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terça-feira, 14 de junho de 2016
Dia on easy há
Bailarina:
mesmo que dance apenas pra si,
rodopia, resguardando o prazer do ritmo para seu eu,
deixando a ver vontade toda vez que me desarma
Gaitera:
Se não é silêncio, é riso, aconchegante
descontrolado, baile solto e desavisado,
daqueles que o desejo é nunca mais sair de perto,
pois é gratuita a alegria compartilhada
Sereno:
ela é, então, pedaço desse tempo que engana
pois é noite ou dia? chuvisco ou mormaço?
desato um laço e descubro uma centena de nós;
e uma centelha de esperança,
pra quem sabe na próxima dança,
ela me desarme, chamando pra bailar
nesse vasto espaço de mundo
chamado amizade
André Café
terça-feira, 10 de maio de 2016
O diário de uma mãe
No ventre de uma jovem mulher, eu era uma obra-prima arquitetada pelo criador.
Na infância, eu era a pupila dos olhos dos meus pais.
No meu tempo de meninice, adorava comer o bolo de fubá feito pela minha avó.
Na adolescência vivi os conflitos da identidade.
Na juventude descobri os efeitos da paixão.
O casamento foi o voto que fiz em nome do amor.
Tornei-me mulher!
Conquistei o meu espaço no campo profissional.
No meu ventre o fruto do meu amor, o amor incondicional.
O ciclo da vida se inicia nos olhos de Maria, a minha amada filha.
O tempo, mestre do destino, deixou marcas das vicissitudes na minha face.
A minha filha tornou-se mãe, a minha amada mãezinha se foi no barco do destino, guiada pela paz rumo à eternidade.
Os meus netos correm pela casa.
Na memória, os belos dias, as recordações que nunca esquecerei.
Sou uma mulher realizada, sou uma mãe convicta!
Aos 98 anos, vejo a minha vida se esvair pelo ralo do existir.
Para as mulheres deixo a seguinte mensagem: Ser mulher é romper com os limites da vida, ofertando a possibilidade da vida para os homens, sensibilizando o mundo, perpetuando um olhar poético e amamentando o progresso da humanidade.
Um salve pra todas as mães!
Dhiogo J. Caetano
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
05
Mas até então eram nove?
Sim. Mas poderá ser onze;ou cem;
se cada giro de expressões,
provocar uma miríade de possibilidades:
Das críticas sinceras; aos 'julgos' iluminados:
dos últimos, infelizmente não se espera prática educadora
das alegrias em ver um pedaço seu no rodopio,
aquele que você falava baixinho pra si,
aquele que você tem vergonha de mostrar,
aquele que você não chama de poema
Certo, para a história literária estudada;
desta, não fazemos desfeitas: amamos, fazemos odes
Mas não poema, equivoca-se, pois sim, é uma produção
Um protoverso, um protopoema, um protopoeta?
Cada uma e um precisam ser semeados, irrigados; crescer e amadurecer;
na ponta do risco, o que antes era um grito dum universo indivíduo
poderá ser um raio rasgando o horizonte
tomando toda realidade de forma métrica, justa e rimada.
São 05 sim.
E serão ainda mais. Nos holofotes, nas quebradas,
coretos e beira de rio. Serão tantos que forem preciso, para que mais
e mais, e mais pessoas aprendam coletivamente,
a infinita possibilidade de ser poesia
André Café
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Nelson Mandela
![]() |
| Imagem: www.nytimes.com |
O líder das revoluções.
O difusor do antiapartheid.
O mensageiro da liberdade.
O cavaleiro da paz.
O mestre que lutou pelos bestializados.
Em prol de uma nação, foi condenado e exilado.
No vasto horizonte o brado de igualdade.
Dhiogo J. Caetano
Irmã Dulce
![]() |
| Imagem: www.sigivilares.com.br |
A mãe dos necessitados.
A cuidadora dos aflitos.
Um anjo encarnado.
Uma mulher guiada pela fé.
Movida pela solidariedade.
Instruída pelo amor.
Dhiogo J. Caetano
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
09
Ainda que chama pouca, mas existe. E chama, sempre clama, vem você também! Tem risos, cores,
flores e amores. Como amar é resistência poética em tempos tão destemperados. No meio de um incerto nascedouro, 2006 era o ano, e daquele com um sorriso mais acolhedor, se fez, surgiu, desceu para o mundo, se disse menina e abriu os braços para um abraço sem fim em permissão e coletividade.
E a menina cresceu, em uns anos ficou quietinha, tantos outros esbravejou até arder os olhos em poema, que escorriam nos coretos e paredes, ônibus e lugares da cidade. Mais uma vez tá quietinha, escutando um bom som subversivo na rádio, num cochilo, num suspiro, numa eternidade, numa lucidez, num crescer. 09. Se serão mais, se será talvez, de vez acabe, de começar.
