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segunda-feira, 20 de março de 2017
Crença
Para Maria Bárbara
Sabe o sabor de ser vitória
Maria de avós, Bárbara de menina
Nasce e já faz história
Vive e já tem carinho
Sobra de amor tanto quanto possa
Resta o que mais se ilumina
Trata de pouco a pouco
o que é de posse
Iansã, mãe-virgem diaspórica
Ivone Lara na enfermaria
Cuidados da mente, arteterapia
Era quase noite , saberes do dia
Cabelos preenchem a história
Pulso a pulso constrói o fluxo.
domingo, 28 de agosto de 2016
Jogar-se
Para Vanessa Ferry de Oliveira Soares
Para nós e nossa união cósmica
Deuses deram as cartas:
Odu, horóscopo, sinestesia.
Antedisseram que faria parte
Sermos um e uma na vida, todo dia.
Sonho projetado se realiza
Em cada passo dado, objetivo cumprido.
Amor abrigado fora das balizas
Batidas no peito forte, cheias de motivo.
O risco de viver a vida vira traço
Contido num sorriso, num abraço,
Num cheiro de canto de boca, tuas linhas
Viram partes nossas tão minhas
Olhos em encontro, expandindo
Na nossa união, casal tão lindo!
quarta-feira, 17 de agosto de 2016
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Analítica de Sócrates I: Tamo tudo junta
Nesta nossa linguagem
Tudo que há de mais certo
São infinitas possibilidades
Disputas de sentido, curso repartido,
Não tem explicação,
Aparece apenas o já sabido
Vida cheia de veias porejando.
Conecta com a poeira do cosmos,
Olha indubitável vários rostos,
Procura ter segurança no dizer.
Fala subterrânea, escondendo
Enquanto isso vai subvertendo
Castelo de cartas desviradas.
Sócrates, ainda em poker
quinta-feira, 9 de junho de 2016
Na lata
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| Tá viajando? |
Emagrecer pra subir nas vans
Cê é besta?
Melhor transporte universal
Retira o peso da mobilidade
Faz que pra qualquer lugar
seja mais leve.
Traz uma cachaça pra ver
se passa
Ou fica na parada se quiser.
Que conversa!
No sufoco, passos lentos
Acidente ou movimento
Na faixa uma mensagem:
Eu estarei, mas leve.
Emagrecê pa subi nai van
Respeitando os corres da pessoa grafitteira. Na lata!
"Emagrecê pa subi nai van", disse a senhorinha ao descer do transporte complementar metropolitano Messias/Maceió, no início da Avenida Fernandes Lima (pra quem é do Piauí, uma Frei Serafim aumentada em trânsito e extensão). No sorriso desconfiado, denunciava um "falta mais transporte, não eu emagrecer".
Maceió é Metrópole. Sair dos livros de geografia do Brasil pra ver concretamente dá a real dimensão do que é isso. Metrópole cê pensa logo Nova York, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife. Pensar que tem um monte de cidade ao redor (Satuba, Messias, Marechal Deodoro, Murici da metrópole e Cruzeiro do Sul, Palmeira dos Índios...) e todas elas mandam gente toda hora pra Maceió situa melhor o tamanho desse aglomerado urbano.
Vale a pesquisa sobre desde quando começou o sistema de transporte metropolitano na capital de Alagoas. Em 1998, disseram "aqui é metrópole". Em 2001, começaram a regular o serviço de transporte complementar. O Estado diz que é muito bom, que vai melhorar. Os usuários, quando aparece algo na Internet sobre, falam da direção perigosa de alguns motoristas. Da lotação, nem sinal de crítica.
De fato, vai muita gente. Como malabaristas, os cobradores equilibram as pessoas dentro (quem pede parada, entra. Se não para, tá saindo gente pela janela).
Mas essa lotação vem impossível só até o início da Fernandes Lima. Sempre tem alguém descendo "na curva da [Polícia Rodoviária] Federal", "no Atacadão", e o transporte fica suave. Quem enfrenta de carro, sente o trânsito mais amarrado. Pras vans, aperreia quando tem acidente. "Eita, resenha! Engarrafamento desde a Bomba do Gonzaga! Radialista mentiroso da poxa!", diz o motorista ao saber de um acidente na Via Expressa (que é do outro lado da cidade). Em média quarenta minutos, a van desce da Cidade Universitária (Hospital Universitário) para a Praça Centenário (antes do Centro, no bairro Farol). Dá bom emagrecer pra subir na van. Mas já que é o transporte que dá acesso ao coração da cidade, aos projetos e labuta diária, a galera vai dando seu jeito pra caber e se movimentar na metrópole Maceió.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
De marca
Choque de monstro
Mostra quem é você
Moral identitária
Ou o que é possível ser.
