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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Minha querida Bia


Ele a pegava passava os dedos e sentia ela bem hidratada.
Depois ele passava a mão em seu próprio volume e abria…
Já habilidoso, pegava de um jeito natural e bem devagar ia soltando o quanto queria…
Passava a língua, lambia até sentir que estava bom…
Ela estava toda arrumada, ouriçada e sensual.
Ele a leva a boca novamente…
E sobe um fogo derrepente!
O fogo a consumia… ela ficava pouca e aos poucos ia sumindo…
Ele ia se soltando…
Lentamente um sorriso nele se formava enquanto ela o dominava.
Quando chegava ao fim
Ele se sentava… ele sentia que ela era especial…
Menina linda, sensual, com um cheiro característico, alucinante…
Ele arruma a roupa, passa a mão no cabelo e diz baixinho para a lua:
- Não importa por quantas mãos passe sempre será minha querida Bia!

Mariana Duarte

Amada Ana


Amanda andava apressada, sentia ser perseguida
 E com sentido seu medo crescia.
 Agora a certeza tomava conta, corria com a ponta do vestido em conta.
 O coração acelerava e nenhum caminho seguro surgia
 A floresta parecia estar em uma estranha orgia.
 A escuridão a deixava mais nervosa e ela começava a ouvir coisas…
 As forças indo embora…
 O passo desacelerando…
 O fôlego não mais o mesmo, o medo se alastrando…
 Amanda cai num tropeço violento, rasga a barra do vestido e joga os pertences ao vento.
 Sem muitas perspectivas ela clama:
 - Meu Deus cuide de mim e de minha amada Ana.
 O chão treme.
 Amanda se esconde por trás de um grosso caule, respira fundo e caem lágrimas…
 Na escuridão um corpo masculino tomava forma, de um jeito cretino ele sorria balançando uma corda.
 - Teu homem está aqui Amanda, seja um dia digna e volte para nossa cama. Não percebes que não está certo quem tu amas?
 Amanda não tinha mais forças, via apenas uma saída: mostrar seu esconderijo e entregar seu corpo para a violência ainda em vida.
 Quando sua decisão já estava tomada, ouve um gemido.
 Corre para olhar o marido…
 Morto.
 Ela não se mexia e não entendia nada.
 Ela procurou quem era seu salvador, olhou bem fundo e descobriu ser sua amada.
 -Ana!
 Amanda não sabia como agir, pegou o machado das mãos de Ana jogou no rio e a convidou para irem embora dali.
 O corpo do marido no chão foi sendo devorado aos poucos pelos animais na noturna refeição.
 Amanda e Ana, não tinham nada, apenas as duas…
 No pensamento de Amanda ela tinha tudo e no de Ana não precisava de mais nada.
 Seguiram as duas de cabeça erguida recontando a história sem nenhuma ferida.
 Como se fosse uma grande piada.

Por Mariana Duarte

Sou pouca



Sou pouca, pouca por que não tenho nada;
Pouca por que vivi pouco e não me lembro de muito;
Pouca pelo juízo ser pouco e em meu poço nunca há fundo;
Nem caiu no fim do mundo.
Sou muito iludida, com palavras bonitas em tons de poesia;
Pouca prosa, muita agonia e pouca experiência
Veja em meus olhos, sou pura inocência.
Indecência?
Em meus pensamentos…
Prematuros, presumidos, mirabolantes e por que não imundos?
Muita sede, sede de querer saber, ver, sentir;
Sede para andar, experimentar e ouvi;
Louca para amar, beijar e ser feliz.
Mas em meu mundo tão fechado não me permiti ser assim…
Apenas vejo à hora chegar e jamais peço para partir.

Por Mariana Duarte