segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Há espaço na vida¿


A essência da vida é milimetrada, pesada em balança de precisão atômica
pensada pelos maiores pensadores que esta Terra há de comer.
esmiuçada, desnudada, decodificada nos maiores centros genéticos
no Projeto Essência

Estruturada pelos maiores arquitetos
Corporificada pelo mais puro conhecimento biomédico
Veste Prada, toma coca-cola, quer carro e casa
E escreve cartas existenciais ao pubmed

Multiplicada aos montes mais íngremes que a Terra já viu
reproduzida em cada corpo industrial
E espalhada ao mundo, tal como a esperança
a esperança muda, surda,
a esperança dos outros
no mundo dos outros

Manoel Guedes de Almeida
Teresina -09/11/2013

Eu fui


Sou universo
Sou mulher
Sou mar, sou terra
sou pura água
Digo...
sou mulher
sou fera.

Sou bicho-homem
imundo, carniço
sou vestes que desnudam
sou palavras miúdas
que o tempo se encarrega de esquecer.

(Raíssa Marcelli)

Você Está Desperdiçado!


Quantas foram as vezes que ouvi: “você está desperdiçado aqui, você precisa ir embora, procurar um lugar melhor...”
Qual é o lugar melhor? Sou cidadão como qualquer outro, tenho o direito de ficar na minha sociedade de origem. É preciso levar em consideração o livre arbítrio.
Procuro sempre oferecer o meu melhor, na busca por um lugar ao “sol”. Evitando a priorização do capital, objetivando a difusão de uma mensagem que liberta os oprimidos pelo sistema.
Não pretendo cultivar o ego e sim a arte de expressar em palavras a simplicidade, os versos, os poemas que de mim e de todos afloram a cada segundo da nossa existência.
O meu objetivo é continuar a caminhada em direção do ensinar e aprender, pautando o meu melhor, traçando como meta a construção de uma trilha marcada pela sabedoria.
Buscando escrever em nome da nação humana, pois os dias passaram, a vida passará e todos nós morreremos, mas não podemos permitir que a nossa existência passe em branco, assim utilizarei a literatura para trabalhar a cidadania, a moral social; representando o “povo”, os “bestializados” dentro do sistema.
Em versos, narro à esperança de uma humanidade que clama por paz. Reflita sobre o legado que recebemos do uso que dele fazemos e o que faremos no futuro. Pensamos hoje: um mundo justo para todos!Um lugar de paz, igualdade, fraternidade e liberdade.
Sei que não posso mudar o mundo, mas posso fazer a diferença. Quero ser um empreendedor das ideias, difundir uma mensagem que liberta e conscientiza. Não importa a dimensão conquistada, pois se a mesma tocar uma pessoa estarei feliz; tornando concreta a minha missão.

Autor: Dhiogo José Caetano

Decepção


Hoje lamentavelmente todos os meus planos foram desfeitos, segundo os desígnios da vida.
É muito forte o que estou sentindo, mas preciso sobreviver.
Já enfrentei diversos tsunamis e sempre encontrei o caminho para recomeçar.
Fiz tantos planos, mas a vida desconsiderou os mesmos.
É preciso aceita que a vida tem vida própria.
Não estou triste, mas procuro refletir o que a vida planeja pra mim.
A dor pode até tortura a alma, mas trás consigo a oportunidade de evoluir.
Enfim, toda dor vivida é necessária para o progresso da criatura.

