                     e
                                          nos
                                                  perdemos
                                                                   em
                                                                          nós...

(Doda Pereira 26/04/2012)

segunda-feira, 23 de abril de 2012




Te queria pra mim, só um pouquinho.
Queria teu corpo forte, tua barba rala.
Entenda, não quero teu coração.
Não funcionaríamos juntos.
Mas nossos corpos sim, eles se encaixam.
Se completam e se enroscam em perfeita simetria.
Terminaremos o que começamos.
Meu corpo e seu pedem por isso, eu sei que sim.
Não se faça de rogado, deixe de pensar tanto.
Estou esperando para nos afogarmos em nossos desejos.
Saciarmos essa nossa vontade.
Matarmos essa ânsia que nos aflige.
Não finja pudores, não precisa de tantos dedos.
Ou melhor... deixe os dedos. Mas em outros lugares...
Saia dessa capa de bom moço discreto.
Pode vir sem medo de ser rejeitado.
To esperando para terminarmos o que começamos.
Esquentarmos novamente aquelas paredes e incendiamos nosso corpos.
Vem me pega um pouquinho e faça o que quiser.
Me pega um pouquinho...
...e me faça sentir muito de você.
(Doda Pereira 23/04/2012)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012



Queria um abraço.
Queira teus braços.
Teu calor.
Tanto tempo se passou.
Tanto coisa aconteceu.
Mas meu corpo ainda arde pelo seu.
Não é amor. Não é paixão.
É puro tesão.
Desejo insatisfeito.
Vontade que não passa.
Um querer de corpo tão grande.
Não quero teu coração.
Sei que seria pedir demais.
Me satisfaço com um pouco do teu cheiro em mim.
Alguém se vai. E também existe uma vontade secreta.
Crucificada seria.
Mas é apenas corpo, nada mais que isso pra mim.
Deixe que se vá... Ou ir atrás só pra matar um pouco dessa vontade....?!
Tem quem fique.
Que valha mais.
Mas que se retrai em uma capa de puro mistério.
Que encanta mais ainda.
O que teria tanto a esconder....?!
Desejos, vontades, ânsias...?!
Não sei o que se passa nesses negros olhos.
Sei do que ficou. Do que não foi.
Se permita mais. Esqueça os outros.
Deixe as ponderações pra lá. Esqueça tudo.
Comecemos de onde paramos.
Cada coisa no seu momento.
Aquele não era o momento.
Agora é.
Ainda existem tantos segredos a serem revelados.
Tantas fantasias a serem realizadas.
Relaxa.
Só quero te provar.
Te beijar.
Te tocar.
Descobrir teus mistérios.
Nada mais do que isso.
Deitar em teus braços.
Sentir teu gosto.
Pegar teu cheiro pra mim, só um pouco.
Então deixemos de meia-nove. Ou partamos para ele.
Vou ficar aguardando o momento chegar.
Não vou deixar passar.
E vou te pegar.
Te enredar.
Sem dó nem piedade.
Nem que você se assuste.
Nem que você se perturbe.
Você será minha PRESA.
Você é meu ALVO.
Pode ir se preparando.
Não vou deixar pedra sobre pedra.
Vou fazer o que quiser. É recíproco.
Apesar de tudo, não crie expectativas. Nunca sabemos o que vai se passar.
Mas to na instiga. Na espera.
Uma hora vai chegar o momento.
E estaremos um nos braços do outro.
Nem que seja por um momento.
Nem que seja por uma noite.
Teus braços serão meus.
Só meus.
Por um instante.
Infinito e quente instante.

(Dalila Cristina, 07/02/2012)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012



