quarta-feira, 16 de novembro de 2011
E lá vou eu!
Preciso de uma cerveja. Depois de tudo isso, só um pó mágico ou uma cerveja podem me fazer terminar bem o dia. Não sou mágico! Cerveja vende na esquina... Então, me traz uma cerveja. Uma Skol, vai. Preciso sentir um sabor nunca experimentado, percorrer caminhos diferenciados, o que não é o caso da cerveja, já bebi tanto que devo identificar até os ingredientes usados, mas gosto dela. Pelo menos me faz sentir bem, faz-me imaginar estes sabores, deliciar sensações e viajar sem precisar dos tais caminhos.
Logo para acordar cedo já é um sacrifício, passaria muito mais horas dormindo, ou melhor, sonhando, sem preocupações e sem frustrações, só o belo e feliz sonhar. Do tal pesadelo quase nunca sinto, livro-me dele muito rapidamente. Ah, o pesadelo de ter que acordar cedo, deste eu nunca me livrei, e para ser sincero nem quero por enquanto, pois no fim do mês algo me consola os sonhos perdidos. Quando chego ao estagio, até que o tempo passa rápido lá, não que fizesse parte dos meus sonhos, mas é uma parte da realidade que me impuseram, era isso ou continuar pedindo o dinheiro até do liquido mágico ao pai, tanto ao meu quanto, às vezes, o do céu mesmo, como se fosse cair dos ares, para que pudesse tirar algo do simples desejo à carnal.
No auge do calor solar, quando a estrela mor está queimando a tal ponto que parece te fazer virar pó, não o mágico, um torrado inútil mesmo, me retiro do meu local de experiência profissional. Falando assim parece legal. E, ainda, durante minutos, que parecem serem transformados em milênios pelo clima desta cidade, fico ali parado, insólito e esfomeado com a esperança de passar algum ônibus que me sirva, no sentido de ser útil para levar-me à UFPI, porque comida mesmo só me servirão longos minutos após, geralmente por um senhor estressado e mal humorado pela desgastante rotina de trabalho, e péssimas condições a que é submetido no Restaurante Universitário da UFPI.
Mas, já são 13h35min, cheguei tarde. Desde os últimos cinco minutos nenhum estudante pode entrar para saciar um organismo que parece “arregar” e pedir para sair. A única saída é ir à famosa P.A. ou Praça de Alimentação, para quem ainda é calouro, que pode ainda ser mais especificada por sua localização no anexo CCE-CCHL. Opções faltam, fome sobra. Mas agora é entrar num destes salgados com suco, e vamos resistindo. Muitas vezes solitário numa praça lotada, ou esvaziada, não faz tanta diferença, pois você se entra só naquele momento, extasiado pela rotina.
“E lá vamos nós!”, rumo à aula, o sacrifício valerá à pena, nada poderá nos impedir de obter o pleno conhecimento, a busca pela inovação presente em cada instante na sala. A Universidade fonte do saber científico, e da reflexão revolucionária, neste momento me disponibilizará tudo que preciso para exercer minha consciência critica, seja a teorias, seja à dura realidade do hoje. Como assim não vai ter aula? De novo?! Não acredito... Que chato!
As aulas mais frequentes são oferecidas no Bar da Dona Jesus, porque imprevisto acontecer na UFPI já não é nenhum milagre, sendo a presença assinalada com um gole. E as lições mais comuns são sobre esportes e paixões. Revolucionários são os dias em que acontece algo diferente.
Neste exato momento em que escrevo, precisei rodar por alguns quarteirões em meu bairro até encontrar alguns litros de cerveja que pudessem me despertar a criatividade para escrever algo interessante. Percebem que não encontrei o suficiente para isso, mas graças ao único litro que encontrei pude focar no encadeamento destas palavras, que mesmo sem tanta graça, sentido ou relevância, me fazem sentir mais aliviado. Só o próximo gole me faria sentir melhor ainda. Então, lá vou eu...
Dérek Sthéfano
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