09. Na ciranda de ida e volta, sintam-se parte, quem partiu, quem pariu, quem partou, quem permanece, quem aquece. Num grude, mas grude, abusa, pinta, grafita, histeria. A cidade, pelos cotovelos, ecoa na beira do Tucuns um chamamento. Vamos ressignificar? Vamos sentir, sentir-se, além de todos os espaços possíveis. Criança ainda, mais de andança muita; Pulou riachos, cercas e quilômetros; no Espírito Santo fez e tem morada e viaja até Vanuatu. Nós, expressão; produção aos ventos; liberdade, crítica, maturidade. Menina transgressora.
09. Pra mais anos num barco ao sabor da água da inspiração, se movendo e removendo arestas, obstáculos, descansos. Muito prazer, quem sabe numa passagem de segura, todas as vibrações em rebeldia e arte, retornam e explodam em giros, saudade e piração.
André Café
terça-feira, 14 de julho de 2015
Daquele abraço forte e a certeza que juntos, lutaremos e voaremos
Nos teus braços sinto força;
seja num abraço apertado
daqueles que só você sabe dar,
seja no meio da roda
mostrando que ali é seu lugar,
seja mutuamente nos apoiando
com disposição pra ajudar,
Me sinto pequeno, acolhido
envolto nesse laço fraterno
que nenhum tipo de força repressora
será capaz de quebrar
Sinto aconchego, reenergizo minha vitalidade
pra poder fazer de sabores e saberes,
entre o fervor do fogareiro ou no grito de luta,
uma outra sociedade, contigo, construir e partilhar
Dos olhos mirrados, miúdos
de sono, de charme, de observação
entre o ponto do silêncio
e a fala decidida, para nos conclamar
Tu, poesia brutal, doçura em fervura
sorriso amigo, "batom vermelho girassol"
eu digo, sem medo e receio
bom estar lado a lado contigo
na luta, na canção, em verso e sempre
no coração e mente, no punk ou no repente
juntos, nos abrigamos, e avante! Revolucionar
André Café, poema para Cibele Andrade
domingo, 10 de maio de 2015
Teimosia
Eu descobri uma fonte de força ilimitada
Que tem um gerador imbatível: Teimosia
Não contem para as companhias de energia
Pois vão querer roubar a Teimosia de mim,
Dele, daqueles outros e várias outras aqui
Bem a conheço. Vim de dentro dela
Talvez por isso fiz dela meu berço
Não queria sair e todos à minha espera
Com um berro, Teimosia conheceu meu canto
Certeza é que sou de constituição fraca
Alma forte, mas máquina defeituosa
Teimosia me olhando, mesmo de longe
Não tenho medo de parar no lixo de lata
Quando Teimosia não está teimando tanto
Abre o compartimento de energia que me é favorito
Shiva Teimosia sai de grande força e vai se tornar humana
Energia de amizade ela comigo troca e emana
Mesmo febril e pintada, Teimosia continua a girar
Eu, tola, pensando que ela vai me ouvir, lhe mando sentar
Filha de Teimosia, Teimosiazinha é
Energias diferentes temos, isso dá pra notar
Mas o tempo fez com que o amor entre nós duas faça tudo se completar
Isolda Benício
terça-feira, 18 de março de 2014
De estrela virou um Anjo
Assim se vai uma estrela que brilhava por nós
Não importam as circunstâncias e sim esse vazio
Esse rombo
A estrela virou anjo da guarda, mas ainda é difícil de acreditar
Que o sorriso lindo dela agora se faz de lembrança
Minha prima, minha irmã seu vazio será preenchido pelo seu legado
Por seu amor a Deus
Por seu amor por nós minha querida
A saudade é infinita, mas as boas recordações são maiores
As brincadeiras, os sorrisos, tudo
Espero que tenha conhecido o rosto de Cristo
Você esta tatuada em nossa alma Sara
Te amo de mais minha estrelinha
Vá com Deus.
Bernardo Moraes
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
A ESTRELA DE FERRO
(Para Raysla Lopes)
Muito além do que pode imaginar
Qualquer humano, de hoje ou de outrora,
Há uma estrela de ferro a desatar
Sua luz fria pela noite afora.
Na escuridão, onde os astros em bando
Explodem com uma força sem igual,
Uma estrela de ferro está dançando
Pelas bordas do abismo sideral.
Na extrema solidão do cosmo infindo
A fria luz de ferro vai ferindo
Corpos celestes no horizonte estreito.
E assim usa a distância como um véu,
Um navio à deriva pelo céu...
Há uma estrela de ferro no meu peito.
Igor Roosevelt
Descoberta
Tal qual as sombras que passavam
por fora da caverna e apenas
assustavam os homens que ali habitavam,
era a poesia fora do meu corpo
E foi crescendo, pouco a pouco
até não caber mais em mim,
como a copa da árvore que sobe
na medida em que não aceita o fim.
Julguei ser única: diamante bruto.
Bobagem! Existe uma Sociedade
donde brotam poetas que foram
que são e que estão por vir
E que na entrega, nesta árdua tarefa de servir
aos olhos, à boca e ao coração alheios,
entendem serem grandes os anseios
dos que têm fome de sentir!
Ravenna Scarcela
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Eu, quando tomo café
penso: Quão amargo ele é!
Quão doce poderia ser
não fosse a acidez de viver.