Autor: Dhiogo José Caetano

Amor subterrâneo


Encontrei-me perdido em uma tarde, sentado em algum desses cafés burguês da zona leste da cidade, apreciando a pobreza e o vazio dessa gente hipócrita, meditei. Enquanto isso, bebericava meu vermute, em súbito, flagrava-me rindo as alturas, diante da solidão em branco, foi quando então vi alguém chamar meu nome. Virei-me e dei com os olhos em Fabrício, frisei a vista, para então poder ter certeza daquela aparição inusitada. Cumprimente-o com um forte abraço e longo também. Há quanto tempo não o via, aqueles olhos verdes, pareciam ser a visão que nunca mais teria em vida, mas fui contemplado com tal graça plena. Nem acreditava naquele vão encontro. Tínhamos sidos grandes amigos na adolescência, compartilhávamos gostos estranhos e grotescos. Anos a fio e ele ali, diante dos meus olhos, como era bom tê-lo de volta. Mas havia uma angústia em seus olhos, uma angústia que gritava em agonia. O que havia ali, que gritava por socorro? Indaguei-o sobre tal tormento. Ele que quase em sussurro falou: “Aqui não”. Compreendi de imediato que a nossa conversa tinha de ser em particular, em um acordo sonoro entre a minha voz e a dele. Fugimos dali. Passeávamos de carro, por aquela avenida com nome de santo. Senti o peso entre o silêncio de nós dois, ainda sim continuei calado. Conduzi o veículo até o destino final. O chofer levou o carro embora. Ao entrarmos no elevador, vi que suas mãos estavam suadas. Parecia um sufoco, nosso silêncio nos deixava em asfixia. Estávamos então na cobertura daquele hotel de burgos, a vista era esplêndida, a avenida frei serafim fazia então alusão ao corpo humano, ela era então a veia e nela circulava os carros e seus faróis vermelhos, era tão automático aquele fluxo contínuo. Foi quando assustei-me ao ver Fabrício, seus olhos era lágrimas que percorria toda a sua pele e desaguava aflita. Hesitei ao querer tocar seu rosto, ainda sim o fiz. Minha mão era então navalha, ele sangrava por dentro, meu carinho era um corte lento, sem cicatriz. Sua voz me saiu como melodia, eu já distante de tudo o que houvera conduzi sua mão ao desejo mortal. Ele disse que me amava na língua húngara e aceitou o convite. Diante de nós havia um mundo, um abismo sem freio, ao qual nos atiramos. Fez-se dois corpos, uma só alma. Tudo parou, o trânsito, a veia e só!

Ítalo Lima (04/11/13)

"Ela está morta
Sua carne está desfalecida
No fim da tarde
Ela não estava mais lá
Seu algoz, bebeu seu sangue
Trouxe a desilusão e a dor
Para junto dela

Hoje ela não vai chorar
Ou ficar em alerta
Ela vai apenas descansar.
Mas ele, está chorando
Mas não por muito tempo
Ele já está a procura
De uma nova moça...

Para jurar amor
Compreensão ..
E uma proteção suspeita
Ele dirá que a ama
Que o que ele faz
E excesso de amor...
Um amor que sangra

Um amor.que fere
Que humilha e dói
Em poucos dias
Será apenas medo!
Assim ele segue
A ser dono, algoz
Caçador!

E todos os dias
Ela reza,
Ela pede,
Pela morte dele
Pelo fim desse cativeiro
E assim segue a vida
Sofrida,doída fria
De uma mulher brasileira
Qualquer, que sobrevive
A dor de se perceber
Mulher!

Yara Silva

Novembro

Tata Frey

A origem de tudo...
A celebração do fim.
Os mortos são lembrados, a saudade se renova e a esperança se aflora.
Estamos atônicos, mas acreditamos na proclamação da vida e do amor.
A nação se interage, um movimentar homogêneo.
A consciência negra se faz branca, pois tudo transforma em prol do bem.
A república Brasil não é mais a mesma.
Em meio à complexidade dos acontecimentos o meu nascimento.
O fim também é um recomeço.
Pensemos que nada acabou tudo se inicia nas manhãs de novembro.

Autor: Dhiogo José Caetano

Acreditar no amanhã
Não é esperar que tudo aconteça como você quer...
É fazer do seu hoje um dia melhor
É ver dentro de si, a capacidade de construir o sorrir...
Respirar fundo e sentir a vida pulsar!
Entender que o milagre da vida consigo mesmo(a) já está
... "Pro dia nascer feliz!"... Florir a alma com aroma, flores e cores
Jardinar o coração incansavelmente...
Reger as melodias que inspiram danças e amores...

Adália Tov

Elemento neutro


Uma integral do produto interno entre eu escalar você
uma integral na linha direta entre nossos dois corações
uma integral definida em todo o traço real do nosso olhar

Igual a zero,
metade por cima, metade por baixo
porque na cama todo homem se entende

Deus, perdoai, vamos pecar!
(engulo a tequila)
a doce matemática me puxou pro canto das demonstrações,
canto escuro onde cabemos, dois elementos
um neutro e o outro, não tão sóbrio

Júlio F. Sousa

LA ANARQUÍA


Eu amo a destruição
Desbravo o material
Choro na contradição

Encanto-me no surreal
embriagando-me com o mais puro tonel de liberdade

O X que utopiza-se ali no horizonte Galeano
chegando mais próximo ano após ano
Até parece vaidade
mas é simplesmente necessidade

Horizonte...
Horizontalidade...

Palavras perdidas
Palavras vividas!