Meu corpo está pedindo.
Fremindo. Gritando.
Em chamas.
Só tijolo cru a minha volta.
Nada de calor humano. Nada de fulgor.
Nu, em brasas, latente.
Geme, esperneia e implora.
Nada de vento e frigidez.
Quero carne. Quero fervura. Quero paixão.
O adocicado da boca.
A maciez da pele.
O amargo do gozo.
A voracidade do clímax.
A carne em eterno desejo suplicante pelo doce pecado.
Safisfaço meu desejo.
Do jeito que for.
Do jeito que der.
Com você. Sem você. Com vocês.
Nada impedi. Nada me detém.
Por mais intenso, por mais forte, por mais profundo que seja.
Nada aplaca esse vendaval. Ninguém acalma o desejo insone.
O corpo verve, remexe, revolve.
E o corpo não cansa. A vontade não passa.
Todos tentam. Tantos tentaram. Ninguém consegue.
Sua tentativa, distante e risonha, apenas apazigua momentaneamente.
Para depois voltar tudo outra vez.
A pele vibra. Queima. Não tem controle.
Não suporta mais.
Explode solitária.
Apenas suas palavras fazem companhia para os eflúvios delírantes da carne.
Suas palavras são a chispa que faz explodir.
Corpo lânguido e esgotado por um instante.
Logo após, volta a ferver.
Mas uma hora é chegada a alvorada.
É chegado o momento da lucidez.
Dos disfarces, das máscaras.
Das roupas que escondem as marcas. Que escondem o regozijo.
Voltam os padrões. Tudo volta a monotonia.
E o corpos tem que voltar para suas alcovas.
E os desejos voltam para a mente agitada.
Mas a ansiedade para que a noite volte, permanece.
O anseio de tudo, fica.
E por mais que tente.
O corpo continua pedindo.

Dalila Cristina (02/02/2012)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012



O quarto esquenta gradativamente.
Lembranças de nossas noites fazem as paredes incendiarem.
Meu ventre incendiar.
Meu corpo sensível, minha boca sedenta.
Repleta de endorfina.
Mas ainda assim está pedante. Ele não se cansa. Nunca se cansa.
Desmedidamente incansavél.
Seu desejo antigo, que ficou guardado.
Nosso desejo, por fim realizado.
O tempo passou. A vontade ficou.
Mas valeu a pena.
A expectativa deixa tudo melhor.
Tantos pensamentos, tantas fantasias, tantas noites não dormidas a devanear.
Em tudo pensar.
Como foi.
Como poderia ter sido.
Como agora é.
Sem mais pensamentos de como seria.
Só lembranças de como foi.
Sua rouca voz. Seu corpo calejado e suado.
Por mim tantas vezes desejado.
O meu em súplica ao seu.
Por você tão sonhado.
Almejado. Intentado. Enfim alcançado.
Devagar e também forte.
Rápido e demorado.
O sol vem banhar nossos corpos desnudos.
Nos retira do nosso esconderijo de láscivia e gozo.
Vem a separação.
Logo após o corpo inflama e novamente vem o encontro.
Forte. Quente. Diferente das outras.
Penso em tudo, em tantos, em todos.
Antes só pensamentos, agora só você.
Tudo separado. Desejo por hora findado.
Corpos por fim afastados. Tristemente distanciados.
Olhar as marcas e lembrar.
Ir em busca de outros desejos. Satisfazê-los.
Me restam boas e apetitosas lembranças.
Me resta aquecer meu corpo entre os lencóis.
Aquecer minha pele com esses momentos.
É isso.

Dalila Cristina (01/02/2012)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011



Fumei meu último cigarro. Até o filtro.
Bebi a última gota de vinho de minha adega
Rolei de um lado para outro na cama. Minha cama, fria cama.
Tudo para tentar acalentar esse meu corpo pedante
Quero realizar meus últimos desejos, meus anseios. Minhas loucas fantasias.
Meus desejos são tão simples.
Minha vontade é tão grande.
Quero amar. Quero gostar. Quero gozar.
Tudo junto. De uma vez só.
Pode-se fazer isso em uma única noite.
E depois repetir se quiser, se quisermos, se nosso corpo pedir
O tempo escorre depressa, temos que correr contra ele.
Quero tudo de novo. Forte. Rápido. Intenso. Vibrante. Ofegante.
Quero matar esse minha vontade, antes que o tempo acabe
Antes que o mundo desabe, antes que a gente se perca...
Estou na instiga, estou na espera...
Vou fumar meu último cigarro depois de amar você
Vou beber meu derradeiro vinho EM você
Me beba, me embebe de lascívia, me sorva...
... até a última gota... enquanto ainda há tempo..