Comunicadores fazem parte
Seletores de audiência
Quem escuta com frequência
Não se perde em sintonia.
Já raiou é novo dia,
Vestido de poesia
Rasgado no limite da lógica.
Existe, logo marca
Lugar comum da vida
É viver deixando rastro.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
É lógico!
Olha só!
Se moral,regra.
Se moral, ética.
Se moral, existência?
Verdade, mas não necessariamente.
Existência ou marcador?
Tudo muda, ou se mantém.
Nada muda, o que convém
É o único jeito possível?
Pode ser leite COM
Batata frita.
Se e somente se
Houver um conjuntivo.
Tudo muda.
Nada passa.
Que se passa?
Deu bom.
https://youtu.be/COYdfuP6khM
terça-feira, 31 de maio de 2016
Moral
Na van lotada, organização dos espaços. Há reclamação. "Ajeita aí, Moral!" , e as vagas aparecem. Segue viagem. Moral. Conjunto de regras. Moral. Ética, respeito. Moral. Marcador identitário. "Vou descer na Bomba, Moral!". A cara de menino que aprendeu Moral pra chamar os outros. E se marca assim. Conduta. Realidade concreta. Uma realidade que chama pra disciplina. Não é a única possível. É talvez a mais forte. Marcante. Ordem. Existência. Moral.
sexta-feira, 6 de maio de 2016
51 para 6000
Mais uma cachaça pra ver se passa
Dose na proporção, quem diria
Chegar tão perto um dia
De raiz não tão quadrada
Lapidada no eixo de permissão
Construída no passo de liberdade
Rompendo com produções a saudade
Coletiva nos peitos a inflamar
Saindo do forno mais uma expressa
No gesto imóvel do irmão
Aceso a chama de iluminar.
Pra ver a poesia raiar
No giro incandescente de rebeldia
Folia de pensamentos imateriais.
Cume
O cosmo de tanto em tanto flui poema,
Energia circula em nuvens vastas, alto da montanha,
Gira o pião, imensidão tamanha,
Assanha todos os desejos de temas.
Inscrito na pedra da resiliência,
ganha viço no som de flautas, de rebeldia,
Sabedoria de feiticeiros, colar de sonho,
Expressa quanta melodia para a cadência.
Vale o fluxo de pensamentos,
Esforço abafado de quem tenta
Sair de bateria renovada.
Que bate calada um outro verso,
Sobrado de mil casas, resto do terço,
Encerra de sobressalto a liturgia.
*música a partir do André Café Oliveira
terça-feira, 14 de abril de 2015
Brotem
Parecia quase noite na sombra do galho:
era prenúncio de chuva.
O sol dourava no contraste de luzes foscas,
faíscas de relâmpagos varavam o céu.
Vorazes encontravam nuvens retintas,
derramadas tantas tintas nos tons acinzentados.
Estados de espíritos incandescentes,
cândidos complacentes respiravam rosas
do povo as vozes ensurdecidas
esgarçadas espremidas no reflexo da parede.
A terra mata a sede de suas raízes,
felizes esverdeavam o solo com sorrisos.
A brisa do espetáculo virava vendaval:
o tal dilúvio intenso dava as cartas nesse jogo.
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
De amor mais linda
"Protagonistas" (Rua 13 de maio, centro de Teresina/PI)
Créditos: a partir de mim
O corpo vai chorar,
pra deixar alma lavada
pra lembrar pessoa amada
viva o amor, viva o amor
que não se mede no tempo.
Que não se mede no tempo,
e não cabe no espaço.
Só cabe num abraço:
sede por amor, sede por amor,
em doses generosas.
Em doses generosas
espalhe-se em tantas quantas
pra mostrar que adianta
ser bem mais que ser sozinha.
Viva o amor, viva o amor.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Ladainha de liberdade
Se te prendo num
beijo,
Logo deixo soltar.
Seja livre pra amar,
e amar e amar.
Se te quero num
instante,
Logo, logo vai
passar.
Seja livre pra
viver,
e viver e viver.
Se te busco
incessante,
Logo paro procurar.
Seja livre pra
mostrar
o melhor que há.
