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segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Tudo que Resta
Quando cheguei o Anjo Torto partiu
Dez meses depois do meu primeiro choro
Fiquei com sua vaga lembrança
E vaga ainda vazia
Pela "A Rua" da imaginação
Um pouco do que ele deixou
É tudo que tinha
É tudo que resta
É tudo que presta
Andei pelo "Jardim da Noite" a sua procura
Encontrei só a partida
Bem na entrada
No meio da loucura, descompreendida
Sua face , iluminada
Ari Veras
sábado, 17 de novembro de 2012
Torquato Neto; um texto da véspera passada
11.2012
99
ESPECIAL TORQUATO NETO 66
(...)“MAMÃE, CORAGEM” e “O HOMEM CONCRETO” EIS A “VERDADE TROPICAL” : Dona Canô, mãe dos
cantores tropicalistas Caetano Veloso e Maria Bethânia, segue indiferente ao
tempo opressor e aos 105 anos de vida realmente implica com a praxe lógica da
cronologia humana; exemplo bastante semelhante ao do mais que centenário arquiteto
Oscar Niemeyer, que aos 104 vai ao hospital fazer um check up e logo,logo volta
ao batente entre projetos ou eventos. Guardadas as preocupações costumeiras de
familiares, parentes e amigos próximos, além dos profissionais de saúde que os
atendam, obviamente.
Talvez o jornalista
incompletamente formado pela universidade das ruas e redações do brasil Torquato
Pereira de Araújo Neto anunciasse algo assim se ainda escrevesse no Jornal do
Brasil e pintasse até uma manchetona algo parecida ainda hoje.
DE MARISTA A TROPICALISTA: COM UMA ENCAMINHADA E SÓLIDA
FORMAÇÃO EM COLÉGIOS DE IRMANDADES RELIGIOSAS DESDE O INÍCIO NO COLÉGIO SAGRADO
CORAÇÃO DE JESUS (NA VULGATA, COLÉGIO DAS IRMÃS) EM TERESINA E EM COLÉGIO
MARISTA EM SALVADOR, O ADOLESCENTE PIO EXISTENTE EM TORQUATO NETO PREPARA DO
GRANDE SERTÃO NORDESTINO VEREDAS AO JOVEM JÁ CÉTICO EM RELAÇÃO À CARREIRA DE
DIPLOMATA OU BUROCRATA PARAESTATAL. //
E INSINUA EM SI
VOCAÇÕES E DONS OUTROS, NESTA TRILHA MAIS QUE LITERÁRIA, MUSICAL OU CINEMATOGRÁFICA;
BEM MAIS QUE ISTO: UMA POLIFONIA CULTURAL ECLÉTICA ALIADA AO ENGENDRAR DE
REFLETIRES-PENSARES-AGIRES RUMO ÀS EMERGENTES MEGALÓPOLES BRASILEIRAS, O
SENTIMENTO E A COGITAÇÃO ORA COMO JORNALISTA, ORA COMO PRECEPTOR OU COLEGA DE ARTISTAS
E ATIVISTAS ENGAJADOS EM CONVÍVIO TROPICAL. //
LOGO, NÃO É DE SE ESPANTAR QUE A EMPREITADA DEPOIS BATIZADA
DE TROPICALISTA JÁ NASCE EM TORQUATO NETO E MESMO NO GRUPO BAIANO-NORDESTINO AO
SUDESTE AGLUTINADO: AUGUSTO E HAROLDO DE CAMPOS, DÉCIO PIGNATARI; HÉLIO
OITICICA, TOM ZÉ, CAPINAM, GERALDO VANDRÉ; GILBERTO GIL, CAETANO VELOSO, MARIA
BETHÂNIA, GAL COSTA; LUIZ MELODIA, CARLOS PINTO, NONATO BUZAR, PAULO DINIZ,
RENATO PIAU; JARDS MACALÉ, WALLY SALOMÃO, IVAN CARDOSO, ...E TANTOS COLEGAS DE
CRIAÇÃO QUE FICA ATÉ DIFÍCIL CATALOGAR, ATÉ HOJE, MESMO CONSULTANDO ARQUIVOS E
ACERVOS SÉRIOS.//
E PERCEBAMOS QUE CRÍTICOS, DESDE BIÓGRAFOS, PASSANDO POR COLECIONADORES,
ACADÊMICOS ESTUDIOSOS E PESQUISADORES, ALÉM DE UMA LEGIÃO DE FÃS OU
APRECIADORES – MARGINAIS OU NUCLEARES – TAMBÉM EM MOMENTOS CÍCLICOS E
PERIÓDICOS RETOMAM FRAGMENTOS DA VIDA QUE VENCE A MORTE EM TORQUATO NETO. ALIÁS,
NA IMAGINAÇÃO DESTES DIAS, HÁ A IDEIA DE QUE É MELHOR QUE SE DIGA PRECISAMENTE:
AQUI ATÉ HOJE É O FIM DO MUNDO! NÃO QUE SEJA UMA PRAGA OU
DESTINO FATAL EM INSTANTES DE FEÉRICA HISTERIA MUNDIAL; APENAS DIZER QUE, APÓS 40
ANOS DA MANCHETE DE 19’72 MUITA COISA MUDOU SIM, O BRASIL É OUTRO, ATÉ O PIAUÍ É
OUTRO. NESTES 68 ANOS DUM TROPICAL ADEUS TORQUATEANO, DIGAMOS ATÉ LOGO, POIS 68
DIZEM É UM NÚMERO QUE NÃO FINDA EM SI, NESTA HISTÓRIA A SER RECONTADA.//
NOS
JORNAIS DO BRASIL É SEMPRE MPB!.//
(João Paulo Mourão para o “Sempre MPB” de 11.11.2012)
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terça-feira, 19 de junho de 2012
O conta-gotas
O conta-gotas
Me pinga de dentro dos olhos
Que pingados refrescam o queixo.
