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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

DISSONÂNCIA


Tudo é uma questão de olhar.
Os olhares divergem. E nasce
Os diferentes
Que quase nunca se entendem
Ah! Quanta má vontade!

UM HOMEM, UMA MULHER



Um homem, uma mulher.
Uma mulher, um homem
Companheiros, amantes
Cumplices a todo instante.
Vontades, objetivos conjugados.
Nenhum se autointitulado superior
À sua metade. Isso sustenta a convivência.
Amor-amor, amor do amor em amor
Cuja principal coluna é a liberdade.
Um homem, uma mulher,
Uma mulher, um homem: dois em um,
Sem, contudo, se anularem.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

DRAMÁTICO


Tu, alardeador dos acontecimentos feros,
A vida não faz drama, sobre altares...
O drama alardeante ante um viver errante
És tu quem o fazes.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

LEMBRANÇAS DE UM GRANDE AMOR


Lembro-me com muito saudosismo das “loucuras” que você fazia para ficar comigo. Lembra-se da primeira vez em que esteve em minha casa? Pois é... Eu corri como louco para dar um ar aconchegante ao meu lar; por outro lado, morria de vergonha de não se agradar dele.

De repente, em meio ao trabalho, você ligou avisando que chegara no ponto de ônibus e pediu para eu pegá-la. Confesso que fiquei sem norte. Porém, sem demora, corri ao seu encontro. Mas qual não foi minha surpresa quando, ainda no meio do caminho, a vi com um sorriso lindo vindo ao meu encontro e com visível euforia. Aquele momento foi simplesmente grandioso! Você se aproximou rapidamente e me deu um abraço tão forte e com tanto sentimento que de imediato senti me aquecer o corpo e a alma o calor de seu amor que emanava de sua alma em demasia, senti os batimentos do seu coração bater a mais de mil... E no inverno, você superava a impotência diante do frio para estar ao meu lado. Foi, então, que acendeu em meu coração a certeza de que Deus me escolhera dentre tantos para viver as alegrias de um amor sincero, verdadeiro e cheio de paixão ao seu lado.

São inúmeras as recordações que me vêm à minha tela mental, se eu fosse falar de todas elas e das emoções que me causara e causa, passaria vários dias para enumerá-las.  
Vivo tudo com o mesmo entusiasmo que sente uma criança inconsciente da dor e do sofrimento consequências do viver humano. Vivo tudo com o mesmo entusiasmo de um competidor que vence seu maior e mais difícil desafio. Vivo tudo com o mesmo entusiasmo de quem tem a certeza de que a vida vale mais que a pena, que a vida é a única razão de viver. Vivo todos esses momentos com o mesmo entusiasmo quando do nascimento e florescimento do nosso amor, porque o que vivi a seu lado da minha alma não se apaga.

Não lamento o sonho ter findado de repente, porque vivi tudo que poderia ter vivido; vivi intensamente tudo que nosso amor me presenteou, com voraz ânsia.

Em uma de minhas poesias, expressão maior de sentimento concretizado em palavras imprecisas, assim me coloquei em um trechos: 

“Nosso amor não tive, tenho-o.
Porque o vivi com intenso ardor e a contento.
Por isso está na alma e mente gravado
E nelas, com graça indistinta, retenho-o.

O importante de tudo é que Deus me colocou no caminho da pessoa mais doce que conheci nesta vida, para vivermos o amor mais lindo desse mundo.

Mesmo diante das inúmeras declarações implícitas de que nosso amor não foi verdadeiro, uma vez que assevera que “amor verdadeiro nunca acaba porque o mesmo não tem fim”, caminharei com a certeza de que foi o nosso amor sublime e verdadeiro como poucos. 

Ainda que os corpos não se entrelacem, os lábios não se toquem e a distância física seja real, se em ambos os corações residem carinho e desejo de ver o outro bem e feliz, aí, sim, floresce o amor verdadeiro. 

Porque amor mesmo é despretensioso, e simplesmente de amar se satisfaz e se faz contente.

