Um arrepio de chuva e sabor,
torpor, adormecido em sobressalto,
não esperava ver mais um amanhã,
montando a vida para o próximo ato.
Enquanto as criaturas que nos perseguem,
medo, dor, desesperança e sofrimento
orbitam no sono profundo,
vamos até a boca do mundo
olhar para o infinito em movimento
e catar bons punhados de coragem.
Tudo dela em explosão
mas a carne amua a ferida;
somos sós? Não neste lugar:
Há ênfase no cuidar;
na camaradagem despida,
existe arder de ousadia e paixão.
Um arrepio de chuva ao sabor
é sol e sal, pelos lábios tingidos
uma manhã de ferro e desafios
num lado a lado invencível.
André Café
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