Amanhã é três sílabas tristes.
Torquato Neto contorna os ouvidos:
Triste madrugada
Tudo e nada
A mão fria, a mão gelada
Toca bem de leve em mim
Tassi
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Sobre essa estória de "o fim do mundo é aqui no Piauí"
Pois eu te digo, pessoa estranha ou amiga.
Gosto tanto do Piauí, que até o Cão duvida!
Quiseram fazer daqui pejorativo pra fim do mundo.
O primeiro a reclamar foi este poetinha aqui: Torquato Neto.
Você me pergunta: - E quem é que te garante?
- Êle mesmo se garante!, eu resposteio.
Folheando capas de discos dos idos de fins de '1960 a fins de '1980,
de tudo enquanto se ouça em MPB, muito há letrado por este nosso poeta.
Aliás, muita e vária crítica por êle expressa surtira efeito ante novos e novas artistas:
a turma da época de ouro dos Festivais e campeã de discos da MPB de então
(Elis Regina, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, GeraldoVandré, Mª Bethania, Jards Macalé).
Mas o que desejo dizer aqui é da oportunidade contextual do movimento dos sociopoetas porvir
(apesar da minha incompetência poética e até certa desmesura crítica);
que o Piauí é ninho de grande leva da intelectualidade nacional deste país chamado Brasil,
e também que é cenário de vasta gente de renome em literatura e linguagem, para falar da realidade
sem abstrações metódicas mas com aproximações enérgicas e entremeadas de pautas sociais.
Fazer poesia não é só falar com a alma, com o coração, com a imaginação, com a saudade;
nosso fazer poético vai falando sim, com o espírito crítico, com a mente, com a realidade, com a sensação e [a sensibilidade.
Fazer poesia não só nos encartes de livraria, nos livros de brochura, nas revistas de circuitos literários;
fazer poesia sim nas cartolinas, nos cavaletes de papelão e nas faixas de rua: "a poesia nua e crua" conforme [o citado poeta piauiense acima.
E pra não dizer que não falei das foices, machados, martelos, estrovengas, rifles, espingardas, enfim...
queremos a poesia social que sinta, perceba, associe, pense, reflita, escreva, emita, represente, entenda a realidade de nosso Piauí. Uma palavra é uma arma; mas arma virtual, que pode em seu uso sensato evitar muitas mortes e mortandades. Uma poesia é uma manifesto, uma performance, um agir coletivo: por ela se percebe um mundo em volta que às vezes nos passa despercebido, em esconderijo premeditado por outrem.
Para mim, que vivo aqui, Piauí é lugar de encontro: desde os entes naturais (pedras, rios, matas, raios, ...)
até os culturais (norte-nordeste, meio-norte, Poty-Parnaíba, Capivara-Confusões, Sete Cidades-Morro do Gritador, Lagoa do Portinho-Nascentes do Parnaíba, Chapada do Corisco-Casa da Pólvora, etc.).
Gosto tanto do Piauí, que até o Cão duvida!
Quiseram fazer daqui pejorativo pra fim do mundo.
O primeiro a reclamar foi este poetinha aqui: Torquato Neto.
Você me pergunta: - E quem é que te garante?
- Êle mesmo se garante!, eu resposteio.
Folheando capas de discos dos idos de fins de '1960 a fins de '1980,
de tudo enquanto se ouça em MPB, muito há letrado por este nosso poeta.
Aliás, muita e vária crítica por êle expressa surtira efeito ante novos e novas artistas:
a turma da época de ouro dos Festivais e campeã de discos da MPB de então
(Elis Regina, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, GeraldoVandré, Mª Bethania, Jards Macalé).
Mas o que desejo dizer aqui é da oportunidade contextual do movimento dos sociopoetas porvir
(apesar da minha incompetência poética e até certa desmesura crítica);
que o Piauí é ninho de grande leva da intelectualidade nacional deste país chamado Brasil,
e também que é cenário de vasta gente de renome em literatura e linguagem, para falar da realidade
sem abstrações metódicas mas com aproximações enérgicas e entremeadas de pautas sociais.
Fazer poesia não é só falar com a alma, com o coração, com a imaginação, com a saudade;
nosso fazer poético vai falando sim, com o espírito crítico, com a mente, com a realidade, com a sensação e [a sensibilidade.
Fazer poesia não só nos encartes de livraria, nos livros de brochura, nas revistas de circuitos literários;
fazer poesia sim nas cartolinas, nos cavaletes de papelão e nas faixas de rua: "a poesia nua e crua" conforme [o citado poeta piauiense acima.
E pra não dizer que não falei das foices, machados, martelos, estrovengas, rifles, espingardas, enfim...
queremos a poesia social que sinta, perceba, associe, pense, reflita, escreva, emita, represente, entenda a realidade de nosso Piauí. Uma palavra é uma arma; mas arma virtual, que pode em seu uso sensato evitar muitas mortes e mortandades. Uma poesia é uma manifesto, uma performance, um agir coletivo: por ela se percebe um mundo em volta que às vezes nos passa despercebido, em esconderijo premeditado por outrem.
Para mim, que vivo aqui, Piauí é lugar de encontro: desde os entes naturais (pedras, rios, matas, raios, ...)
até os culturais (norte-nordeste, meio-norte, Poty-Parnaíba, Capivara-Confusões, Sete Cidades-Morro do Gritador, Lagoa do Portinho-Nascentes do Parnaíba, Chapada do Corisco-Casa da Pólvora, etc.).
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