24/07/12
Às 18:45

VERDADEIRO AMOR


      A minha distância teve uma razão de ser. Entretanto, ainda que eu mantivesse distância, nunca deixei de te amar (agora de uma forma diferente, equilibrada, sem apego. Porque passei a cultivar o verdadeiro amor por ti, aquele nutrido pelas pessoas mais queridas, independente do sexo, idade, status sociais, etc). 
     Se eu achei necessário me afastar de ti, foi porque entendi que não podia seguir em frente sem que eu resolvesse questões do passado, sem que eu extraísse das entranhas do meu ser a doce ilusão de um dia tê-la ao meu lado, em definitivo.
     Esse tempo foi tão importante para que eu reorganizasse minhas ideias, no sentido de chegar a conclusão de algumas verdades notórias as quais as vaidades não permitem que as vejamos, quando não nos permitimos retirar a consciência do centro dos acontecimentos.
     Hoje, decidido em minhas convicções inabaláveis, apossei-me da veracidade da lógica da vida e me despojei das fraquezas e do apego, este sentimento atroz que tanto tem acorrentado meu coração e mente. Estou, enfim, preparado para reestabelecer a amizade, único sentimento que não deve findar entra nós, e deveras, nunca feneceu; foi o inexorável ressentimento (produto da incompreensão, entre outros sentimentos baixos, indignos do ser humano que se encontra adiantado na senda da evolução)  que ousou amortalhá-la; durante algum tempo ele exerceu sua malévola influência sobre mim. Agora não mais. Tal realidade se verifica através do restabelecimento do fluxo energético de emanações positivas que tenho enviado a ti de um tempo para cá.
     Foste grande na minha vida enquanto esteve ao meu lado desempenhando o papel de amante, amiga e namorada, e não é agora, depois dos laços de amante e namorada terem se desfeito, que perderás tua grandeza. Não mesmo! O velho ressentimento não foi capaz de varrer para o pântano lodaçal e pestilento da incompreensão meu amor por ti. Mesmo porque este ressentimento, que no início era tão poderoso e imponente e que era capaz de manter-me no cativo dos domínios de sua vontade, feneceu envenenado pelo próprio veneno mortal.
     Acredite, readquiri a leveza que me era mante perfeita outrora, mas que, todavia, desvaneceu ao ver a sua partida e a dispersão do amor visceral que ora alimentou por mim. Sinto-me recobrada a razão. Sinto a razão e o coração andarem de mãos dadas, ainda que timidamente. Espero que os lações de união se intensifiquem entre eles para progresso da minha alma em todos os aspectos.
     Não se preocupe mais com meu estado e nem cogites a ideia de eu ter matado algum belo sentimento que cresceu e floresceu enquanto estivemos juntos. O pulcro sentimento que nutro por ti não perdeu a sua característica, isto é, ainda é muito forte, lindo e verdadeiro; e com uma vantagem, sem aquele invólucro energético de cobrança imposta  por um autoritarismo déspota comum a uma relação amorosa imatura e desequilibrada.
     Para ratificar tudo que foi dito acima, peço-lhe desculpas pela incompreensão, pela distância e por fomentar em ti a suspeita de que eu perdera o carinho, amizade e o amor  que tão puramente alimentei no recôndito da minha alma.
    “O verdadeiro amor [...] independe das circunstâncias, das dificuldades, da vida e da morte. Simplesmente existe, e não sofre com as situações desfavoráveis. [...] O amor condicional [...] dá espaço ao sentimento de cobrança, aos ressentimentos, às mágoas, tornando os indivíduos escravos do passado e de outros indivíduos.
     Esse nobre sentimento de amor deve existir, entretanto, livre das situações condicionais. Deve ser sentido sem possessividades, sem vinculações íntimas, unindo libertadoramente e, mesmo quando dimensões diversas ou planos diferentes de existência separarem os indivíduos, poderá ser vivido através da união cósmica dos grandes sentimentos, no sentido da Grande Unificação.”


30/07/2012
Às 23:25  

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

TRIATÔMICO


Energias metabolizadas.
Fluidez elevada.
Ascensão conquistada.

ANTE A POESIA

Ante a poesia
Nada posso
Todas as minhas armas
São mero brinquedos de criança.