Por onde andam aqueles sonhadores?
Por onde andam aqueles pensadores?

Em frases marcantes o velho homem já dizia
A beira da forca repetia:
VIVA LA ANARQUÍA

Miguel Coutinho Jr.

Particularidade


Medo
Voz
Fala
Dor
Um medo
Uma voz
Uma fala
Uma dor
Ilusões
Pensamentos
Achismos
Idealismos
Quantas ilusões
Quantos pensamentos
Quantos achismos
Quantos idealismos
Os conflitos de um único indivíduo.

Autor: Dhiogo José Caetano

Mendigo


Sou um pobre mendigo, mendigando de amores.
Quando o encontro, meu coração pulsa rapidamente
e no momento até penso que vou morrer, de tanta emoção.

Ai como é ruim não saciar minha fome de amores de amor por você!
Chego a questionar-me, por que não consigo me saciar de você?.
Antes que o dia acabe já começo a sentir sua falta.
Ai coração impiedoso que me machuca, que dilata meu apetite por você!
Ai como quero você! Ai como te quero tanto, que chego a enlouquecer.

Maria Catarina de Sousa.

Sentimento confuso


As vezes me pego pensando em algumas pessoas que tenho raiva.
Fico refletindo se é possível que esse ódio vire amor ou o amor vire ódio.
O amor e o ódio são sentimentos próximos.
Então digamos que por trás do amor exista um ódio ou por trás do ódio exista um grande amor.
É, definitivamente os sentimentos são extremamente confusos.

(Amar alguém não é só simplesmente falar EU TE AMO.
Amar verdadeiramente é quando nós nos preocupamos com o bem estar da pessoa amada, compartilhamos nossos momentos com ele(a), ficamos ao lado nos momentos mais difíceis, somos verdadeiros e sinceros.
Amar não quer dizer só fazer sexo, amar, sentir amor é também conversar é ser amigo, ser o melhor amigo. “amor todos nós sentimos, amar nem todos nos sabemos”.)

Maria Catarina de Sousa.

Arquivo Mórbido


Entre folhas, páginas, blogs...
A notícia que devasta a alma.
Como dói!
O meu psicológico fica em transe.
Por que comigo?
Só quero ser seu amigo.
Ah se eu pudesse transferir o que sinto por um instante.
Com um simples toque projetaria em você a morbidez que assombra o meu ser.
No olhar a minha verdade, no dia a dia a esperança retratada no discurso, na fala.
Estou completamente despido diante do seu olhar.
Observe as chagas, as feridas presentes na minha alma.
Melancolicamente sinta a energia que este arquivo provoca no meu ser.
Misericórdia desta criatura.

Autor: Dhiogo José Caetano

Triste Lembrança


Esvai-se oito meses, mas a dor ainda é constante.
Fico sem alento, ninguém pode imaginar o sofrimento.
A minha alma em gritos, clama por paz.
O que fiz para merecer tanto sofrimento?
Perdoa-me, não fiz por mal.
Pretendo semear o amor, a vida, a verdade...
Deleta estes arquivos que me faz lembrar daquele passado presente.
Quero esquecer, quero simplesmente viver.
Desculpa-me!

Dhiogo José Caetano

A dor pode até tortura a alma, mas trás consigo a oportunidade de evoluirmos. Toda dor vivida é necessária para o progresso da criatura. O remédio para todos os nossos problemas está dentro de nós. Cada indivíduo guarda dentro de si parte do segredo do existir.

Dhiogo Jose Caetano

Tudo que Resta


Quando cheguei o Anjo Torto partiu
Dez meses depois do meu primeiro choro
Fiquei com sua vaga lembrança
E vaga ainda vazia
Pela "A Rua" da imaginação
Um pouco do que ele deixou

É tudo que tinha
É tudo que resta
É tudo que presta

Andei pelo "Jardim da Noite" a sua procura
Encontrei só a partida
Bem na entrada
No meio da loucura, descompreendida
Sua face , iluminada

Ari Veras

O Afeto


Frescor de um amor
Novo, passado, breve
Sempre nos dá ânimo
Para reagir aos meleficios da vida
Breve seja a dor!
Leve só o que for belo
Cante e queira
Que seu amor seja sempre singelo!

Jamile Di Castro

El Niño


Nos murmúrios de suas serras
derrete-se o sal das trovas
chuva por trás dos olhos
nuvens em suor, nimbos do cio.

Cai a tempestade,
abro a boca
Goteja em carnes
latência e sol
cheiro de terra molhada
pacífico em mim.

Yana Moura