quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Meu corpo está pedindo.
Fremindo. Gritando.
Em chamas.
Só tijolo cru a minha volta.
Nada de calor humano. Nada de fulgor.
Nu, em brasas, latente.
Geme, esperneia e implora.
Nada de vento e frigidez.
Quero carne. Quero fervura. Quero paixão.
O adocicado da boca.
A maciez da pele.
O amargo do gozo.
A voracidade do clímax.
A carne em eterno desejo suplicante pelo doce pecado.
Safisfaço meu desejo.
Do jeito que for.
Do jeito que der.
Com você. Sem você. Com vocês.
Nada impedi. Nada me detém.
Por mais intenso, por mais forte, por mais profundo que seja.
Nada aplaca esse vendaval. Ninguém acalma o desejo insone.
O corpo verve, remexe, revolve.
E o corpo não cansa. A vontade não passa.
Todos tentam. Tantos tentaram. Ninguém consegue.
Sua tentativa, distante e risonha, apenas apazigua momentaneamente.
Para depois voltar tudo outra vez.
A pele vibra. Queima. Não tem controle.
Não suporta mais.
Explode solitária.
Apenas suas palavras fazem companhia para os eflúvios delírantes da carne.
Suas palavras são a chispa que faz explodir.
Corpo lânguido e esgotado por um instante.
Logo após, volta a ferver.
Mas uma hora é chegada a alvorada.
É chegado o momento da lucidez.
Dos disfarces, das máscaras.
Das roupas que escondem as marcas. Que escondem o regozijo.
Voltam os padrões. Tudo volta a monotonia.
E o corpos tem que voltar para suas alcovas.
E os desejos voltam para a mente agitada.
Mas a ansiedade para que a noite volte, permanece.
O anseio de tudo, fica.
E por mais que tente.
O corpo continua pedindo.
Dalila Cristina (02/02/2012)
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