quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sobre essa estória de "o fim do mundo é aqui no Piauí"

Pois eu te digo, pessoa estranha ou amiga.
Gosto tanto do Piauí, que até o Cão duvida!
Quiseram fazer daqui pejorativo pra fim do mundo.
O primeiro a reclamar foi este poetinha aqui: Torquato Neto.
Você me pergunta: - E quem é que te garante?
- Êle mesmo se garante!, eu resposteio.

Folheando capas de discos dos idos de fins de '1960 a fins de '1980,
de tudo enquanto se ouça em MPB, muito há letrado por este nosso poeta.
Aliás, muita e vária crítica por êle expressa surtira efeito ante novos e novas artistas:
a turma da época de ouro dos Festivais e campeã de discos da MPB de então
(Elis Regina, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, GeraldoVandré, Mª Bethania, Jards Macalé).

Mas o que desejo dizer aqui é da oportunidade contextual do movimento dos sociopoetas porvir
(apesar da minha incompetência poética e até certa desmesura crítica);
que o Piauí é ninho de grande leva da intelectualidade nacional deste país chamado Brasil,
e também que é cenário de vasta gente de renome em literatura e linguagem, para falar da realidade
sem abstrações metódicas mas com aproximações enérgicas e entremeadas de pautas sociais.

Fazer poesia não é só falar com a alma, com o coração, com a imaginação, com a saudade;
nosso fazer poético vai falando sim, com o espírito crítico, com a mente, com a realidade, com a sensação e [a sensibilidade.
Fazer poesia não só nos encartes de livraria, nos livros de brochura, nas revistas de circuitos literários;
fazer poesia sim nas cartolinas, nos cavaletes de papelão e nas faixas de rua: "a poesia nua e crua" conforme [o citado poeta piauiense acima.

E pra não dizer que não falei das foices, machados, martelos, estrovengas, rifles, espingardas, enfim...
queremos a poesia social que sinta, perceba, associe, pense, reflita, escreva, emita, represente, entenda a realidade de nosso Piauí. Uma palavra é uma arma; mas arma virtual, que pode em seu uso sensato evitar muitas mortes e mortandades. Uma poesia é uma manifesto, uma performance, um agir coletivo: por ela se percebe um mundo em volta que às vezes nos passa despercebido, em esconderijo premeditado por outrem.

Para mim, que vivo aqui, Piauí é lugar de encontro: desde os entes naturais (pedras, rios, matas, raios, ...)
até os culturais (norte-nordeste, meio-norte, Poty-Parnaíba, Capivara-Confusões, Sete Cidades-Morro do Gritador, Lagoa do Portinho-Nascentes do Parnaíba, Chapada do Corisco-Casa da Pólvora, etc.).


Nenhum comentário:

Postar um comentário