(Dalila)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011



Minha cama está vazia e fria
Durmo junto ao traveseiro para sentir o seu cheiro
Mas o tempo, voraz e imperdoavel, já levou o que restava de você daqui
Não há companhia de amigos que substitua
Não a bebida que me faça esquecer
Não há nada que me distraia
Não era o calor do algodão que eu queria agora
Queria o calor do seu corpo. O toque da sua pele. O som da sua voz
Cansei de estar sozinha. Cansei dessa vida mesquinha
Estou sempre em movimento, estou sempre em algum momento
Faço parte do mundo, me jogo nele. Vivo em um turbilhão de emoções
De que adianta se não tenho você ao meu lado.
Você. Ou você aí. Você aí também serve
Não importa.
Só quero alguém para dividir uma cama
Dormir juntinho
Fazer um carinho
Ligar de madrugada
Assistir um filme bobo.
Divida esse vinho comigo
Vem aquetar esse meu coração arisco
Vem apaziguar esse meu corpo voluptuoso
É pedir muito?!
Creio que não.
Falta mais entrega.
Mais coragem de viver.
Amem mais. Gostem mais. Gozem mais. Se libertem.
SE PERMITAM.
Se permitam amar... se permitam serem amados...
.... serem gostados.. serem gozados...
Não imporrta a forma de amor. Me entrego a todas. Se entregue
Não respeito normas e nem moral
Existem amores e amares. Amores de uma vida. Amores de um segundo. Amores de uma noite.
Enquanto vocês se prendem a padrões e paradigmas
Eu tento viver
De todas as formas imagináveis. E inimaginaveis
Cerrei as janelas
Vou voltar para minha cama fria
Na esperança que em um amanhã ela não esteja tão vazia....
(madrugada de 14/12/2011)

Dalila Cristina

terça-feira, 13 de dezembro de 2011



Minha cama está vazia
Meus braços estão solitários
Meu corpo está vazio...
Não quero mais isso
Me quero preenchida.
Me quero cheia de você.
Não suporto mais essas paredes frígidas...
Essa cama fria...
Esse corpo fraco...
Não quero mais esses dias secos e sem vida. Sem graça.
Sem um pulsar vibrante. Sem um calor humano
Tudo está no mesmo lugar
Os copos. O lençol. Eu.
Vi seus olhos.
Negros olhos.
Eu me vi neles
Quero qualquer coisa que seja vivo e quente
Apenas quero vida perto de mim.
Junto de mim. Ao lado. Em cima de mim. Dentro de mim.
Só quero um pouco de vida.
Não quero mais isso do jeito que está aqui
Quero movimento. Quero o verdadeiro furor de viver
Queria dizer mais algo...
.... mas a solidão me chamou de novo pra lhe fazer companhia...

Dalila Cristina


Quero tudo de novo
Mais rápido
Mais forte
Mais quente
Comecemos pelo começo.
Vamos com calma no principio, com delicadeza, nos conhecendo. Faz parte da brincadeira.
Todos temos tempo. Para que atropelar as coisas?
As melhor parte é sempre o começo
Depois da formalidades, podemos esquentar as coisas
Mas para chegar ao fim, antes temos o meio.
Não precisa de pressa, de desesperos, não vou sair daqui
Deixemos de meias palavras. Eu quero, você quer.
Posso ser a garota inteligente e independente.
Posso ser a mocinha tola e ingênua.
Posso ser femme fatale.
Escolha.
Que tal tudo junto?!
Quer tal NOSSOS corpos juntos?!
Sua pele na minha, sua respiração no meu ouvido, o fremir dos nossos corpos.
Queremos isso, precisamos disso.
Mas não é só isso. Nunca é só isso. O que vem depois também pode ser muito bom.
Me ache, me perca. Se perca, se ache em mim.
Não perca mais tempo
Estamos aqui.
A vida é curta, ela escorre rápida e veloz
Quem sabe o dia de amanhã?!
Vou levando a vida, esperando que os acontecimentos da vida me levem.