Ante a poesia
Sou apenas uma flor comum
No imenso jardim de girassóis,
Planeta sem expressão
A girar em torno do sol.

Ante a poesia
Me cabe o voluntário desarme
Da posição bélica em ataque
E contemplá-la, tomado de graça,
O sopro de alento que a alma anima,

Ainda que a alma esteja presa
Sob espessa cortina de treva.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

DEUS ALEGRE


Deus é alegre.

Quando de Deus me desprendi
Justamente naquele momento descobri
Que Deus regozijou gratuitamente
Por sua cria ter desprendido de si
Num giro cíclico entre opostos
Para colher as migalhas de cada ponto da escalada
E formar um pão inteiro.

Deus criou na altivez de sua sabedoria o homem
Que é razão de sua alegria.

E alegrou-se o homem com razão.

MÁQINA DO DESENCANTO


Faço versos sobre o passado
Porque ele ciclicamente se repete,
De outra forma, bem verdade.
Talvez mais perigosa.
Não sabemos de que lado
O inimigo se lançará armado
Contra a gente,
E nem a que hora estará à espreita
Aguardando o momento em que
Nossas pálpebras pesem.
A máquina do desencanto
Esconde-se por trás de amigáveis olhos.
Quem não tem olhos de ver
Paga pela ingenuidade.

TRABALHO DE ÁRVORE


Imóvel, trabalha em silêncio,
Produz o seu, o meu, o teu
Alimento de cada dia.

HAICAI Nº 01 (com variação)


SAUDADE D’AVÓ
A DEGUSTAR MELANCIAS
TODAS AS TARDEZINHAS.

SEM


Sem emprego
Sem dinheiro
Sem comida
Sem forças
Sem vida.

SUPER


Superpopulação
Superconsumo
Superlixo
Superlixão
Supercatadores...
S.O.S vida digna!

DEBILIDADE



As pedras não rolam
E continuam solitárias.
As pedras não urram, não choram.

Diferentemente da humanidade
Que resmunga, urra e chora
Ainda que se movimente
(sem rolar) e solitária não fique.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

PROVAR AS ALEGRIAS



Aqui cheguei para provar as alegrias,
Não as dores - ainda que as dores sejam
Caminho para uma vida plena – as alegrias
De conhecer a mim mesmo e conhecer
A Deus sem vestes seculares
Produzidas pela humanidade.
Que importa as provas que terei de passar?
E se elas virão? Que venham!
É sinal de que em mim há forças para conquistá-las.
O homem tem dentro de si a natureza do diamante.
Se as provas não lhe desafiam,
Como mostrar resistência e força
Constitutiva do seu ser
E como brilhar para os olhos que não veem?
Caminho por este mundo sem armaduras
Para conhecer as minhas fraquezas,
E ao conhecer a face inimiga delas
Possa eu, livre de sua influência, dominá-las, amordaça-las.
Elas não podem residir em meu santuário
Como um deus que é louvado e alimentado
Dia após dia -
E diante do qual o homem se prostra e reverencia
Como um obediente servo.

ADPOSIDADE MENTAL



Toda porta que abre
Dá para um porão escuro
É disso que vive.
Não se importa se outrem
Rodopia no ar aquecido
Ao encontrar do outro lado
De cada janela que abre
Um mundo iluminado pelo sol.
Porque a ignorância
É a cama sobre a qual se deita.
E nesse aconchego que adoece a alma,
Não tem consciência que a vida
Pode ser diferente;
Não um mar de rodas,
Mas rica em vida vivida –
Vida viva.

CONFLITO


Vivia o homem entre a luz e a escuridão.
Às noite, o concurso de toda aberração.
De dia, a busca pela redenção.

SEXO



...Noite de verão
Corpos entrelaçados
Na cama, vestígios de suor e prazer.

VONTADE


Nenhuma mudança acontece
Se não ascender na alma
O desejo de mudar.
O tempo apenas pode facilitar
Preparando a semente para germinar.
No momento certo,
O trabalho é engendrado por nós
Somente.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

CORAGEM PARA VOAR


Sim. Vou aonde eu quero.
Minhas asas não estão cortadas.
As tuas também não.
Então, bata-as.