Penso em quantos grãos,
quantos pés necessários
foram até chegar ao cume,
no esplendor deste negrume!
Então bebo vagarosamente,
degustando a fluidez opaca
na quentura, em sua cintilância
que transcende a ignorância.
Doçura, o amor ali submerso.
A bebida quente, negra.. misteriosa!
Se acaso bebes fazendo prosa
também não tardarás a fazer verso!
Ravenna Scarcela Angeline
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Pequena marota
Se eu sou assim de ti tomado
num lado que sou teu volume
perfume, tempero, cheiro e sabor
um labor de amor que existe
Eu sou assim de ti grudado
um registro que o vento brinca de girar
como eu pressinto tua pele
numa leve discordância de lei da física
Eu só, sou e fui, será tu, em ti sugado
nada guardado, devoro intempéries
quimera que sou no sul do teu remo
a ermo, não dista, pois somos conquista
Nega, eu sou um sumo do fruto caldado
de lado os infortúnios que insistem
que listem todas as memórias
glórias, que tu faz de mim, salsado
André Café
O meu olho vendo teu olhar
![]() |
| Monique Veloso |
Me transporta todo dia
como se fotografasse um instante de terras do nunca;
lugares que jamais fui, lá estão, em doses de memórias
Do lado de cá do real, estamos:
meu olho mira o transfigurar de sonhos
que seu olhar gira, prum retalho de histórias
A sensação de alívio
que me faz agradecido, por acordo nunca firmado
mas que gera essa amizade, numa vida de escalpos e inglórias
André Café
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Carta a Levi e Marcinha
É alegria, confesso, o maior desses 'sentir',
com o alvorecer de uma nova vida.
Represente o que for, em qualquer teoria ou ciclo que vier
mas o momento nos passa um calor, um carinho acolhedor, uma força que é suave
Veio, chegou, está aqui e já se faz poema
entre o gritou agudo do choro da fome ou da atenção
vem pra cá que tem colo e pirraça
Veio, uma figura quente, viva,
tão pequenina em descabidas mãos
Mas forte do que qualquer canção,
mexendo aí e aqui, com Marcinha, Levi
e o mundo inteiro
Chegou, choramos juntos
um pranto doce que contagia
uma presença que dá a certeza
da vida em amor, sorriso e folia
André Café
Mais um verso revelado
Estavam em sonhos e gavetas
no mais profundo altar
o desejo ímpar de existir
desejos pra se revelar
Entre um vento, o tempo e a razão
eis que tudo se desfez
refeita, a vontade era força
para se explodir tudo de vez
Veio lume, veio ao mundo
num salto de coragem
versos livres, delirantes
resultado de milhagens
Como se flutuasse no ar
a poesia tua e crua
todas as sensações, emana
para quem sofre ou ama
para quem busca um guiar
de qualquer dor que amua
André Café
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
O meu e o seu, ou vice-versa
Guardo com muito carinho um certo coração
Que ganhei em uma dessas noites estreladas.
Esse não foi fruto de roubo, tampouco uma ilusão.
Peguei com cuidado, embrulhei com alguns sonhos e guardei.
Me perguntaram no dia seguinte:
E a moça ficou sem coração?
De pronto respondi: não, claro que não.
Dei o meu pra ela. Fizemos uma troca, uma transfusão.
Não que seja meu ou dela a posse, nem queríamos que fosse.
Tenho pra mim que assim não seria tão sincero.
São apenas dois corações.
Semelhantes, amantes errantes, enlouquecidos, fascinantes.
Em peitos diferentes, mas no lugar certo.
[Luan Matheus]
Menina do riso tato
E não precisa explicar,
muitas vezes nem dizer
do riso em qualquer lugar
só vontade de te ver
Uma madrugada de besteira
um ano de afeto inteiro
no mar cansado de folia
pelo caminho sem roteiro
Repouso tudo que sinto
Encontro umas alegrias
recanto os cantos que movem
nós e as flores, em fantasia
André Café
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Poesia equidistante
Tu, ali distante e aqui sorriso
eu, escrivaninha, tracejos e pensares
há quanto tempo será o "há quanto tempo?"
teremos este tempo? eu espero, sinceramente espero
Mas tu de lá, ladeando sombras e caminhadas
e eu aqui, por Sol e chuva de descaminhos
paralelos e equidistantes, hipotéticos e adjacentes
ao suavizar Château ou amargo-doce 'lúpular'
Tu, numa única linha de ligação
que nem faz rima ou refrão
inversa o que é prosa
reversa o som do violão
Numa nota tão grave, na voz sutil
somos país ou planetas
tu, distante mais um dia
eu, noite de rabiscos
pequenos tragos e simples riscos
tu e eu e tantos: somos poesia
André Café
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Olhos normais
Um rodopio, dois, três, tantos e encantos
mas ainda com fôlego pra riso e salto.
E de assalto sempre nos toma:
surpreende, aperreia e emociona
Leve dizeres da alma de poetisa
fortes desejos de liberdade
pode até por vezes, choro
mas queremos felicidade
Gira, roda, flutua e afina
ao som de canções sem final
segue, correndo, voando
pra tudo que for sem igual
André Café
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