Dalila Cristina

segunda-feira, 28 de novembro de 2011



Me pega forte, me rasga, me toma
Sou sua por esse momento
Faça o que quiser do meu corpo, mas só com o corpo
deixe meu coração em paz
Na verdade, eu faço que meu coração fique me paz, ele me obedeçe
Mas meu corpo não
Quero me comportar, ficar quetinha, ser uma verdadeira dama
Mas não posso, não consigo
Você me pega no ponto fraco, me aperta e me beija forte. Como posso me comportar?
A conciencia pesa depois, mas é por pouco tempo. Não adianta ficar pensado
Minha pele se arrepia, meu corpo se contrai, se retrai e explode.
Uma. Duas. Tres vezes. Incontaveis vezes. Quantas vezes mais você quiser.
Mesmo dias depois ainda sinto o seu cheiro em mim, seu gosto, sua vontade retraida, a minha vontade incompleta também. Não foi o sufiente
Ver seus olhos perdidos em corpo é sempre a melhor parte
Seu rosto contraido, seu corpo suado, as roupas pelo chão
As paredes são nossas cúmplices, elas figuem não ver nada
A vontade é grande, e esqueço a sanidade, as regras, a moral
Para que essa hipocresia sexual, se ambos querem a mesma coisa?!
Não faça cara feia pra mim, sei que voçê não é nem um santo
Aproveita, me beija toda, me esquenta, me perde, me acha
Aproveita porque não sei quando os ventos sopraram de novo
Aproveita que a vida é curta, e minha vontade é grande
Minha vontade por é grande...
... aproveita em quanto ela ainda está bem viva..

Dalila Cristina, 28/11/11

quarta-feira, 2 de novembro de 2011



Procuro alguém para dividir um vinho,
para dormir juntinho e mudar o meu rumo.

Procuro alguém para transformar em TUDO essa minha noite que está um NADA.

Procuro alguém para matar essa minha sede de PESSOAS
e essa minha fome de MUNDO.

Procuro alguém pra esquentar meu lençol, tirar minha blusa e me BEIJAR como se fosse o último mergulho da sua vida.

Procuro alguém para me BEBER, me INEBRIAR, me SORVER em grandes goles, rasgar meus poros e apaziguar esse meu espírito insone e lascivo.

Procuro apenas alguém que aceite minhas REGRAS, que aceite minhas imposições e manias, só por hoje.

Procuro alguém desse jeito, só por essa noite...


(Dalila Cristina)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011



Queria a sua pele aveludada de péssego junta a minha
Nem a melhor ambrosia tem sabor perto dos seus lábios,
Seu corpo tem um doce perfume de rosas, que me embebeda
Exala um almíscar pedante e voluptuoso de seus poros
A visão da sua chegada fica gravada nos meus olhos
O leve som dos seus passos e o melodioso som da sua voz me faz regozijar
Queria puxar de levinho seu cabelo,
morder delicadamente sua boca,
descer suavemente minhas mãos pelas curvas perfeitas do seu corpo
Sua pele na minha,
minha respiração no seu ouvido,
o som mais alto seria do seu coração acelerado pelo medo de sermos pegos
e o fremir dos nossos corpos se tocando
Minhas mãos passeiam pelos recantos mais escondidos do seu corpo,
me refastelo em suas pernas torneadas,
me perco em devaneios de o que fazer com você
sem pudor, sem pressa
Começo delicada, mais o meu desejo é mais forte
e meu ímpeto se faz valer
A noite, amiga dos amantes nos esconde
e encobre nossa teimosia de sermos sempre errados,
sempre na contramão da sociedade
Nosso desejo nos impede de seguirmos regras
E insistimos em fazer do modo que choca as pessoas
Quero seu gosto de fruta doce,
seu gostinho de morangos
O sabor que tentam me impor,
sabores fortes, de graviolas e cajús
é bom, mas as vezes (só as vezes) cansa
o seu é mais singelo e suculento
Nada me importa se puder te tocar,
Te beijar,
Te ter,
Te absorver
Nem que seja só um poquinho,
a noite não vai deixar ninguém saber
Mas você se esquiva, se afasta
Tranquilize-se, espero o que for preciso por esse
momento
O que resta é continuar devaneando,
e é isso que vou fazer...

Dalila Cristina (24/10/2011)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Breve Consolo( Erótico)

 
A intenção estava no gesto
No olhar secante em meu corpo
Não havia sentimento
Apenas o desejo carnal
A busca feroz pelo prazer
Ser sensual era preciso
Meus seios duros apontavam
A direção exata e propícia
Minha umidez exaltava
O cheiro máximo do prazer
Estava necessitada, louca
Fui consumida
Profundamente penetrada
O fel veio na hora exata
Jorramos juntos sem receio
Gotas brancas embelezava
O meu ventre liso
Fui breve e fria
Na minha rápida consolação.

(Ítalo César)