sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Cigana
movimenta-se como
embaralhar das cartas
tempos descompassados
antídoto dos espelhos
(...)
jogam-se os búzios
sorte em valsa
dança a dois.
YANA MOURA
ETERNAMENTE CEN
Hoje ao despertar pela manhã lembrei-me de você.
Fiquei muito feliz com aquele pensamento.
Quanta saudade dos nossos momentos.
Obrigado por você existir na minha vida!
Que Deus abençoe sempre você e toda a sua família.
Parabéns por mais um ano de vida!
Abraços na alma e que possamos estar sempre juntos nesta nossa amizade ao longo da caminhada evolutiva.
Autor: Dhiogo José Caetano
Uruana, GO
Certeza e Agradecimento
Cabelos negros caídos em meu peito nu me cobrem como um manto
Seu corpo colado ao meu
Sua respiração suave
Dão-me a certeza
Eu velo pelo seu sono
Pensamentos na cruz
Nos tantos momentos de Ave Maria
Meu agradecimento ao Todo Poderoso
‘’Obrigado Deus agora sei que existe, o que sempre pedi e sonhei
Esta deitada sobre meu peito’’
Tudo agora faz sentido
As batalhas
Os momentos de solidão
As tormentas
Tudo para chegar até este momento de certeza
De que minha vida só faz sentido se for para te amar.
Perfeita pra mim
E não vou deixar nada nos atrapalhar
E ultrapassar as muralhas de nosso castelo.
Te amo!
Bernardo Moraes
Se a ânsia de te ver me desse asas,
Com as asas que me desse eu voaria
Por cima de avenidas e de casas
E a minha boca à tua encostaria...
Dessa boca, tão linda assim pintada
Como fruta madura ao sol do dia,
Todo néctar, numa ânsia apaixonada,
Até a última gota eu sorveria.
E se, mais do que asa, ela me desse
A força de um ardor que não fenece,
Munindo-me assim de estranha arte,
Devorando do espaço a substância.
Por mais que seja grande esta distância,
Maior é esta vontade de abraçar-te.
Igor Roosevelt
O retrato em que você não está
você está naquele velho disco dos doors
que fica na parede do meu quarto
e também está naquela camiseta preta
e no all star vermelho que eu parei de usar
você está no on the road que eu furtei
da sua colossal biblioteca e também
naquela caneca yellow submarine
onde já não tomo mais café ou chá
você está em todo solstício de inverno
e no suéter cinza que esqueceu de levar
e agora está neste vazio interno
que eu já não sei como sanar
você está na cena final de casablanca
no olhar cansado do humphrey bogart
você está em quase todas as poesias
do rimbaud e do verlaine e do baudelaire
também está nas lentes dos meus óculos
que eu não consigo mais limpar
você está quando escuto radiohead
e quando o jimmy diz you’re tearing me apart
você está nas polaroids do tarkovsky
e também no surrealismo do dalí
você está em todos os meus escritos
e em todos os acordes que estou a ouvir
você está em tantas outras coisas
mas não está no meu último retrato
não importa
pois na verdade
acredito não ser eu quem está ali
(Laís Grass Possebon)
PINGO D'ÁGUA
Da chuva que toca a pele
Queima.
Lembra, rasga o peito
em um afago
um beijo
intentos de desejo
contra o muro
na rua escura
mãos doidas
O vinho na boca,
perde-se como louca
um doce ébrio ao fazer poesia
entre alguns pés, outras coxas.
Vai chuva, gélida que evapora
ao tocar duas almas escuras
e queimar o coração de ambos.
(Raíssa Marcelli)
Anefixo
Foi por isso
disse-me o dito preciso
num provável improviso
Anexo
num disse me disse
fixo
André Café
Agosto
A peste, o desamor, a malignidade...
Agosto o mês do desgosto.
Choro, morte o fim.
Os animais murmuram...
Triste fim!
Feliz dia dos pais.
A esperança nasce à vida ressurge no meio do nada.
Em meio aos caos, a ordem se reestrutura.
A peste com sua escravidão se esvaem, dando lugar a paz.
O desamor torna-se portador de alzheimer, pregando o amor aos quatro ventos.
A vida se fecunda e das cinzas a quimiluminescência do existir.
Autor: Dhiogo José Caetano
Pouca doçura
Há pouca procura de doçura
nos versos amargos de maldição
há o senso comum de consenso
há o tenso tensor de repenso
Amarga a tez da fumaça e vinho
nem o vento inventa inovar
é o suspiro como resquício
é o sorriso doce suplício
André Café
O CORVO E A ROSA
Eu vivo sepultado nas lembranças
Que um dia eu tive a Ti, oh minha Flor!
Sopro de todas minhas esperanças,
Vida que um erro tolo me roubou.
Escuto as harmonias dos gemidos
Todos os dias desde que partiste
Deixando em mim mil corações partidos,
Dando-me a pena de todas mais triste.
Mas não Te culpo por me abandonares.
És uma Rosa e eu sou um Corvo imundo.
É o Teu dever embelezar os ares...
É o meu dever tornar sombrio o mundo.
Eu fui forjado pelo Sofrimento
Por isso eu canto o que o destino quis.
Mas sempre lembrarei no pensamento
Que um dia ao Teu lado fui feliz.
Agradeço por tudo, minha Flor
Mas pesciso seguir no meu caminho.
Eu sou um Corvo! Eu não nasci pr'o amor!
Eu fui gerado pra voar sozinho.
Mas se quando cair a vesperal
Tu não veres motivo pra sorrir
Lembra-Te desta torpe ave do Mal
Que amou-Te mais que tudo e morreu por Ti.
(Igor Roosevelt, 20/12/06)
Poema sex now
Quando não poema now
norte eloquente, rosa decadente
nau, Noah, procura o desencontrado
A libido na testa do cupido
não resta o dizido
que contesta lascividade
André Café
Supressão poética
Um suprimir poético
que ecoa versos em meus poemas de silêncio
paro; penso; a rouquidão das ruas
tem o ermo das lembranças
Um devir melódico
de acordes desassociados; teorias de milênios
dado; peso; a solidão amua
o tempero da ganância
André Café
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Caminhos
E a
poesia gira
Gira no
meu coração
Repleto
de paz e energia
Encantado
com a canção
E a
poesia gira
Declara,
instiga
Construindo
a história
Um
mistério profundo
E a
poesia gira
Gira ao
som puro
Pois
solene e sublime
É rebelde
em apuro
Vanessa
Caminha
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