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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Ele é!!!



O amor é tonto, é sonso.
Ele vem de repente e pronto.
É mudo, é surdo, é cego.
Mas quem o sente, o escuta, o ouvi,
E por ele consegue ser visto.
E assim acha que completou seu ego.

Ele é invisível, é incomum.
Às vezes ele vem pra dois,
Às vezes vem pra um.
É algo incontestável.
Que é capaz de surgir no imaginável.

Quando ambos o compartilham,
Expõem sua felicidade em um altar,
É colocam se diante de um sentimento,
Do qual não querem se livrar.

Ele te faz sorrir, te faz chorar.
Pode ser de felicidade, emoção ou tristeza,
Mas é assim que ele compõe a sua natureza.
Poderá ele não perdurar?
Só depende do quanto, vocês conseguirão se entregar,
Se relacionar, se suportar, ou seja, “SE AMAR”.

Marcelo Finotti
08 de dezembro de 2011
08h53m AM

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ilusão



Por que sofrer?
Será que isso é de tanto te querer?
Não! Agora não mais!
Agora não vou mais me amargurar,
Na dor de não ter mais o seu olhar.
Não! Não quero mais você!
Pois as esperanças que me destes,
Hoje me fazem morrer!
As palavras que me escreveste,
Irei apagar,
As fotos que me mandaste,
Irei queimar!
Não sei o porquê tanto me fizeste te amar,
E depois veio me abandonar!
Mas de que adiantou se agora só posso chorar,
E a minha solidão é quem irá me consolar!
Você tentou me arrasar, mas o que penso,
E que outro alguém irá ocupar este lugar,
Em uma estrada que não sei onde me levará!
Isso foi uma ilusão que um dia cheguei a acreditar!
Pois meu amor a ti sempre pertencerá!

Marcelo Finoti
05 de janeiro de 2012
02h22min AM

Amor dilacerado



Apoderar-me de ti irei;
Sob o luar de um céu estralado,
Por sobre um lençol em campo gramado,
Permitindo-nos um amor dilacerado.
Ao roçar meu corpo ao seu,
Estremecer-nos de tanto ardor,
No fogo que arde em nosso amor.
Amor esse que não quero por brincadeira;
Mas que nos anseio para uma vida inteira.
Que não espero por um momento;
Mas que se valha mais que um mero sentimento.
Que a vida nos permitiu desflorar,
A bela arte de amar.
Ao alerta de que esse não é mais um sonho,
Fico acordado para essa magia a que também te proponho.
Pois se fosse, como seria ruim acordar e não ver ti ao lado meu,
Onde os pensamentos me matariam ao ver que foi mais um que não se viveu.
Este foi mais um sonho que alguém no tempo o esqueceu.
Mais não esquecido por mim, pois outra vez,
Este em meu peito renasceu.
Esquecer-te tornou-se algo impossível,
Pois o que sentimos foi um amor realmente inesquecível.

Marcelo Finoti.
06 de janeiro de 2012
01h49min AM

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Leve sonho




Na leve brisa que vem por dentre as ruas da cidade, passando por sobre minha sensível pele, lembro que não sou único no planeta, por varias dimensões ao longe de mim, também se encontram pessoas amáveis, que buscam em um mundo cheio de desilusões, uma única coisa a que seguir, tentando resgatar um leve sonho que se perdeu ao longe, em meio a vários pesadelos.
No entanto, vejo que se nos colocarmos diante à esses pesadelos, seguiremos feita essa leve brisa, que toca o que não pode absorve lá, e simplesmente vai embora, revelando que passou por mais um obstáculo, do qual sabia que mesmo por mais difícil que fosse não atrapalharia seu curso, seguindo seu caminho e passando por tudo o que tentasse impedi lá.
Assim vejo, que por mais sombrios que sejam nossos caminhos, não devemos parar, pois teremos a certeza que tudo o que possa estar a nossa frente, pode ser tocado, sentindo e deixado para traz, mesmo que nos abale não podemos deixar que isso nos atrapalhasse a seguir o nosso curso, pois temos que ter conosco a convexidade de que somos capazes, e de ter fé no que estamos fazendo, de que isso é certo, e que por mais impossível que pareça acreditar tudo isso irá dar certo.