Seja livre,
passarinha,
Pra voar voar.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Esetnís - o diálogo atravessado de amor e luta
Esses tópicos que renascem
fazem as cinzas queimarem de trás pra frente.
Seda duas, por favor, pra aliviar essas saudades,
pra incendiar essas vontades
de entorpecer a vida com a tua.
Presença de futuro que teimamos em projetar
pra um plano maior e mais pra frente do que temos.
Que mudar entre todos nós é ideia proposta em ações.
Irmãos e irmãs mobilizadas em conspirações
de encher de flores o trajeto da caminhada.
Passo a passo lado a lado, nem de frente nem atrás,
Vamos cada dia mais inflamando as cabeças.
E por mais que pareça absurdo,
Vamos gritar tão alto no escuro
É liberdade que se busca num abraço.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Amorcídio
Foto do projeto "Fragmento", do Paradoxo:
Matar saudades é um crime sem pecado,
porque "I míssil"*, camaradas, não é um tiro desgovernado:
o alvo é concreto** e certo.
É querer sem ter por perto as amizades,
é saber-se mais esperto pela vontade
de cortar toda distância num golpe dado de braços:
vem cá, sinto sua falta.
É botar a música mais alta,
e virar de uma vez a cachaça
pra trazer o gosto das lembranças mais felizes
ao teu lado.
É saber que as experiências do passado
nunca mais poderão ser revividas,
e que juntinho das pessoas queridas
só nos resta construir o que há de vir.
Que antes da saudade sumir,
deixa sozinha uma lágrima cair
pra lavar os caminhos do reencontro.
Que nessa hora todo mundo esteja pronto,
vestindo sua melhor gargalhada
pra rever sua gente tão amada.
* "I míssil" referindo-se à produção do Mário Lacorrosivo: http://sociedadedospoetasporvir.blogspot.com.br/2012/03/sinto-sua-falta.html
** "Concreto" em vez de "líquido" por sugestão da Heiza Maria. Obrigado!
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Sustentação
Na forja do ajuste,
projeto fora de
centralidade.
Luta luta luta por um
pingo de palavra,
Gota preciosa não quer
que ninguém escorra.
Na brasa do embuste,
rejeita agora todo tipo
de novidade.
Sangra sangra sangra a
carne lanhada,
Gosto amargo nos olhos
que não aguentam.
Caindo de sono
arrebentam
barreiras de toda
negatividade acumulada,
cadeiras a postos,
colunas que se curvam
Vista a vista cambaleia
e fica turva,
o passo é mais fraco
do que a caminhada,
segura as pontas que
ainda há muito tempo pra nada.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Possivelmente uma noite dessas...
De nada e de
leve, quem sabe outra madrugada
De salves e
corres, litros de cerveja no chão do tempo.
Por nada me
deixe, quem sabe mais uma rodada,
Girando pela
noite até cair no sono.
Insone vontade
de consumir os gostos,
Olhando nos
rostos e vultos de quase-presença.
Sentença de
morte, que nada! De vida,
Pedindo pra ser
vivida na mesa do bar.
Pedindo mais um
copo pra saborear
O néctar cremoso
que sai da garrafa,
Que não mata o
calor, mas ao menos abafa
As ilusões de um
dia perdido,
As vontades de
um momento permitido,
Mais uma dose,
mais um lance de euforia.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Fora
Corpo que não está,
Esteira de passar tormentos,
Lamentos de uma vida inteira,
Maneira de escorrer as horas.
Senhora à providência de um posto,
Suposto envolvido em contradições.
Prisões com grades em teias,
Veias abertas de sangue rubro.
Cubro o peito que arde em dores,
Amores que se vão no fim de tarde,
Alarde nas ruas de solidão.
Irmão que podia ser, de saídas em bares,
Lugares que nunca fomos, mas iremos,
Seremos um dia livres, quebra correntes.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Soneto de aproximação
E chega manso, e chega quieto,
Dialeto que quiser.
Se vier, traga suas cores,
Seus amores, ou malmequer.
Que se faça de pontes, que suba escadas,
Escaladas na vida, farpas trocadas.
Encontre o ponto, um desalinho,
um contraponto no teu caminho.
Tão perto que não possa se afastar,
deixar a vida fluir, o mundo te amar
Sentir o sabor da chuva, com todo gosto
Escorrer pelas linhas finas do rosto,
pelo corpo entregue ao teatro
antes que se encerre o último ato.
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