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sábado, 13 de junho de 2015

Sobre esquecer os versos


As poesias caladas agora gritam por companheirismo;
por várias noites a lágrima fora o registro,
das palavras que se perdiam no esquecimento
na tentativa de ser memória pelo tempo

Minuto resquício de rabisco;
enquanto a tinta seca
num tácito papel

Muito se espera do risco;
mas não que seja mito
dum conto além do céu

Falam-me os versos em silêncio;
sobre o sentir, sobre o sabotar
as palavras que se perdiam no esquecimento
pra que não lembrasse assim, da dor, do ser, de amar

André Café

Cessou


Um poema tem me engasgado os dedos;
e toda madrugada é desprezo,
num desejo desmedido
de desprender dos ombros
o que não deveria ter sido

Foi silêncio por anos
o que se passou em segundos;
um lampejo em desafio
pelo meio dos escombros
a surtar com os arrepios

André Café

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Assim: saudade


O dia amanheceu assim: saudade
o porquê adormecia
enquanto o alvorecer doía
minhas contas de verdade

O tempo quis e se fez
porto seguro para o mundo
enquanto gume forte e profundo
me rega torpor e morbidez

André Café