Mas, no entanto vejo também, que tudo depende apenas de nós mesmos. Para que a vida seja simplesmente repleta de felicidade, basta fazermos o que nós queremos fazer, sem deixar que algo ou alguém nos impeça, fazendo o que achamos que podemos fazer e nos provando a cada momento que somo capazes de fazer tudo aquilo que achávamos que éramos incapazes de realizar.
Então, acredite no improvável, confie na sua desconfiança, faça o que achar que pode ser feito, realize tudo o que quer e só depois no final de tudo você poderá dizer se realmente valeu a pena, mais mesmo que não tenha dado certo, te garanto que você se orgulhará de dizer que você teve um motivo, uma razão pela qual tentou, e que isso não foi em vão, mais, pois acabou de aprender mais uma imaginável lição, pois aquele que não erra na verdade não existe, pois não há quem já tenha nascido sabendo, mais sim há aqueles que nasceram pra aprender acertando e errando.
E tudo segue assim, sempre antes da tempestade há um maravilhoso sol que nos aquece e nos ilumina mais logo ela aparece fazendo-o esconder por sobre suas negras nuvens, mais que será apenas mais um momento, por que logo ele voltará com alegrias novamente, no seu esplendor mostrando sua alegre face e que ela nunca o abaterá. Pois não há nada com a velha brisa, que nos traz sempre um gostoso frescor em mais uma tarde de calor.

Marcelo Finoti

O Relógio e o Tempo



O meu relógio está o tempo a contar.
Tempo, o qual não posso ficar parado também a contar.
Pois se paro como poderei ele aproveitar.
Não o relógio, mais o tempo que estou a falar.

Mais se meu relógio parar?
No tempo perdido eu irei ficar.
O mesmo que me mostra o atraso,
E que me faz adiantar.
Que me mostra quando é momento de acelerar,
Ou que me mostra quando chegou a hora de parar.
Que me avisa a hora de chegar e de partir.
A hora de entrar e de sair

Mas então quem faz meu tempo?
Nada faz meu tempo! Pois ele se faz!
Então de que serve meu relógio?
Para contar para mim, o segredo do tempo,
Que ele está passando e eu posso não estar o vendo!

Marcelo Finotti
13 de dezembro de 2011
00h50min AM.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Consciência



Onde encontrar minha felicidade?
Será que ela se perdeu de mim ao longo do tempo?
Será que se eu ficar aqui a espera ela voltará a mim?
Não! Vou sair e ver onde posso encontra lá!
Vou procurar, vou vasculhar tudo o que está em minha volta,
Por cada rua, beco, casa, cômodo, armários e gavetas,
Mas quero encontra lá!
Encontrá-la-ei em alguma dessas coisas?
Provavelmente, acho que sim!
Então saio à procura, revirando tudo,
Gritando, perguntando, chamando-a para ver se ela
Reaparece a mim, mas nada me acontece,
Até que olho o espelho, e vejo uma gaveta,
A qual eu ainda não olhará.
Lá está! Encontrei a felicidade!
Na gaveta que eu não abria,
Na gaveta da vida que o espelho refletia,
A gaveta da minha alma.
Então lhe pergunto:
Por onde você andava o minha felicidade?
Com simples que é ela, não me disse nada,
Apenas me acenou, acenou que sempre esteve ao meu lado.
Mais ainda confuso continuo a lhe perguntar:
Mas como ao meu lado, sendo que lhe procurava e nunca a viste?
Então ela de novo me aponta algo que não havia reparado em mim,
Que minha cega consciência me impedia de enxerga-lá!


Marcelo Finotti
31 de dezembro de 2011
01h28min AM